Resolução oferece condições especiais para renegociação de débitos de beneficiários do PSDI e permissionários da Rua do Turista
A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) informa que os empresários beneficiários do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) têm até o dia 24 de agosto de 2026 para aderir ao Programa de Regularização de Débitos (PRD). A iniciativa abrange as modalidades de Permissão Remunerada de Uso e Venda, bem como os permissionários dos imóveis localizados na Rua do Turista.
Instituído por meio da Resolução nº 32, de 22 de maio de 2026, o programa foi criado com o objetivo de possibilitar a regularização de débitos vencidos até março de 2026. A medida oferece condições diferenciadas de pagamento, com descontos sobre juros e multas e opções de parcelamento.
Segundo o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, a iniciativa busca facilitar a regularização dos empreendimentos e fortalecer o ambiente de negócios em Sergipe. “Estamos oferecendo condições especiais para que empresários possam regularizar seus débitos e manter suas atividades em conformidade com as obrigações contratuais. O objetivo da Codise é facilitar essa regularização, preservando os empreendimentos instalados em Sergipe, garantindo maior segurança jurídica e fortalecendo o ambiente de negócios do estado. Por isso, é importante que os beneficiários do PSDI e os permissionários da Rua do Turista aproveitem o prazo e procurem a Companhia para aderir ao programa até o dia 24 de agosto”, afirma.
Condições para beneficiários do PSDI
Os beneficiários do PSDI na modalidade Permissão Remunerada de Uso poderão quitar seus débitos com pagamento à vista, obtendo desconto de 100% sobre juros e multas. Também é possível optar pelo parcelamento em até 24 vezes, com percentuais de desconto que variam conforme o número de parcelas.
Já os empreendimentos beneficiados pelo programa na modalidade Venda poderão regularizar débitos vencidos até março de 2026 por meio de pagamento à vista ou parcelamento em até 12 vezes, também com descontos sobre juros e multas. A resolução estabelece ainda condições específicas para casos de acordos anteriores não cumpridos, bem como critérios para pagamento da entrada e manutenção dos parcelamentos.
Permissionários da Rua do Turista
Os permissionários dos imóveis localizados na Rua do Turista também podem aderir ao PRD para regularizar débitos vencidos até março de 2026. As condições seguem parâmetros semelhantes aos aplicados aos beneficiários do PSDI na modalidade Permissão Remunerada de Uso, incluindo descontos e possibilidade de parcelamento.
Como aderir
Os interessados devem protocolar o pedido de adesão junto à Codise, por meio do sistema E-doc, apresentando a documentação exigida pela Resolução nº 32/2026. Entre os documentos solicitados estão requerimento formal, documentos da empresa, termo de adesão e comprovante de pagamento da parcela inicial ou da parcela única.
A Codise destaca que a adesão ao programa formaliza o reconhecimento dos débitos pelo interessado, conforme previsto na Resolução nº 32/2026. Para manter os benefícios concedidos, é importante que as condições acordadas sejam observadas durante a vigência do parcelamento. O texto completo da Resolução nº 32/2026 está disponível no portal da Codise, na seção Legislação – Resoluções, Regimentos, Regulamentos e Estatutos.
Acesse abaixo os formulários para cada modalidade:
Geólogo integra a Companhia desde 1977 e acompanha sua consolidação como agente de desenvolvimento para o fortalecimento da indústria sergipana
Entre os profissionais que ajudaram a construir a história da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o geólogo Johélino Magalhães está entre os pioneiros. Formado pela Universidade Federal da Bahia em 1976, ingressou na Companhia em 3 de outubro de 1977, praticamente no início de suas atividades. Ao relembrar sua trajetória, Johélino destaca a satisfação de ter acompanhado a evolução da instituição ao longo de quase cinco décadas.
“Eu entrei praticamente no ano que a Codise foi instalada. Então, foi muito importante ver a trajetória da Companhia, que hoje tem uma estrutura de atendimento da indústria no estado todo”, afirma. Ao longo de sua carreira, Johélino atuou diretamente na área mineral, segmento que marcou os primeiros anos de atuação da instituição.
Segundo ele, apesar de ser o menor estado brasileiro em extensão territorial, o território sergipano reúne riquezas minerais importantes que contribuíram para a atração de investimentos e para a implantação de indústrias. “Sergipe tinha tudo para não ter coisas importantes na área mineral, porque é o menor estado, menor superfície estadual do país. Mas aqui nós vemos algumas sortes”, observa.
Entre os recursos que impulsionaram o desenvolvimento econômico sergipano, o geólogo destaca o potássio, além do calcário e das argilas utilizadas em diversos segmentos industriais. “Por exemplo, a única jazida de potássio que foi explorada economicamente foi a daqui do estado, por muito tempo. Potássio é um elemento importantíssimo na produção de fertilizantes”, sublinha. Ele também ressalta a importância do calcário para a indústria cimenteira e das argilas empregadas na fabricação de tijolos, telhas, pisos e revestimentos.
Outro ponto que lhe traz orgulho é ter acompanhado o aproveitamento industrial das areias minerais, um dos recursos mais abundantes de Sergipe. “Eu tenho muita satisfação de ter visto um dos bens minerais mais abundantes de Sergipe, as areias, terem sido agregadas à produção industrial de vidros. Certeza, daqui a alguns anos, com o aumento da oferta de gás e com essa disponibilidade de matéria-prima mineral arenosa, vai ter o surgimento de novas unidades industriais”, projeta.
Ao analisar a atuação da Codise, Johélino avalia que a Companhia teve papel decisivo na interiorização do desenvolvimento econômico do estado. Para ele, os efeitos podem ser percebidos especialmente em regiões que, no passado, possuíam pouca atividade produtiva. “O trabalho da Codise foi exitoso pelo resultado que tem produzido. Inclusive áreas que eram ‘vazios econômicos’, hoje tem muitos empregos, muitas indústrias que foram para essas regiões. Então, a Codise como agente de desenvolvimento tem demonstrado a sua importância”, destaca.
50 anos de história e transformação
Criada em 1976, a Codise completa 50 anos de atuação em 2026. Inicialmente denominada Companhia de Desenvolvimento Industrial e de Recursos Minerais de Sergipe, a instituição surgiu com foco no aproveitamento das potencialidades minerais do estado. Ao longo dos anos, ampliou sua atuação e passou a se chamar Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, fortalecendo seu papel na atração de investimentos, apoio à indústria e promoção do crescimento econômico sergipano.
Após quatro décadas de inatividade, o antigo estaleiro Araújo, agora nomeado Estaleiro Sergipe, se prepara para retomar as atividades. Nesta nova etapa de reativação, o foco está na qualificação da mão de obra local, por meio de uma parceria entre Governo do Estado, via Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Social da Indústria do Estado de Sergipe (Sesi). O objetivo é preparar trabalhadores da região do Cotinguiba para futuras contratações e garantir que as oportunidades geradas pelo empreendimento impulsionem a economia de Santo Amaro das Brotas e municípios do entorno.
Atualmente, 52 dos 390 profissionais previstos para esta etapa já estão em processo de capacitação em cursos voltados à indústria naval, como soldagem, eletricidade, caldeiraria, operação de maçarico, pintura industrial e jateamento. Um dos destaques da iniciativa é a expressiva participação feminina, que representa cerca de 70% dos alunos matriculados. A qualificação da mão de obra local faz parte da estratégia do Governo do Estado para preparação dos sergipanos no atendimento à crescente demanda do setor de óleo e gás, impulsionada pelos investimentos do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap).
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, a capacitação representa um passo importante para consolidar Sergipe como polo de desenvolvimento industrial no Nordeste. “Estamos construindo as bases para um novo ciclo de crescimento econômico, conectando oportunidades, atraindo investimentos e criando condições para que a população participe diretamente desse processo. É um projeto que fortalece a competitividade do estado e amplia as perspectivas de desenvolvimento para toda a região”, destaca.
Capacitação
Os cursos de qualificação oferecidos aos trabalhadores têm carga horária entre 200 e 240 horas e serão complementados com conteúdos específicos voltados às exigências da indústria naval e da Petrobras. Ministrada pelo Senai, a formação passará por adequações para atender às normas e demandas do mercado de trabalho do setor. Com duração média de 90 dias, a expectativa é que as capacitações sejam mantidas até dezembro. Além do Estaleiro Sergipe, a estrutura ao lado, denominada Estaleiro Ojuara, também receberá os trabalhadores que passarem pela qualificação. A Ojuara Incorporações é responsável pelo contrato de parceria com o Senai, enquanto o espaço do Estaleiro Sergipe sedia as aulas.
Moradora de Santo Amaro das Brotas, Elielma Barbosa da Rocha está entre os alunos que participam da capacitação. Desempregada há seis meses, ela soube da oportunidade por meio de um carro de som que divulgava as inscrições na cidade e decidiu ingressar no curso de soldagem. “Eu imagino que vai ser uma oportunidade boa para o município, principalmente para as mulheres, porque vamos ter mais oportunidade de ganhar nosso próprio dinheiro e não depender totalmente dos nossos namorados e maridos. É a primeira vez que tenho contato com a soldagem e estou gostando muito”, relata.
Morador de Maruim, Bruno Silva também integra o grupo de trabalhadores que está sendo capacitado para atuar no Estaleiro Sergipe. Desempregado, ele soube da oportunidade por meio de amigos e das redes sociais e decidiu participar do curso de eletricista para aprimorar conhecimentos que já possuía na área elétrica. “Minha expectativa é estar entre os primeiros a serem convidados para trabalhar aqui e ganhar mais experiência na área. Além disso, a reativação do estaleiro vai gerar empregos, movimentar o comércio da cidade e atrair pessoas de municípios vizinhos, fortalecendo a economia local”, pontua.
Instrutor do curso de Eletricista Industrial, José Daniel Dias Barbosa explica que a capacitação tem foco na realidade do ambiente industrial. “O aluno entra aqui e sai completamente qualificado para executar manutenções em máquinas e equipamentos industriais”, explica.
Com carga horária de 160 horas, a formação aborda inicialmente conceitos teóricos de eletricidade, antes de avançar para atividades práticas envolvendo máquinas elétricas, CLPs e inversores de frequência.
Já no curso de Soldagem, o instrutor do Senai Lucas Rezende destaca que os alunos começam pela aprendizagem de metrologia, conversão de medidas e terminologias técnicas da área. “São cerca de 15 aulas de teoria e depois 25 aulas práticas, quando eles realmente vão colocar a mão na massa”, ressalta, destacando a expectativa dos participantes para o início das atividades práticas.
Sobre a reativação
A retomada do estaleiro é fruto de uma parceria entre o Governo de Sergipe, por meio da Sedetec, e a empresa SG Reparos Navais. Com investimentos superiores a R$ 80 milhões, as obras do novo Estaleiro Sergipe avançam com a perspectiva de impulsionar a economia regional, gerar empregos e fortalecer a infraestrutura logística do estado.
O projeto está diretamente ligado às atividades de descomissionamento de plataformas da Petrobras e ao desenvolvimento do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap), prevendo a implantação de um terminal alfandegado, um cais com mais de 200 metros de extensão capaz de receber até dez embarcações simultaneamente, além da construção de um dique seco, áreas para produção naval e do primeiro terminal de abastecimento de Sergipe.
Há 18 anos instalada em Sergipe, a JCA Plásticos é um dos exemplos de como os incentivos concedidos pelo Governo do Estado, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), contribuem para fortalecer empresas, ampliar a competitividade da indústria local e gerar emprego e renda. Localizada no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, a empresa produz plásticos-filmes técnicos para embalagens e logística e atende clientes de diversas regiões do país.
O PSDI é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência de Tecnologia (Sedetec), tendo a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) como um de seus órgãos executores. A iniciativa oferta incentivos fiscais, locacionais e de infraestrutura para indústrias se instalarem e crescerem em Sergipe.

A empresa é incentivada com benefícios fiscais e locacionais do PSDI. “O incentivo é crucial para a nossa operação. Ele viabiliza nosso processo produtivo e nos permite competir com empresas de outras regiões. Hoje conseguimos atender clientes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste graças a essa competitividade”, afirma o sócio-administrador e diretor operacional da empresa, Alexandre Santos.

A JCA Plásticos produz itens como plástico-filme stretch e shrink, plástico-bolha, fitas adesivas e lonas plásticas. Os produtos são majoritariamente utilizados por indústrias, atacadistas e redes de supermercados em diversas regiões do país. Atualmente, a empresa processa 500 toneladas de produtos por mês e mantém cerca de 80 empregos diretos.
Expansão e novos empregos

O avanço da empresa já se reflete em novos investimentos. A JCA prepara um projeto de expansão, com a implantação de uma estrutura com aproximadamente 6 mil metros quadrados para ampliar sua capacidade produtiva e concentrar operações atualmente distribuídas em mais de uma unidade. A expectativa é de crescimento entre 30% e 40% no quadro de colaboradores nos próximos anos.

Para a diretora de logística e também proprietária da empresa, Jeane Santos, o apoio do Estado foi decisivo para essa trajetória de crescimento. “O incentivo do PSDI tem sido de extrema importância para o crescimento da empresa. Se não fosse o programa, talvez a JCA não tivesse crescido tanto. É uma política que fortalece as indústrias e incentiva novos investimentos”, destaca.
Oportunidades que transformam vidas

Além dos resultados econômicos, o desenvolvimento industrial também impacta diretamente a vida dos trabalhadores. Há oito anos na empresa, Allan Oliveira iniciou sua trajetória como ajudante de produção e, ao longo do tempo, passou por diferentes setores até chegar à área de manutenção. “Passei pela produção, estoque e operação de empilhadeira. Essa oportunidade de aprender e crescer dentro da empresa fez toda a diferença na minha vida profissional”, relata.

A analista de logística Ruth Rodrigues também construiu sua carreira dentro da indústria. Contratada inicialmente como auxiliar de faturamento, ela foi promovida para outras funções até assumir o cargo atual. “Cada função trouxe novos aprendizados. A indústria abriu portas para meu crescimento profissional e me permitiu desenvolver conhecimentos em várias áreas. É um ambiente onde você aprende todos os dias”, afirma.
Desenvolvimento para Sergipe

Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, casos como o da JCA demonstram a importância das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo. “O PSDI é uma ferramenta estratégica para atrair investimentos, estimular a expansão das empresas e gerar oportunidades para os sergipanos. Quando uma indústria cresce, toda a economia é beneficiada, com mais empregos, renda e desenvolvimento para os municípios”.

O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressalta que a expansão da empresa reforça o papel dos incentivos estaduais no desenvolvimento econômico. “Nosso trabalho é criar as condições necessárias para que as indústrias possam crescer e investir em Sergipe. O avanço da JCA Plásticos demonstra que os incentivos estão cumprindo seu papel de fortalecer a atividade industrial, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento do estado”.
Fotos: Alanna Molina
Com o objetivo de fortalecer a inovação e a competitividade da indústria sergipana, o Governo de Sergipe, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), recebeu representantes locais do Programa Sudene NE 4.0. A iniciativa da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) tem foco na transformação digital e na inovação no setor industrial para a região.
A reunião foi conduzida pelo diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, e contou, também, com a presença do diretor de Novos Negócios da companhia, Carlos Augusto Franco, onde receberam professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), responsáveis pela coordenação local do programa. O encontro iniciou as tratativas para implantação do Núcleo da Nova Indústria Brasil (N-NIB) em Sergipe, fortalecendo a integração entre governo, universidades e setor produtivo.
“A Codise traz as indústrias para Sergipe através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), e a proposta do N-NIB é tornar essas indústrias mais competitivas. Essa parceria fecha o ciclo virtuoso entre atração e transformação digital. Juntos, vamos ampliar o impacto do PSDI. A empresa receberá do N-NIB o diagnóstico digital gratuito mais projeto i4.0 para captação de recursos. Isso contribuirá para uma indústria mais competitiva e mais empregos”, elencou Ronaldo Guimarães.
Núcleo da Nova Indústria Brasil
O N-NIB é uma iniciativa da Sudene alinhada ao programa Nova Indústria Brasil (NIB), do Governo Federal, para fomentar inovação, modernização industrial e acesso a linhas de financiamento em toda a região Nordeste. O programa está em fase de estruturação dos núcleos nos nove estados do Nordeste, com inclusão do Norte de Minas Gerais, tendo Sergipe como estado-piloto e referência regional.
Os núcleos oferecerão diagnósticos tecnológicos e qualificação para que as empresas adotem soluções de Indústria 4.0, como automação e digitalização de processos. Também prestarão apoio técnico para acesso a linhas de financiamento disponibilizadas por instituições como BNDES, Banco do Nordeste, Caixa, Banco do Brasil e Finep, em parceria com entidades como Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), UFS e Sebrae.
Parceria entre NIB e Governo de Sergipe
Em Sergipe, a Codise atuará na articulação com o setor empresarial, aproximando as indústrias sergipanas das oportunidades oferecidas pelo programa.
A coordenadora do N-NIB em Sergipe e professora da UFS, Rosângela Sarmento, destacou a importância da parceria para ampliar o acesso das empresas à inovação. “O PSDI estimula que as empresas incentivadas ampliem a produção ou inovem, e o N-NIB entregará exatamente projetos de inovação i4.0 prontos para captação de recursos. Esse apoio da Codise é fundamental para que o núcleo que vamos implantar aqui no estado atue de forma articulada com o empresariado”, ressaltou.
Também coordenador do núcleo em Sergipe, o professor da UFS e diretor da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (Agitte), Antônio Martins, salientou o papel da Codise na aproximação com o setor produtivo. “O objetivo do programa é melhorar a infraestrutura do parque industrial e a Codise é fundamental para isso porque abarca uma quantidade significativa de empresas que vêm para o estado. Queremos estar junto ao empresariado para melhorar a produtividade e aproveitar as oportunidades dispostas no mercado, como automação, inteligência artificial, melhorias em processos e logística”, destacou.
O que para muitos seria apenas lixo, dentro da indústria ganha uma nova utilidade. Em Sergipe, resíduos metálicos descartados por residências e fábricas retornam à cadeia produtiva e se apresentam na forma de novos materiais. Neste Dia da Indústria, celebrado em 25 de maio, histórias de trabalhadores da empresa de reciclagem Transmetais, que conta com incentivos do Governo de Sergipe, mostram como o setor vai além da produção e também transforma vidas.

Há 14 anos no mercado, a Transmetais atua em Sergipe e na Bahia, gerando cerca de 120 empregos diretos. Coordenador de infraestrutura da empresa há cinco anos, Gladston Matos destaca o papel da indústria no reaproveitamento de materiais. “A gente coleta sucata ferrosa e metálica descartada, possuímos frota própria que faz a coleta. Quando chega, é feita a pesagem, triagem e separação desse material para fazer um processamento e enviar aos nossos clientes, que são as siderúrgicas”, explica.

Segundo ele, cerca de 8 mil toneladas de resíduos metálicos são processados mensalmente e destinados para fábricas de aços e ferros fundidos em todo o Brasil e também em países como Índia, Turquia e China. “Chegando nas siderúrgicas, viram novos materiais, como chapas metálicas, ligas de aço, diversas infinidades de materiais”, completa.
Transformação de vidas

Para quem trabalha diariamente na operação, a indústria também transforma perspectivas. Supervisor de cargas e descargas há cerca de seis anos, Alex Lima de Oliveira conta que passou a enxergar os resíduos de outra forma após entrar na empresa.
“Aqui, a cada dia a gente aprende mais. Quando você entra aqui, você vê outro mundo. Eu, por exemplo, não sabia que todo o material poderia retornar para a indústria. A gente pensa assim: ‘esse lixo não dá pra nada, né?’ Mas isso aqui gera muito dinheiro”, relata.

A trajetória do mecânico Vinícius Santos também reflete as oportunidades criadas. Há três anos e cinco meses na empresa, ele começou como auxiliar de carga e descarga e conquistou crescimento profissional. “Com a oportunidade que me deram, virei auxiliar de mecânico e, hoje, estou como mecânico”, afirmou.
Segundo Vinícius, o trabalho na indústria possibilitou mudanças importantes em sua vida. “Virei pai de família, graças a Deus. Consegui realizar vários sonhos”, declara.

A gerente administrativo-financeira Vivian Lobão ressalta que o fortalecimento da indústria também impulsiona o desenvolvimento econômico e ambiental. “A Transmetais é uma indústria de transformação: pega algo que para muitos era lixo e transforma em algo que pode voltar para a indústria. Esse trabalho que é feito aqui não faz só a transformação, mas também trata o meio ambiente”, destaca. Para ela, ‘a indústria é a mola mestra’, por movimentar a economia e gerar oportunidades.

Ela também sublinha a importância dos incentivos estaduais ofertados pelo Governo de Sergipe para o crescimento da empresa e geração de oportunidades. A empresa recebe incentivos fiscal e locacional através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
“O apoio não ajudou somente na implantação, mas ajuda até hoje no crescimento da Transmetais. O trabalho que a gente tem junto ao PSDI faz com que a empresa se mantenha e possa crescer cada vez mais”, avalia.
Incentivos industriais

Em todo o território sergipano, o fortalecimento da indústria conta com o apoio PSDI, política pública do Governo de Sergipe. O programa é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e tem a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) com um de seus órgãos executores. A iniciativa oferece incentivos fiscais, locacionais e de infraestrutura para empreendimentos industriais, contribuindo para a geração de emprego e renda em diferentes regiões do estado.

Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, o Dia da Indústria também é um momento de reconhecer o impacto social promovido pelo setor produtivo. “A indústria transforma matérias-primas, mas também transforma as vidas dos sergipanos através da geração de emprego e renda. Histórias como as dos colaboradores da Transmetais mostram como o setor industrial impacta diretamente a vida das pessoas e fortalece a economia do nosso estado”, enfatiza.

Já o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressalta a importância das indústrias que unem desenvolvimento econômico e sustentabilidade. “A Transmetais representa uma indústria moderna, que alia geração de emprego, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. Neste Dia da Indústria, celebramos principalmente as pessoas que fazem a indústria acontecer diariamente, contribuindo para o crescimento de Sergipe”, afirma.
Entre janeiro de 2023 e março de 2026, o PSDI aprovou incentivos fiscais, locacionais e de infraestrutura para 110 empresas de segmentos como alimentos, reciclagem, construção civil, calçados e têxtil. Os empreendimentos projetam mais de R$ 2 bilhões em investimentos e perspectiva de geração de mais de 5,4 mil empregos diretos em Sergipe. Atualmente, o programa contempla mais de 300 indústrias distribuídas de norte a sul do estado.
Nesta quinta-feira, 21, gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam a visita institucional da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro (Assedis). O encontrou teve o objetivo de discutir pautas relacionadas à revitalização do Distrito Industrial do município.
Atualmente, o Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro concentra o maior número de indústrias entre os distritos e núcleos mantidos pelo Governo do Estado via Codise. É, ainda, o maior gerador de empregos nesse cenário, reunindo empresas de diversos segmentos. Durante a reunião, foram discutidos projetos voltados à melhoria da logística, pavimentação, iluminação pública, segurança e conectividade por fibra óptica, além de outras ações estruturantes que contribuem diretamente para o avanço do distrito.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou a importância da participação conjunta das pastas para fortalecer o diálogo entre o poder público e o setor produtivo, promovendo ações integradas em benefício do desenvolvimento regional. “Esse diálogo é fundamental para alinhar demandas e construir soluções conjuntas que fortaleçam o ambiente de negócios e colaborem para o crescimento da região. A aproximação entre o setor produtivo e o poder público é essencial para impulsionar novos investimentos e ampliar as oportunidades de desenvolvimento em Sergipe”, avaliou o titular da Sedetec.

Já o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, destacou a importância desses encontros para a construção de soluções voltadas ao desenvolvimento industrial do estado. “Nosso compromisso é atuar de forma integrada para apoiar iniciativas que promovam competitividade, desenvolvimento e melhores condições para o setor industrial sergipano. Esses encontros são importantes para ouvir as demandas do segmento e avançar na construção de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da economia do estado”, afirmou.

Em nome da Assedis, compareceu o presidente da instituição, Rubens Cláudio, responsável pela gestão da empresa Massas Mago. Ele destacou que a reunião teve como objetivo reforçar o interesse conjunto na melhoria da infraestrutura do distrito. “Levantamos alguns pontos prioritários, principalmente relacionados a projetos de revitalização do Distrito Industrial de Socorro, que é uma meta do Governo do Estado. Viemos reafirmar esse compromisso e discutir temas como infraestrutura e investimentos capazes de impulsionar ainda mais o desenvolvimento local”, pontuou.
Também esteve presente a gestora da JCA Plásticos, Jeane Lúcia, que responde pela vice-presidência da Associação.
O governador Fábio Mitidieri reuniu-se, nesta segunda-feira, 27, com representantes da empresa Mariotta Calçados, cuja nova unidade deve entrar em pleno funcionamento no mês de junho, no município de Boquim. Representando a empresa, participaram do encontro o gerente comercial Alex Rosalin, os sócios administrativos Giovanna Mott de Arruda e Giovanni Mott Galvão de Arruda, além do controller João Francisco Camilli Junior.

A expectativa inicial da empresa é gerar cerca de 90 empregos diretos, gradualmente, com potencial de expansão para até 300 postos de trabalho em três anos. Atualmente, os trabalhadores estão passando por qualificação profissional durante seis meses, por meio do Programa Primeiro Emprego (PPE), coordenado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), fortalecendo a formação técnica da mão de obra local.

O governador destacou o papel do Estado na criação de um ambiente favorável aos negócios e à interiorização do desenvolvimento econômico. “Sergipe tem trabalhado para criar oportunidades no interior, garantindo infraestrutura, qualificação profissional e incentivos para que as empresas se instalem em nosso estado e gerem mais empregos. Esse é mais um investimento que chega para fortalecer nossa economia e melhorar a vida da população sergipana”, frisou.

A instalação da empresa em Sergipe representa mais um avanço na consolidação do estado como polo emergente da indústria calçadista no Nordeste. O projeto reúne investimento privado estimado em R$ 5,57 milhões e conta com o apoio estratégico do Governo do Estado, que atuou desde a atração do empreendimento até a viabilização da infraestrutura necessária.
Entre os principais incentivos concedidos estão os benefícios do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e a disponibilização de galpões industriais por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), reduzindo custos iniciais para a empresa e garantindo maior segurança para a operação. Atualmente, o projeto está na fase de treinamento dos colaboradores.
Os incentivos fiscal e locacional foram atrativos para que os empresários implantassem a fábrica em Sergipe, segundo o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “Recebemos os diretores da empresa, que já inicia suas atividades em Boquim, resultado de um esforço conjunto do Governo do Estado. A operação começa em um galpão provisório e contará, em breve, com uma estrutura maior. Com os incentivos fiscal e locacional do PSDI, programa administrado pela Codise e pela Sedetec, foi possível viabilizar a instalação da fábrica no estado”, destacou.

O gerente comercial da Mariotta, Alex Rosalin, ressaltou a importância do apoio governamental para a concretização do investimento e destacou o potencial de crescimento da operação no estado. “O apoio do Governo de Sergipe foi fundamental, principalmente na parte de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. Como Boquim não tinha tradição no setor calçadista, precisávamos qualificar essa mão de obra, e os incentivos e programas apresentados foram decisivos para a escolha do município. Vamos começar com 36 colaboradores, em seguida, serão 64, avançar para 90 e, ao final de três anos, chegar a, aproximadamente, 300 empregos diretos na unidade”, informou.
Segundo Alex Rosalin, a previsão é de que a unidade já esteja produzindo, a partir de junho, cerca de 300 pares por dia, mas com a expectativa de crescimento. “A meta é alcançar mil pares diários até o fim deste ano, ampliando gradualmente a capacidade produtiva da fábrica”, explicou.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, enfatizou a importância estratégica do investimento e o trabalho de atração de empresas realizado pelo Governo do Estado. “A Mariotta é uma empresa calçadista de destaque nacional e já está em Boquim realizando o treinamento dos colaboradores em uma estrutura provisória. O Governo do Estado já autorizou a construção de dois galpões na área industrial do município, garantindo melhores condições para a expansão da empresa e a geração de mais empregos. Com mais essa conquista, Sergipe mostra que é competitivo e reúne todas as condições para receber novos empreendimentos, resultado de um trabalho contínuo de prospecção e atração de investimentos”, afirmou.
Mariotta
A Mariotta Calçados, fundada em 1985 na cidade de Jaú (SP), possui ampla experiência no setor de calçados femininos, com produção anual de cerca de 1,2 milhão de pares e atuação em 23 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e exportações para 10 países.
Em mais um ano de realização, o Complexo de Desenvolvimento Econômico de Sergipe abriu as portas para o projeto Sabes em Ação, com iniciativas voltadas à promoção da saúde e do bem-estar. Ao longo da manhã desta sexta-feira, 24, servidores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) foram contemplados com a ação.

Promovida pela Secretaria de Estado da Administração (Sead), por meio da Escola de Governo, em parceria com a Universidade Tiradentes (Unit), a ação, neste ano, foi viabilizada pela Codise. Na oportunidade, os servidores do Complexo contaram, com uma série de serviços nas áreas de Fisioterapia, Biomedicina, Educação Física, Direito, Psicologia, Nutrição e Enfermagem, entre outros.

O titular da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou o valor simbólico da iniciativa. “Ações como o ‘Sabes em Ação’ são fundamentais, pois proporcionam aos servidores estaduais uma pausa na rotina e a oportunidade de cuidar da saúde dentro do próprio ambiente de trabalho. Trata-se de mais uma parceria bastante positiva entre a Sead, a Sedetec e suas vinculadas”, declarou.

Já o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, informou que a iniciativa valoriza o cuidado com os servidores. “O ‘Sabes em Ação’ nos convida a olhar com mais atenção para aspectos que muitas vezes deixamos de lado na rotina acelerada. Ao mesmo tempo, é uma ação que estimula, amplia a percepção e ajuda as pessoas a cuidarem de si. É um incentivo que impacta não só os servidores, mas também o público em geral, já que o conhecimento adquirido aqui pode ser compartilhado”, disse.

O coordenador do programa, Tiago Oliveira, destacou a continuidade da iniciativa no Complexo. “Trata-se de uma ação fundamental do Programa Sabes, do Governo do Estado de Sergipe, que busca aproximar o cuidado com a saúde do ambiente de trabalho. Nesta edição, oferecemos atendimentos como aferição de pressão arterial, orientações nutricionais, avaliações físicas, incluindo flexibilidade, peso e IMC, além de serviços de fisioterapia e apoio psicológico. Nosso objetivo é proporcionar um momento de acolhimento, relaxamento e conscientização, incentivando práticas mais saudáveis no dia a dia”, afirmou.

A servidora Lúcia Marques, que integra a equipe da Codise, afirmou que esta é uma ação motivadora. “O que deve ser priorizado em qualquer instituição pública é a saúde, pois vivemos em um mundo marcado pelo estresse e pela rotina intensa de trabalho, com horários a cumprir e pouco tempo disponível. Muitas vezes, aquilo que é mais importante acaba sendo deixado em segundo ou até terceiro plano. Hoje, com essa rotina diferente, temos a oportunidade de parar e refletir sobre onde precisamos de ajustes, seja na alimentação ou na prática de exercícios”, pontuou.
Integrando as ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento das discussões sobre energias renováveis e ao desenvolvimento de novas matrizes energéticas no Brasil, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) participou de eventos institucionais em Foz do Iguaçu (PR). A agenda incluiu a participação no workshop ‘Da Eletricidade ao Biometano: a evolução dos certificados de origem no Brasil’, realizado na Itaipu Binacional, e no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que reuniu especialistas, representantes de instituições públicas e privadas e agentes do setor.
O workshop, que aconteceu na última segunda-feira, 13, abordou a evolução dos certificados de origem no país, desde os Certificados de Energia Renovável (RECs) até o Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB). A programação teve foco na valorização de práticas sustentáveis e no atendimento a exigências regulatórias e metas corporativas.
Já o Fórum, que ocorreu nesta terça-feira, 14, sob organização do CIBiogás, promoveu debates sobre o cenário atual e as perspectivas do biogás e do biometano no Brasil. O Paraná se destaca nacionalmente nesse segmento, concentrando o maior número de plantas de biogás do país, com 404 unidades geradoras, de um total de 1.365 cadastradas.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância da participação do Estado em espaços estratégicos de discussão, ressaltando que a iniciativa integra as ações voltadas ao fortalecimento do diálogo institucional e à busca por referências e experiências que possam subsidiar políticas públicas voltadas à inovação. “Estar presente nesses ambientes permite acompanhar de perto as transformações do setor energético e identificar oportunidades que possam contribuir para o desenvolvimento econômico e tecnológico de Sergipe”, afirmou.
Além do gestor da Sedetec, fizeram parte da comitiva o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães, e o presidente da Sergipe Gás (Sergas), Alan Lemos.
Para o representante da Sergas, a participação na programação reforça o papel cada vez mais relevante do biometano e do biogás na construção de soluções mais limpas e eficientes para o Brasil. “O biometano, em especial, desponta como um vetor estratégico, ao permitir o aproveitamento de resíduos e a redução significativa das emissões de carbono. Na Sergas, acompanhamos de perto esse movimento e estamos atentos às oportunidades de investimento e inovação que o setor oferece, sempre mantendo a competitividade, de forma a não onerar o consumidor”, destacou.
Para Ronaldo Guimarães, a articulação em torno de novas matrizes energéticas segue em paralelo à atração de investimentos. “Quando falamos em novas fontes de energia, estamos falando de processos produtivos que as empregam. Também estamos falando de empregos e indústrias. Por esse motivo, buscamos acompanhar diretamente o debate da transição energética, que é também um debate sobre desenvolvimento econômico e social”, pontuou.