Geólogo integra a Companhia desde 1977 e acompanha sua consolidação como agente de desenvolvimento para o fortalecimento da indústria sergipana

Entre os profissionais que ajudaram a construir a história da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o geólogo Johélino Magalhães está entre os pioneiros. Formado pela Universidade Federal da Bahia em 1976, ingressou na Companhia em 3 de outubro de 1977, praticamente no início de suas atividades. Ao relembrar sua trajetória, Johélino destaca a satisfação de ter acompanhado a evolução da instituição ao longo de quase cinco décadas. 

“Eu entrei praticamente no ano que a Codise foi instalada. Então, foi muito importante ver a trajetória da Companhia, que hoje tem uma estrutura de atendimento da indústria no estado todo”, afirma. Ao longo de sua carreira, Johélino atuou diretamente na área mineral, segmento que marcou os primeiros anos de atuação da instituição. 

Segundo ele, apesar de ser o menor estado brasileiro em extensão territorial, o território sergipano reúne riquezas minerais importantes que contribuíram para a atração de investimentos e para a implantação de indústrias. “Sergipe tinha tudo para não ter coisas importantes na área mineral, porque é o menor estado, menor superfície estadual do país. Mas aqui nós vemos algumas sortes”, observa.

Entre os recursos que impulsionaram o desenvolvimento econômico sergipano, o geólogo destaca o potássio, além do calcário e das argilas utilizadas em diversos segmentos industriais. “Por exemplo, a única jazida de potássio que foi explorada economicamente foi a daqui do estado, por muito tempo. Potássio é um elemento importantíssimo na produção de fertilizantes”, sublinha. Ele também ressalta a importância do calcário para a indústria cimenteira e das argilas empregadas na fabricação de tijolos, telhas, pisos e revestimentos.

Outro ponto que lhe traz orgulho é ter acompanhado o aproveitamento industrial das areias minerais, um dos recursos mais abundantes de Sergipe. “Eu tenho muita satisfação de ter visto um dos bens minerais mais abundantes de Sergipe, as areias, terem sido agregadas à produção industrial de vidros. Certeza, daqui a alguns anos, com o aumento da oferta de gás e com essa disponibilidade de matéria-prima mineral arenosa, vai ter o surgimento de novas unidades industriais”, projeta.

Ao analisar a atuação da Codise, Johélino avalia que a Companhia teve papel decisivo na interiorização do desenvolvimento econômico do estado. Para ele, os efeitos podem ser percebidos especialmente em regiões que, no passado, possuíam pouca atividade produtiva. “O trabalho da Codise foi exitoso pelo resultado que tem produzido. Inclusive áreas que eram ‘vazios econômicos’, hoje tem muitos empregos, muitas indústrias que foram para essas regiões. Então, a Codise como agente de desenvolvimento tem demonstrado a sua importância”, destaca.

50 anos de história e transformação

Criada em 1976, a Codise completa 50 anos de atuação em 2026. Inicialmente denominada Companhia de Desenvolvimento Industrial e de Recursos Minerais de Sergipe, a instituição surgiu com foco no aproveitamento das potencialidades minerais do estado. Ao longo dos anos, ampliou sua atuação e passou a se chamar Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe, fortalecendo seu papel na atração de investimentos, apoio à indústria e promoção do crescimento econômico sergipano.