Infraestrutura

Sergipe dispõe de uma infraestrutura adequada para o atendimento das necessidades dos diversos segmentos econômicos e da população em geral, além de contar com o empenho do Governo do Estado nos projetos de expansão de seus sistemas de energia, transporte, saúde, ensino e telecomunicações, tendo em vista, sempre, a promoção do desenvolvimento econômico e social.

Mão de obra e ensino

O estado possui universidades e instituições de ensino que oferecem cursos técnicos, de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, formando profissionais nas mais diversas áreas. Sergipe conta com 26 escolas técnicas, duas universidades e oito faculdades, que oferecem, aproximadamente, 260 cursos de graduação e tecnológicos de nível superior.

Transportes

Sergipe é cortado por duas rodovias federais, a BR-101 (corta o Estado no sentido Sul-Norte) e a BR-235 (no sentido Oeste-Leste). Complementam esse sistema as rodovias estaduais que interligam todos os municípios, totalizando 5.326 quilômetros de estradas. Há ainda uma excelente opção para quem deseja fugir do tráfego conturbado das rodovias federais e desfrutar da beleza natural: a Linha Verde. Uma estrada litorânea, ecológica, destinada a veículos de passeio, localizada em uma área protegida pelo IBAMA e que liga Aracaju a Salvador, no Estado da Bahia.

Sergipe dispõe de um aeroporto, o Santa Maria, em Aracaju, que recentemente foi arrematado pela empresa Aena Desarrarollo Internacional no leilão promovido pelo Governo Federal e deverá receber investimentos nos próximos anos para modernização do terminais. O aeroporto Santa Maria possui hoje uma ampla pista de pouso, apta a receber todos os tipos de aeronaves comerciais, empresas de táxi aéreo e de fretamento de helicópteros.

O sistema ferroviário no Estado, já privatizado, encontra-se sob o comando da empresa Férrea Centro Atlântico S.A. Interliga Aracaju a Salvador, a Maceió e a Recife. O sistema aguarda adaptação tecnológica para voltar a funcionar.

O Estado conta com um moderno terminal portuário off-shore, de uso misto e de carga geral, especializado na movimentação de granéis, que dispõe de uma retroárea de 200 hectares.  O Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) movimenta granéis sólidos, granéis líquidos, grãos e operação offshore (suporte para as embarcações de apoio às plataformas de petróleo próximas à costa).

Possui em sua estrutura um píer de atracação para granéis com 356 metros de comprimento; um píer de atracação para operação offshore, com 59 metros de comprimento; sete armazéns com capacidade estática de 55 mil toneladas; dois pátios de granéis com capacidade estática de 90 mil toneladas; e três silos de granéis com capacidade estática de 60 mil toneladas. Entre os principais produtos movimentados no porto estão: coque, ureia, cimento, clínquer, trigo, soja, fertilizantes, ácido sulfúrico e derivados.

Aspectos Portuários

Tipo off-shore, tendo o seu cais de acostagem construído a 2.400 metros da linha de costa, abrigado por uma quebra-mar com 550 metros de comprimento. Cais de Acostagem conta com extensão de 331 metros e largura de 17 metros. É alargado para 23,60 metros do trecho sul, em uma extensão de 59,20 metros, para permitir a manobra de qualquer veículo. A profundidade natural é de 9,50 metros (maré mínima), elevada para 10,90 metros com drenagem, contando ainda com a amplitude máxima de maré de 2,10 metros. Permite atracação simultânea de dois navios, sendo um de 15.000 toneladas e outro de 1.500 toneladas ou ainda navios de até 45.000 toneladas isoladamente.

Dispõe de uma área de 200 hectares, dos quais 30% já terraplanados e sem restrições de expansão. Estão instalados os prédios administrativos de apoio, oficinas, estação de tratamento de água, subestações, balanças, centrais de telecomunicações e ainda as edificações da Receita Federal, já integrada ao SISCOMEX.

Interliga o retroporto ao cais, com estrutura de concreto de 2.400 metros de extensão e pista de rolamento com 6,60 metros de largura, classe 36 toneladas e permite o tráfego nos dois sentidos.

O porto dispõe de um armazém com área útil de 2.400m2 e um pátio cercado com área de 2.300m2.

Tipo canguru, com capacidade de 12,5 toneladas, com moega acoplada, capacidade nominal de 250t/h, dispondo de grab e gato, montado sobre os trilhos, o que possibilita a sua movimentação ao longo do cais.

O sistema de movimentação de carga é constituído por uma correia transportadora, com 48″ de largura, acoplada a um ship-loader com capacidade para 1.550t/h. A operação é realizada apenas no sentido da exportação.

Suprimentos de derivados de petróleo: o atendimento é feito por distribuidores locais, por carros tanques.

Suprimento de Energia Elétrica: no cais existem 10 tomadas de 480 V/CA, alimentadas por transformador de 500 KVA e rebaixador de 13,8 KV. No guindaste estão instaladas uma de 480 V/CA e outra de 220 V/CA, com possibilidades de uso em qualquer ponto.

Telecomunicação

O Estado de Sergipe é todo interligado pelo sistema de telefonia fixa , celular e Internet além dos outros serviços de DDD, DDI, FAX, TELEX e Agências de Correios e Telégrafos. Possui três emissoras de televisão aberta que são associadas às grandes redes nacionais via satélite, sendo uma delas atuante no campo educativo.

O estado possui uma matriz de energia diversificada que conta com o suprimento do sistema de geração das usinas hidroelétricas de Paulo Afonso (BA) e de Xingó (SE), da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), e de um parque eólico instalado no litoral norte. Há também uma usina termoelétrica a gás sendo construída no município de Barra dos Coqueiros. A UTE Porto de Sergipe I já é considerada a maior usina termoelétrica da América Latina e tem uma estimativa de geração de 1,5 mil megawatts (MW) de energia. Ela começará a operar em janeiro de 2020.

Sergipe conta com suprimento de gás natural, sob a responsabilidade da empresa Sergipe Gás (SERGÁS), que possui uma rede de distribuição de 116 quilômetros, comercializando um volume médio de 292,4 m²/dia. Além disso, Sergipe tem despontado como um dos grandes reservatórios de gás natural do país. Está prevista a entrada em operação, a partir de 2023, de poços dos blocos exploratórios em águas profundas operados pela PETROBRAS, destacando-se os de Moita Bonita, Barra e FARFAN, blocos oriundos da 6ª Rodada de Licitações, o que será um marco para o desenvolvimento do Estado.

Além da atividade exploratória da PETROBRAS, o consórcio Exxon Mobil, QGEP e Murphy Oil, está em fase adiantada de testes com boas perspectivas de produção de seis blocos exploratórios (SEAL-M-351, SEAL-M-428, SEAL-M-501, SEAL-M-503, SEAL-M-430 e SEAL-M-573), oriundos da 13ª, 14ª e 15ª Rodadas de Licitação, com prospectos identificados do tipo pós-sal.

A produção de petróleo está associada à extração de gás natural e em função disso a PETROBRAS já anunciou a implantação de 100 quilômetros de gasoduto submarino e 28 quilômetros de gasoduto em terra, além de uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) para separação das frações pesadas existentes no gás natural, do metano e etano, para deixá-lo em condições de uso pelas indústrias. A entrada em operação desse novos poços proporcionará uma oferta abundante de gás, sem que haja unidades consumidoras para tanto.

O estado conta com o Sistema Local de Inovação, formado pelas instituições de ensino superior, de ciência e tecnologia, e pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), que possui capacidade para incubação de 25 startups dos setores de tecnologia da informação, energias renováveis, eficiência energética e biotecnologia. O sistema funciona de forma integrada e complementar, e tem como objetivo fortalecer a política industrial e de desenvolvimento estadual.

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