Empreendimentos projetam mais de R$ 175 milhões em investimentos e 891 empregos diretos em municípios de diferentes regiões do estado
O Governo de Sergipe incentivou 12 novas empresas por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) nos primeiros três meses de 2026. O programa é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), contando com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) como um dos órgãos executores. Juntas, as empresas projetam aproximadamente R$ 175,4 milhões em investimentos e a geração de 891 novos empregos diretos no estado.
As novas indústrias abrangem os setores de construção civil, vidro, calçados, logística, farmacêutico veterinário, transporte, embalagens, alimentos, manutenção industrial e agroindústria. Sua atuação se distribui entre municípios de diferentes regiões do estado, reforçando a interiorização do desenvolvimento econômico.
Conselho de Desenvolvimento Industrial
Os benefícios foram analisados e aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), órgão vinculado à Sedetec. Composto por 17 membros, o colegiado se reúne mensalmente para deliberar sobre projetos industriais e acompanhar a política de desenvolvimento do estado. Para o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa, os novos incentivos reforçam a estratégia do Governo de Sergipe. “O governador Fábio Mitidieri orienta a atração de cada vez mais indústrias para o estado como uma meta de governo. Nesse sentido, os resultados do PSDI demonstram que estamos no caminho certo ao criar um ambiente favorável aos negócios. Esses novos empreendimentos fortalecem a indústria sergipana, geram emprego e renda e contribuem para o desenvolvimento equilibrado entre as regiões do estado”, destaca.

Já o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressalta o impacto dos investimentos. “Cada projeto aprovado representa mais dinamismo econômico para Sergipe. Para além das projeções de investimentos e empregos diretos, temos também inúmeros empregos indiretos gerados, que fomentam e fortalecem nossa cadeia produtiva. A Codise atua para garantir a infraestrutura necessária à instalação dessas empresas, ampliando a competitividade do estado e atraindo novos investidores”, afirmou.
Empreendimentos aprovados
No agreste central, foram contempladas indústrias nos municípios de Itabaiana e Carira. Para Itabaiana, a fábrica de pisos Itablock recebeu incentivo fiscal e tem previsão de investir R$ 6.007.869,86 e gerar 13 empregos diretos. Já para Carira, a calçadista Di Valentini recebeu incentivos fiscal e locacional, com previsão de investir R$ 2.069.318,89 e gerar 55 empregos diretos.
No centro-sul, em Lagarto, a indústria de vidros VITX recebeu incentivo fiscal para se instalar no município, com investimento previsto de R$ 10.559.196,24 e geração de 70 empregos diretos. Já no sul sergipano, a empresa Mariotta Calçados recebeu benefícios fiscal e locacional para instalação em Boquim, com investimento previsto de R$ 5.572.838,55 e geração de 112 empregos diretos.
Na grande Aracaju, três empresas foram aprovadas no PSDI para o Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. A MS Transporte e Logística recebeu incentivo locacional, com investimento previsto em R$ 69.305.229,62 e geração de 176 empregos diretos. A 3D Pharma Nordeste, do segmento de medicamentos veterinários, recebeu incentivo locacional, prevendo investimento de R$ 1.484.132,00 e geração de 15 empregos diretos. A empresa Nossa Senhora da Vitória Transporte recebeu incentivo locacional, na modalidade venda de área industrial, com previsão de investir R$ 1.461.107,42 e gerar 107 empregos diretos.
Para a capital Aracaju, duas empresas foram aprovadas. A Infopack Embalagens recebeu incentivo fiscal, com investimento previsto em R$ 948.000,00 e perspectiva de geração de cinco empregos diretos. A Amore Vita, do setor de conservas de frutas, recebeu incentivo fiscal, com previsão de investir R$ 4.361.349,81 e gerar 11 empregos diretos.
Para a Barra dos Coqueiros, a Heclia Indústria e Logística recebeu incentivo locacional, com investimento previsto de R$ 6.746.308,00 e geração de 102 empregos diretos. Já para Itaporanga d’Ajuda, a Brasfood Alimentos, do setor de fabricação de sucos, recebeu incentivos fiscal e locacional, com previsão de investir R$ 10.000.000,00 e gerar 60 empregos diretos.
No baixo São Francisco, o município de Propriá deverá receber a E. A. Agroindústria, voltada ao abate de bovinos. A empresa foi contemplada com incentivo fiscal, com investimento previsto em R$ 56.885.052,46 e projeto de geração de 165 empregos diretos.
O CDI também acompanha o cumprimento das contrapartidas assumidas pelas empresas beneficiadas e pode deliberar pela revogação dos incentivos em casos de descumprimento das regras do programa. De janeiro a março de 2026, três incentivos foram revogados, medida que assegura o uso responsável dos recursos públicos e abre espaço para novos empreendimentos comprometidos com o desenvolvimento socioeconômico do estado.
Arrecadação de ICMS
Em 2026, de janeiro a março, o Governo de Sergipe já registrou mais de R$ 59,2 milhões arrecadados em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) proveniente de indústrias incentivadas pelo PSDI. Em janeiro, foram R$ 19,6 milhões, enquanto que em fevereiro o valor chegou a R$ 18,9 milhões. Já em março, a arrecadação alcançou R$ 20,7 milhões.
A arrecadação já leva em conta o diferimento aplicado pelo PSDI, que concede incentivo fiscal com desconto de 92% a 93,8% do ICMS devido para empreendimentos industriais. No entanto, ela não inclui outros tributos. Considerando a tributação sobre consumo, que incide sobre os produtos produzidos e sobre a renda gerada pelos empregos, o valor total de recolhimento fiscal seria ainda maior.
Os números dão continuidade ao destaque alcançado em 2025, quando foi atingido o maior resultado dos últimos três anos nessa arrecadação. No ano passado, o valor arrecadado ultrapassou R$ 278 milhões, superando os resultados de 2024, quando foram recolhidos R$ 206 milhões, e de 2023, com R$ 201 milhões. Os valores reforçam a importância da política estadual de incentivos para o fortalecimento do setor produtivo.
Ações integradas e investimentos reforçam o desenvolvimento econômico, aproximam o governo da população e impulsionam negócios na região
Nesta sexta-feira, 10, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e suas unidades vinculadas estiveram presentes na 71ª edição do ‘Sergipe é aqui’, no município de Itabaiana. Mais uma vez, a participação garantiu a disponibilidade de serviços, orientações e ações voltadas ao fortalecimento do desenvolvimento econômico e da inovação no estado.
Como de costume, estiveram presentes equipes da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) e do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) e a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese) também integraram o grupo de vinculadas presentes.
Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, o programa traz à população iniciativas estratégicas, esclarecendo dúvidas e promovendo o acesso a políticas públicas. “Itabaiana tem um diferencial pela pujança do município. É uma cidade com mais de 100 mil habitantes, muito importante no quesito economia, produção e serviços. A capital hoje foi transferida para cá, com todos os serviços que o Estado oferece. Quem não tem condições de ir à Aracaju para utilizar um serviço, pode vir aqui hoje. É muito feliz ver a população acreditando no serviço público”, disse.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, representando os gestores das unidades vinculadas, salientou a importância da presença desses profissionais durante a programação. “Como presidente de órgão, acredito que a participação direta de quem lidera as instituições é bastante significativa pelo fato de possibilitar uma aproximação com a população. O ‘Sergipe é aqui’ descentraliza os serviços do Governo e leva cidadania, fazendo com que as pessoas possam ter contato com aqueles que compõem a administração estadual”, afirmou.
Visitantes
Pedro Miguel Mendonça, de 17 anos, é estudante do 3º ano do Ensino Médio. Para ele, o que mais chamou a atenção no estande da Sedetec foram os protótipos exibidos pelo SergipeTec. “O mais interessante foi o dragão articulado. Com a inovação nessa área de impressão 3D, incluindo tecnologias neurais, podemos fazer com que alguém que não tem alguma parte do corpo possa ter mais qualidade de vida. A tecnologia tem que ser usada para ajudar a humanidade, para a gente conseguir evoluir”, opinou.
Também estudante do 3º ano, Gustavo Fernandes concordou com o colega. “Eu me interesso pela área tecnológica, principalmente computação. A tecnologia vai aumentar ao longo do tempo, e o Governo trazer essas ações para o município ajuda a população na área de inovação”, considerou.
Jorge Batista, coordenador do Laboratório 3D e do setor de Inovação no SergipeTec, detalhou a atuação do Sistema Sedetec na programação. “Temos o intuito de ajudar a tirar projetos do papel, tornando concreto o que é idealizado. Também podemos contribuir para o desenvolvimento de negócios locais, tornando-os mais competitivos”, resumiu.
Investimentos
A atuação da Sedetec e das unidades vinculadas vem fazendo a diferença na vida dos itabaianenses e dos moradores do agreste central sergipano, a partir de investimentos e ações integradas. É o caso dos empreendimentos incentivados pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que é gerido pela Sedetec e tem a Codise como um de seus órgãos responsáveis.
Em 2026, a empresa Itablock, especializada na fabricação de pisos e artefatos de concreto, cimento e gesso, foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) para o recebimento de incentivos fiscais. O investimento projetado para a unidade em Itabaiana é de R$ 6 milhões. Quanto à região, os municípios de Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Carira, Frei Paulo e Ribeirópolis também sediam empresas beneficiadas pelo Programa. No total, são mais de R$ 38 milhões em investimentos projetados e 475 empregos diretos previstos para a região.
O governador Fábio Mitidieri acompanhou, nesta quarta-feira, 25, o canteiro de obras das instalações da Usina Termelétrica (UTE 2), nova linha de produção de gás natural em Sergipe. Ganhadora do Leilão Nacional de Reserva de Capacidade, a Eneva apresentou, nesta quarta, ao governador Mitidieri, a prospecção do investimento de quase R$ 7 bilhões em Sergipe aplicados até 2028.
Mitidieri parabenizou a companhia pela construção e celebrou a ampliação do hub de energia no estado. “Sergipe é um dos maiores players do mercado de energia do Brasil. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deve nos visitar ainda esta semana para avançar no projeto Sergipe Águas Profundas e na contratação de navios, com investimentos bilionários que impulsionarão a economia e atrairão indústrias e mão de obra qualificada para o estado”, destacou.
Atualmente a Eneva gera 1,6GW por meio da UTE 1, usina já instalada no local, e, até 2028, a empresa produzirá mais 1,3GW, quando a segunda linha, a UTE Porto Sergipe 2, ficar pronta. Nesse processo de construção devem ser gerados cerca de três mil empregos diretos e indiretos.
O presidente Nacional da Eneva, Lino Cançado, acrescentou que o começo das obras se deu logo após a vitória no Leilão Nacional porque o início da operação da UTE 2 está previsto para outubro de 2028. “Não é apenas o início de uma obra. A construção gerará cerca de três mil empregos. Temos que pensar estrategicamente. A vida útil da usina é de 30 a 40 anos, o que beneficiará o país além do contrato inicial de 15 anos, por isso nos dedicamos”, informou.
A gerente de contrato da área técnica, Maria Teresa Rodrigues, descreveu o processo de instalação e falou da satisfação de participar da equipe desta obra. “A instalação envolve terraplanagem, construção de bases, instalação de turbinas e conexão final. É uma honra participar do desenvolvimento do hub de Sergipe. É uma oportunidade de deixar um legado”, considerou.
Uma das gestoras do projeto, Lady Daiane Gomes, se disse honrada por, como mulher e Pessoa com Deficiência (PcD), participar desse momento histórico para Sergipe. “Estou muito feliz de fazer parte deste início do projeto. Como pessoa com deficiência, como mulher, me sinto incluída. Além de ser uma iniciativa para o crescimento da região, é importante a inclusão e representatividade ter mulheres e PcDs no projeto”, expressou.
Relembre
A Eneva anunciou, no início do mês de março, a construção de uma nova usina termelétrica a gás natural em Sergipe. A nova unidade, a UTE 2, que terá capacidade de 1,3 GW, será construída na Barra dos Coqueiros e somará aos atuais 1,6 GW da UTE Porto Sergipe
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou o marco histórico da nova usina para Sergipe. “A nova termelétrica a gás em Sergipe é um marco que impulsiona o estado como um hub de energia. A nova usina, que será inaugurada em 2028, somada à produção de gás natural em 2030, fortalecerá a industrialização, gerando empregos e renda para a população. A iniciativa representa uma fronteira de oportunidades para o estado. É a esperança de um futuro promissor”, ressaltou.

A Eneva prevê que a obra impulsionará a economia local e fortalecerá a cadeia produtiva da região. O secretário de Estado do Trabalho, Jorge Teles, frisou que Sergipe se prepara para avançar mais um passo no desenvolvimento. “A chegada da nova usina gera um impacto positivo na economia local na geração de novos postos de trabalho durante a construção e operação. Nos preparamos para que a mão de obra especializada no setor de energia seja 100% sergipana. O Governo de Sergipe cria um ambiente favorável aos negócios e prepara sua mão de obra para que os empregos sejam preenchidos por especialistas sergipanos”, frisou.

Com essa expansão, Sergipe se consolida como um dos principais polos de gás natural e geração de energia do país, atraindo investimentos e gerando oportunidades para a população local. “Com o apoio do Governo Estadual, a Barra do Coqueiro vive um momento de grande desenvolvimento, com investimentos de R$ 7 bilhões na nova usina, a chegada de novos condomínios e uma segunda ponte Aracaju-Barra. São recursos direcionados para melhorar nossa infraestrutura local. Só temos a agradecer”, disse o prefeito da Barra dos Coqueiros, Airton Martins.
Leilão
Na última semana, o Brasil negociou 19 gigawatts (GW) em novos contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas com o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), sendo a maior contratação já realizada pelo setor elétrico do país. A Eneva, que tem o BTG Pactual como maior acionista, foi a principal vencedora do leilão, viabilizando projetos termelétricos que lhe exigirão R$ 18 bilhões em investimentos até 2031.
O principal destaque do leilão é a expansão do Hub Sergipe, que se consolida como um dos mais importantes complexos energéticos do Brasil.
A expansão da Eneva representa o aumento de investimentos privados em Sergipe, a geração de empregos na construção e operação e o fortalecimento da cadeia produtiva de energia e gás, o que consolida Sergipe como polo nacional de gás natural referência em geração termelétrica e maior integração com mercado internacional de gás.
Fábrica calçadista produz mais de 1,3 mil pares de calçados por dia, com previsão de expansão e apoio do PSDI
A atividade calçadista em Sergipe segue em expansão com o apoio do Governo do Estado. Em Carira, município do agreste sergipano, a fábrica da Di Valentini gera empregos e oportunidades para a região, levando calçados femininos às prateleiras do comércio de dentro e de fora do estado. Este trabalho conta com o incentivo da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
O galpão onde a unidade está situada foi reformado via Codise, em parceria com a Prefeitura de Carira, com investimento de R$ 890 mil oriundos do tesouro estadual. A área corresponde a 3,8 mil metros quadrados e abrigava, anteriormente, a também calçadista Azaleia. Hoje, 33 funcionários já atuam no espaço, produzindo entre 1,3 mil e 1,6 mil pares por dia. A previsão é de que esse número aumente, contando com o apoio do Governo do Estado na qualificação e na captação de mão de obra.
“Nosso planejamento é chegar até 90 colaboradores e atender à nossa necessidade de costura. A gente também tem previsão de expansão dos setores de almoxarifado, setor de tiras e montagem e expedição. Com isso, estamos falando de uma perspectiva de 170 a 190 colaboradores aqui na unidade. Estamos fazendo isso para crescer nossa produção e, consequentemente, a mão de obra, respeitando o mercado”, destaca o gerente da unidade, Alan Horlle.
Para o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, a Di Valentini é um exemplo do direcionamento do Estado à interiorização do desenvolvimento. “A fábrica já se encontra em funcionamento em Carira, com 33 funcionários nesta unidade e mais 146 na de Nossa Senhora Aparecida. O Governo tem dado todo o suporte à empresa, que também já está em diálogo com a Secretaria de Estado do Trabalho (Seteem) para fazer capacitações e, logo mais, com certeza a empresa estará contratando mais pessoas, gerando mais renda e emprego aqui no município de Carira”, ressalta.

A política de investimentos do Governo de Sergipe, que contempla empreendimentos como a Di Valentini, gera oportunidades que transformam a vida de inúmeros trabalhadores. É o caso de Wanderson Santos, que trabalha como operador de serviços de mão na fábrica de Carira. “Tive experiência na Azaleia, quando funcionava aqui mesmo neste galpão. Agora, a Di Valentini está dando mais oportunidade para a gente, gerando mais emprego. É melhor para a cidade, para a população e pra gente se manter. Eu sou o único provedor da minha família e essa renda representa 100% na minha casa”, afirma.
Aparecida
Além da unidade carirense, a Di Valentini mantém uma fábrica com capacidade de produção de 6 mil pares de calçados por dia em Nossa Senhora Aparecida. As operações ocupam uma área de mais de 10 mil metros quadrados, em um galpão da Codise com permissão remunerada de uso. Atualmente, 146 trabalhadores atuam no espaço.
A calçadista Di Valentini é sediada em Santa Catarina, e atua há quase 15 anos no mercado. A captação foi realizada via Sedetec e Codise, e a inauguração da primeira unidade sergipana ocorreu em agosto de 2025, com investimento superior a R$ 4,2 milhões. Os 179 empregos gerados atualmente pela soma das unidades de Carira e Aparecida já ultrapassam a previsão inicial de 150 postos de trabalho anunciada pela empresa durante a apresentação do projeto. A expectativa é de que pelo menos 40 empregos sejam gerados no curto prazo.
Mais investimentos
Sergipe se prepara para receber mais uma fábrica calçadista, desta vez em Boquim. Trata-se da Mariotta, empresa sediada em Jaú (SP) com mais de 40 anos no mercado. Visando a implantação da fábrica, o Governo de Sergipe assinou ordem de serviço para a construção de dois galpões geminados no município, com investimento superior a R$ 9 milhões. A empresa foi aprovada pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) para receber incentivos fiscais e locacionais do PSDI.
Entre as ações anunciadas, está a autorização para a construção de dois galpões industriais, com investimento de mais de R$ 9 milhões
O governador Fábio Mitidieri cumpriu agenda neste sábado, 21, no município de Boquim, que celebra seus 156 anos de emancipação política, levando um pacote de investimentos históricos que reforçam o desenvolvimento econômico, social e urbano da cidade. Durante a programação, o Governo de Sergipe realizou a assinatura de ordens de serviço e visita a obras estruturantes, consolidando um volume de investimentos que ultrapassa R$ 29 milhões no município, sendo mais de R$ 11 milhões apenas em ordens de serviço assinadas.
Entre as ações, está a autorização para a construção de dois galpões industriais geminados, com 2.100 metros quadrados cada, no Distrito Industrial de Boquim. A obra contará com investimento de R$ 9.049.997,80 e tem como objetivo ampliar a oferta de infraestrutura para a instalação de empreendimentos industriais, fortalecendo a geração de emprego e renda na região. Além disso, está em processo de licitação a construção de mais sete galpões industriais no município.
Construção de galpões industriais
Um dos galpões será destinado às novas instalações da empresa paulista Mariotta, do setor calçadista, que já atua no município e atualmente gera cerca de 60 empregos em estrutura provisória. Com a nova unidade, a expectativa é de expansão das atividades e do número de postos de trabalho.
Para a instalação no novo galpão, a Mariotta prevê investir R$ 5.572.838,55, com estimativa de geração de 112 empregos. Como forma de estimular sua implantação no município, a empresa foi contemplada com incentivos fiscal e locacional do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).
O secretário de Sedetec, Valmor Barbosa, destacou a importância da obra para a política de atração de investimentos em Sergipe. “Essa iniciativa reforça a política do Governo de Sergipe de promover o desenvolvimento econômico, atrair novos negócios e ampliar oportunidades. Com a chegada e a expansão de indústrias, avançamos também na geração de emprego e renda, melhorando a qualidade de vida da população sergipana”.
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) ressaltou o impacto direto do empreendimento para o município e para o fortalecimento da indústria local. “Com a nova instalação, a expectativa é ampliar esse número e fortalecer ainda mais a economia local, com mais desenvolvimento e geração de renda. Trata-se de um investimento superior a R$ 9 milhões, que representa um avanço importante para Boquim e toda a região”.
Outras ações
Também foi assinada a ordem de serviço para a reforma da Praça Vigário Cravo, com investimento de R$ 2,1 milhões, garantindo requalificação completa com urbanismo, paisagismo, iluminação e acessibilidade.
Na área da educação, o governador visitou a obra da creche do Programa Ameei, com capacidade para atender 216 crianças, investimento de R$ 4,9 milhões e previsão de entrega para maio deste ano.
Outro destaque é o avanço do Mercado das Plantas Ornamentais de Boquim, com investimento superior a R$ 13 milhões, fortalecendo a vocação da cidade como referência nacional na produção de plantas ornamentais e beneficiando cerca de 300 famílias produtoras.

“Hoje é um dia de muita alegria. Estamos aqui em Boquim, que celebra seus 156 anos, anunciando mais de R$ 29 milhões em investimentos. São obras que geram emprego, oportunidades e melhoram a vida das pessoas. Estamos construindo galpões industriais para atrair empresas, autorizando a reforma de uma praça histórica e avançando com a creche que será entregue em breve, garantindo mais dignidade para as famílias. Também estamos tirando obras do papel, como o Mercado das Plantas Ornamentais, um projeto aguardado que fortalece a economia local. Além disso, seguimos investindo no Estádio Trindadão, na saúde, com melhorias na UPA, novas ambulâncias e equipamentos, e em pavimentação, tirando a população da poeira e da lama. Boquim é uma cidade de que tenho muito orgulho, e celebrar esse aniversário com trabalho e resultados é reafirmar nosso compromisso com cada sergipano. Ontem estivemos na Barra dos Coqueiros, hoje estamos aqui, e vamos continuar levando investimentos para todo o estado”, destacou o governador Fábio Mitidieri.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura, Luiz Roberto, ressaltou o volume de investimentos já executados. “Boquim tem recebido diversas iniciativas do Governo do Estado. Já realizamos cerca de 60 mil metros de pavimentação asfáltica, com investimento de aproximadamente R$ 6 milhões, além de 50 mil metros quadrados de pavimentação em granito, somando cerca de R$ 8 milhões. A Praça Vigário Cravo, já com obras iniciadas, vai transformar um dos principais espaços da cidade. O Mercado das Plantas Ornamentais vai potencializar a vocação do município, enquanto os investimentos no Estádio Trindadão e na infraestrutura urbana seguem avançando para melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.
O prefeito de Boquim, Jackson do Mangue Grande, destacou a importância da parceria com o Governo do Estado. “É um momento de felicidade para o nosso povo. A visita do governador representa atenção e compromisso com Boquim. Estamos vendo investimentos que vão transformar a nossa cidade, gerando emprego, renda e mais qualidade de vida. Boquim está feliz e agradecida por esse olhar do Governo do Estado”, disse.
Decreto que instituiu a companhia abre um ano de programação comemorativa sobre a contribuição da instituição para o desenvolvimento econômico de Sergipe
O dia 15 de março de 1976 marcou um momento decisivo na história do desenvolvimento econômico do estado de Sergipe. Nesta data, o Decreto nº 3.353 determinou a constituição da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), sociedade de economia mista criada pelo Governo do Estado com a missão de estimular investimentos e fortalecer a atividade produtiva.
A formalização da empresa ocorreu meses depois, em 4 de outubro de 1976, com a lavratura da escritura pública, consolidando a criação da instituição que, ao longo das décadas, se tornaria um dos principais instrumentos do Estado para promover a industrialização e gerar emprego e renda.
Em 2026, quando a Companhia completa 50 anos, as duas datas passam a ter significado especial. O aniversário do decreto de criação, celebrado em 15 de março, abre simbolicamente um ano inteiro de comemorações, com uma programação dedicada a destacar a trajetória da Codise e sua contribuição para o desenvolvimento econômico do estado.
Desenvolvimento econômico
Ao longo de cinco décadas, a Codise ampliou sua atuação e se tornou referência na implantação de distritos industriais, atração de empresas e apoio ao desenvolvimento produtivo em Sergipe. Para o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, o cinquentenário é um momento de reconhecimento da contribuição da Companhia para o estado.
“Celebrar esse marco é reconhecer o papel estratégico da Codise no desenvolvimento econômico de Sergipe. Ao longo dessas cinco décadas, a Companhia contribuiu para atrair investimentos, fortalecer a indústria e gerar oportunidades para a população. Este será um ano de celebração e também de reflexão sobre os caminhos para continuar impulsionando o crescimento do estado”, destacou Ronaldo Guimarães.

A Codise é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O secretário Valmor Barbosa também ressaltou a importância da instituição na política de desenvolvimento estadual. “A Codise tem uma trajetória marcada por resultados importantes para Sergipe. Ao longo de 50 anos, a Companhia ajudou a estruturar distritos industriais, atrair empresas e consolidar um ambiente favorável ao crescimento econômico. Celebrar esse cinquentenário é reconhecer essa história e renovar o compromisso de seguir trabalhando pela geração de oportunidades para os sergipanos”, afirmou Valmor Barbosa.
Livro registrará os 50 anos da Companhia
Como parte das celebrações do cinquentenário, a história da Codise também está sendo registrada em uma obra especial. A servidora da Companhia, bióloga e escritora Maria Lúcia Marques, prepara o livro ‘Codise 50 Anos – Uma Contribuição Historiográfica’, que reunirá documentos, depoimentos e registros sobre a evolução da instituição e sua contribuição para a economia sergipana.
“Em 15 de março de 1976, foi assinada a certidão de nascimento da nossa querida Codise. São 50 anos espraiando esperança entre os ‘codisianos’ e também em todos que procuram a instituição em busca de apoio para iniciar um negócio e contribuir para o progresso do nosso estado. Que venham mais 50 anos impulsionando a economia de Sergipe”, ressaltou a servidora e escritora Lúcia Marques.
Reunião alinha esforços para estabelecer infraestrutura logística e apoiar projetos estruturantes em Sergipe
Gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) participaram nesta quarta-feira, 4, de uma reunião com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), no Rio de Janeiro. O encontro teve como foco a discussão de ações relacionadas à navegação no estuário do Rio Sergipe.
A pauta está diretamente relacionada ao processo de reativação do Estaleiro Porto das Redes, antigo Araújo, localizado no município de Santo Amaro das Brotas, na Grande Aracaju. A retomada das atividades no espaço, agora denominado Estaleiro Sergipe, demanda atenção especial às condições de navegabilidade da região.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, destacou o empenho do Governo do Estado em investir no desenvolvimento marítimo de Sergipe, reforçando a necessidade de planejamento e articulação institucional. “Esse diálogo é fundamental para garantir que os projetos em andamento avancem de forma integrada e segura. Estamos trabalhando para viabilizar todas as condições necessárias, pois entendemos que iniciativas como a do estaleiro são grandes vetores de desenvolvimento para o estado”, afirmou.
A ação integra os esforços da administração estadual, por meio da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), para fortalecer a infraestrutura logística e industrial sergipana. O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, enfatizou a importância da iniciativa. “A atuação conjunta dos órgãos estaduais é essencial para fazer acontecer projetos estruturantes e garantir avanços concretos na infraestrutura logística. Nosso objetivo é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento, com planejamento, integração e foco no crescimento econômico de Sergipe”, afirmou.
Sobre o estaleiro
Com um investimento de R$ 80 milhões, a reativação do estaleiro é conduzida pela empresa SG Reparos Navais/SG Indústria e Comércio Naval LTDA, com articulação da Sedetec e da Codise, apoio da Prefeitura Municipal de Santo Amaro das Brotas e atuação destacada do ex-prefeito da cidade Luis Herman Mancilla Gall. Desativado em 2007, o espaço voltará a fabricar embarcações, produzir peças e realizar reparos, com potencial de atender o processo de descomissionamento de plataformas e o projeto Sergipe Águas Profundas.
Quando estiver em plena operação, o estaleiro poderá gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. Como parte desse processo, a empresa pretende selecionar, a partir de abril, aproximadamente 300 moradores da região do Vale do Cotinguiba para capacitação profissional, com foco em funções como soldador, caldeireiro e pintor, entre outras. Os cursos terão duração de três a cinco meses, com aulas teóricas e práticas, visando formar mão de obra qualificada para atuar no empreendimento.
Reunião abordou o interesse da Fafen Sergipe em voltar a integrar o Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial após a retomada da unidade
Nesta quarta-feira, 28, gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam representantes da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen Sergipe). O encontro teve o objetivo de discutir a retomada dos benefícios do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
O gerente de Engenharia e Suporte Técnico-Operacional, Valcimar Meira, e o gerente de Inspeção de Equipamentos, Raimundo Teles, representaram o gerente-geral da Fafen Sergipe, Carlos Sarruf. Antes da hibernação da unidade, a indústria de fertilizantes era beneficiária do PSDI, cujos incentivos foram revogados após o anúncio da paralisação das atividades. Com a reativação da Fafen, considerada estratégica para a economia estadual e para a cadeia produtiva de fertilizantes, a empresa demonstrou interesse em retomar os benefícios concedidos pelo Estado por meio do programa.

O titular da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou que, desde o início das tratativas para a retomada da Fafen, o Estado se colocou à disposição da Petrobras e da Engeman, operadora da fábrica. “Desde dezembro, a Fafen voltou a atuar em Sergipe. Temos mantido um diálogo permanente, com o objetivo de apoiar a retomada das atividades e contribuir para que esse processo ocorra de forma segura, responsável e alinhada ao desenvolvimento econômico sergipano, conforme orienta o governador Fábio Mitidieri”, afirmou.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressaltou o papel da Companhia e da Sedetec, responsáveis pela gestão do PSDI. “A Codise e a Sedetec atuam de forma técnica e articulada para viabilizar os instrumentos necessários às operações da Fafen e de outras unidades-chave para a economia sergipana. Isso faz parte da nossa política de desenvolvimento industrial, considerada uma das mais atrativas do país e decisiva para a implantação e expansão de empreendimentos no estado”, destacou.
Histórico
Implantada pela Petrobras em 1980, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe consolidou-se como um polo estratégico para a produção de ureia e amônia no Nordeste, impulsionando o desenvolvimento industrial e a ampliação da infraestrutura no estado. Ao longo dos anos, apesar de enfrentar desafios operacionais e períodos de redução de atividades, a unidade manteve sua relevância econômica, gerando centenas de empregos diretos e indiretos e integrando de forma significativa o parque industrial sergipano.

Em 2018, a Petrobras anunciou a hibernação da fábrica que, após negociações mediadas pelo Governo de Sergipe, foi arrendada ao grupo Unigel em 2019, com retomada das operações em 2021. No entanto, novas dificuldades levaram a paralisações a partir de 2023 e à suspensão das atividades em março de 2024. Após tratativas judiciais, a Petrobras realizou nova licitação para a operação das unidades de Sergipe e da Bahia, vencida pela Engeman Manutenção de Equipamentos, com contrato assinado em setembro de 2025.
Em 31 de dezembro, foram oficialmente reiniciadas as operações com a produção de amônia. Em 19 de janeiro deste ano, a unidade destinou seus primeiros carregamentos de ureia e amônia, marcando uma nova fase.
Em 2025, o Estado arrecadou mais de R$ 278 milhões em ICMS com empreendimentos industriais beneficiados pelo programa
O Governo de Sergipe registrou, em 2025, a maior arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos últimos três anos proveniente de indústrias incentivadas pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O resultado reforça a importância da política estadual de incentivos para o fortalecimento do setor produtivo.
O PSDI é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). Em 2025, a arrecadação ultrapassou R$ 278 milhões, superando os resultados de 2024, quando foram recolhidos R$ 206 milhões, e de 2023, com R$ 201 milhões.
O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, ressalta que os recursos arrecadados retornam diretamente à sociedade. “Os impostos recolhidos a partir das indústrias incentivadas voltam para a população na forma de serviços públicos, investimentos em infraestrutura e ações que fortalecem e movimentam o setor produtivo, criando um ciclo positivo de desenvolvimento, com geração de emprego e renda”, pontuou.
Incentivo fiscal do PSDI
A arrecadação já leva em conta os incentivos fiscais concedidos pelo PSDI, que reduzem significativamente o valor do ICMS pago pelas indústrias, com descontos entre 92% e 93,8% do imposto devido. Mesmo com a redução fiscal proporcionada pelo programa, os valores demonstram a relevância econômica dos empreendimentos beneficiados.
O montante considera apenas o ICMS e não inclui outros impostos gerados ao longo da cadeia produtiva. Quando somados os tributos sobre o consumo e a renda dos trabalhadores, o retorno aos cofres públicos é ainda maior.
Outros incentivos do programa
Além do incentivo fiscal, o PSDI também oferta o incentivo locacional, com galpões e áreas industriais, bem como o incentivo à infraestrutura. Com esses pilares, o programa se consolida como um dos mais atrativos do país para a implantação de novas fábricas e a ampliação de empreendimentos já existentes em Sergipe.
Um exemplo de empresa atraída pelo PSDI é o Grupo Piracanjuba, instalado no município de Nossa Senhora da Glória após assumir os ativos da Natulact. “Os incentivos que o Estado vem fazendo, como o PSDI, fazem a diferença e, muitas vezes, são o ‘fiel da balança’ para a instalação de uma indústria no estado”, frisou o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da empresa, Marcelo Costa Martins.
O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, reforça que o PSDI é estratégico para o desenvolvimento descentralizado do estado. “A Codise atua na gestão de áreas em Núcleos e Distritos Industriais em diversos municípios sergipanos. Ao oferecer um ambiente favorável, aceleramos a implantação de indústrias, com geração de empregos e melhoria das condições de vida da população”, salientou.
Atualmente, mais de 330 empresas são beneficiadas pelo PSDI, gerando mais de 32 mil empregos diretos em Sergipe. A concessão dos incentivos é condicionada à aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), vinculado à Sedetec. Após a aprovação, as empresas dispõem de prazos estabelecidos pelo CDI para iniciar as operações, com possibilidade de prorrogação ou revogação do benefício.
Sedetec liderou comitiva durante agenda no Rio de Janeiro, pautando investimentos estratégicos e infraestrutura energética
A estrutura do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) e a ampliação das movimentações a partir do porto sergipano foram pauta de reunião entre o Governo de Sergipe, a Petrobras e a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 13. Em nome da administração estadual, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) liderou a comitiva, que cumpriu agenda estratégica no Rio de Janeiro. O diálogo teve o intuito de apresentar os resultados parciais do Estudo para Fortalecimento e Expansão da Infraestrutura Portuária e Logística do Estado de Sergipe, desenvolvido pela FGV.
O encontro também teve a finalidade de impulsionar o processo de descomissionamento de plataformas e o comissionamento do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap). Além da Sedetec, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) também representaram o Estado nas discussões.

Entre as pautas da programação, esteve a mobilização de empresas e parceiros com o propósito de atrair investimentos e negócios para Sergipe, conforme detalhou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa. “Os projetos da Petrobras em nosso estado envolvem uma ampla cadeia de serviços que ultrapassa o setor de petróleo e gás, englobando fornecedores de todos os tipos. Para atender a essa demanda, queremos somar esforços em busca de empresas que queiram se implantar ou expandir no estado, gerando empregos e receita. Tudo isso guiado de forma técnica, com suporte dos estudos desenvolvidos pela FGV”, explicou.
Por meio da Sedetec, o Estado formalizou junto à FGV, em julho de 2025, uma parceria voltada à elaboração de um diagnóstico da infraestrutura portuária local. O documento leva em conta as demandas futuras e o dimensionamento necessário para a ampliação das operações no TMIB, abrangendo também os impactos e benefícios socioeconômicos. O acompanhamento do projeto foi um dos tópicos da agenda no Rio de Janeiro. Em paralelo, a Sedetec vem conversando com a administradora do porto, a empresa VLI, sobre adequações necessárias a novos projetos.
O diretor-executivo da FGV Energia, Carlos Quintella, destacou a relevância da reunião. “O encontro teve como objetivo apresentar o andamento do projeto, compartilhar a perspectiva dos próximos passos e promover o alinhamento de expectativas. Para aprofundar as discussões, convidamos representantes da Petrobras, de modo a viabilizar trocas de informações estratégicas e relevantes ao trabalho em desenvolvimento”, descreveu.
Agenda
Durante a agenda, o Governo de Sergipe e a FGV também debateram o andamento do estudo técnico sobre o aproveitamento de recursos no processo de descomissionamento. O Estado, por meio da Agrese, firmou parceria com a FGV para elaboração do trabalho também em julho de 2025.
Outro estudo contratado pelo Governo do Estado, via Sedetec, à FGV, diz respeito à construção do Plano Estadual de Transição Energética. Em fase de finalização, o projeto deverá ser apresentado ainda no primeiro semestre de 2026, com a realização de workshop. O tema também foi pautado durante a agenda na capital carioca.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, caracterizou a agenda como parte de um esforço estratégico. “Os estudos que vêm sendo desenvolvidos pela FGV e o diálogo com a Petrobras integram um trabalho qualificado do Governo de Sergipe em busca de desenvolvimento econômico e social para nosso estado. Estamos, de forma contínua, prospectando oportunidades e negócios”, resumiu.
O presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana, enfatizou os impactos positivos resultantes da atuação. “A FGV apresentou temas relacionados ao descomissionamento das plataformas existentes no litoral de Sergipe, os indicadores do Verificador Independente relacionados à concessão do saneamento, o Plano de Transição Energética, a logística portuária, dentre outros. Esses resultados farão com que o Governo de Sergipe adote ações que modernizem o Estado com a perspectiva de geração de emprego e renda para a população”, considerou.
Formação
Também fez parte da grade de atividades no Rio de Janeiro uma reunião junto ao Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O encontro serviu para discutir capacitações via Universidade do Setor de Petróleo e Gás (Unibp), no âmbito do Programa Offshore do Futuro.
O propósito do Estado é articular um sistema de bolsas de estudos para candidatos que já possuam formação em áreas afins, por meio de processo seletivo. Para tanto, empresas parceiras serão envolvidas, de modo a garantir a absorção de parte da mão de obra formada futuramente.