Última atualização em 20/05/2024 às 10:33:05

Cal Trevo é especializada em produção de britas e pó calcário e conta com incentivos do Governo do Estado por meio do PSDI

Instalada em Sergipe desde 2006, a Cal Trevo, indústria especializada na fabricação de produtos de cal, é uma das empresas incentivadas pelo Governo do Estado, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Localizada no município de Simão Dias, Centro-Sul sergipano, e com capacidade instalada de produção de 7.500 toneladas ao mês, a Cal Trevo possui um faturamento mensal de R$ 3,5 a R$ 4 milhões de reais. Além disso, é responsável por gerar emprego para 141 pessoas de forma direta.

A Cal Trevo é proveniente de uma fábrica, montada pelo Grupo Votorantim na década de 70 para atender uma indústria química norte-americana, que utilizava cal no processo produtivo. No final de 2005, o empreendimento foi vendido para o grupo mineiro chamado Grupo PH, e em janeiro de 2006, a empresa instalada em Sergipe passou a se chamar Cal Trevo.

A fábrica possui uma mina de calcário própria, que tem uma vida útil de 35 anos apenas da área já estudada. Atualmente, todo material produzido pela indústria é comercializado.

Produção
O processo de produção se inicia com a detonação das paredes da mina com explosivos. “Nós detonamos a parede, a pedra cai em função da detonação e a máquina coloca nos caminhões. Após isso, passam pelo processo de “britagem”, onde elas são trituradas para entrar no forno em pedaços menores”, explica o gerente geral da Cal Trevo, Fábio Ramos.

Como não é possível britar todas do mesmo tamanho, as pedras de calcário que não são da medida ideal para ir ao forno, vão para outro maquinário para gerar pó calcário. Hoje, a Cal Trevo possui uma capacidade de produção de 10 mil toneladas/mês apenas deste produto.

“Nós vendemos o pó calcário para realizar a correção de acidentes no solo e para indústrias de vidro. Esse pó é muito utilizado pelo agronegócio, é um produto muito procurado porque pode substituir o fertilizante ou aumentar o poder do solo em absorver o fertilizante, diminuindo então a quantidade de uso do produto”, informa Fábio, completando que as pedras estéreis são transformadas em britas e vendidas para a construção civil.

Os insumos utilizados na indústria são apenas do mercado interno sergipano, além da matéria-prima originada da própria mina. Já o mercado de clientes é bastante amplo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país. “O mercado consumidor de produtos de britas é a construção civil. Já o calcário agrícola é destinado ao agronegócio e à indústria de vidro. Temos também a cal virgem, que é vendida para a indústria siderúrgica, a indústria química e a usina de cana de açúcar. Por fim, temos a cal hidratada, que é muito usada pela indústria cimenteira e pela construção civil”, explica o gerente geral da Cal Trevo.

Trabalho integrado
Supervisor de laboratório químico da indústria, Jairo de Santana Carvalho é responsável por realizar o controle de todos os produtos da mina, da moagem, da calcinação e o acompanhamento de todo o processo no forno. “Aqui a gente faz análises de todos os processos. Todos os pontos da fábrica são analisados aqui, como se o laboratório fosse a fábrica em miniatura. Fazemos ainda análises referentes a cada setor, desde a extração do minério, até sua calcinação”, detalha o químico.

Já o engenheiro de produção José Fagner de Andrade Silva, que trabalha na empresa há sete anos, conta que é responsável por todo o controle e planejamento de produção da empresa. “Hoje, tudo que é produzido vem do planejamento de produção, os insumos que iremos precisar para essa produção, quantidades de pessoas, quais demandas comerciais que precisaremos. Portanto, tudo depende de planejamento para que a gente atenda com êxito a programação de vendas”, completa.

PSDI
Conduzido pelo Governo através da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o PSDI é uma importante ferramenta para promover a ampliação e a implantação de empresas no Estado. A Cal Trevo já havia recebido incentivo do Governo há muitos anos, e junto à Codise, conseguiu a extensão desse benefício até 2032. “Temos uma relação próxima e respeitosa com o Governo do Estado, cumprindo as nossas obrigações em termos de impostos, licenças, e em função também dos empregos e receitas que a gente gera. Portanto, esse incentivo fiscal é muito importante para nossa empresa”, declara Fábio Ramos.