Última atualização em 20/05/2024 às 10:33:05

Ravello é uma das fábricas do ramo no estado e gera cerca de 120 empregos diretos e 550 indiretos no Distrito Industrial de Socorro

Desde a descoberta do fogo, a história da cerâmica acompanha a história das civilizações. A técnica da argila queimada é utilizada das sociedades mais antigas até as atuais para a produção de itens utilitários e decorativos, a exemplo de azulejos e pisos, gerando um importante setor industrial. Para atrair a instalação de indústrias do ramo em Sergipe, o Governo do Estado oferta incentivos, e uma das fábricas beneficiadas é a Ravello, situada no Distrito Industrial do município de Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju.

O investimento para a retomada da operação girou em torno de R$ 8 milhões. Para a produção, necessita-se de uma ampla estrutura industrial, com grandes maquinários para moagem de argila, prensagem, esmaltação, decoração e fornos em alta temperatura. O coordenador de qualidade da empresa, Antônio Carlos, explica como acontece o processo de produção de pisos. “A cerâmica é feita da argila. Temos duas ou três argilas que formam a massa cerâmica, que, por sua vez, é prensada no formato do piso, esmaltada, decorada e queimada. Por fim, as peças passam pela classificação de qualidade. Chamamos de ‘tipo A’ o produto perfeito, e o que tem pequenos defeitos chamamos de ‘tipo B’ e ‘tipo D’”, detalhou.

Tecnologia a favor da indústria

Supervisionando toda a linha de produção com inúmeros sistemas operacionais de alta tecnologia, o supervisor de produção da Ravello, Paulo Sérgio, conta como é trabalhar no setor. “Existem mais de 30 opções de esmaltação cadastradas para impressão nas peças. Para mim, é muito satisfatório trabalhar com isso. Tenho em média 20 anos de trabalho na área da cerâmica, e a cada dia que passa aprendo mais com a evolução da tecnologia”, relatou.

Segundo o CEO da Ravello, Hiro Hayasi, a tecnologia é fundamental para o trabalho. “Utilizamos sistemas de impressão digital, que são impressoras de alta capacidade e de alta definição para decorar os revestimentos com design adequado a cada ambiente. Atualmente visualizamos investir também em tecnologias voltadas para aplicações de esmaltes especiais para dar efeito cerâmico, efeito metalizado ou texturizado. São inovações que o setor sempre está atento para adotar”, apontou.

Incentivo para instalação

A fábrica gera cerca de 120 empregos diretos e 550 indiretos. Desde 2021, a Indústria Ravello conta com o benefício fiscal para a sua implantação em Sergipe. “O benefício fiscal foi ofertado para a empresa por meio do nosso Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que é atualmente um dos mais importantes programas para atração de indústrias do Brasil, executado por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise)”, informa o presidente da Companhia, Ronaldo Guimarães.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, indica que o setor industrial ceramista é muito importante para o desenvolvimento do estado de Sergipe, pois gera emprego e renda, e evolução tecnológica. “Neste setor há constante aprimoramento da mão de obra e desenvolvimento socioeconômico da região. Sergipe está de portas abertas para que empresários possam instalar suas indústrias com incentivos estaduais através do PSDI”, completa o secretário de Estado.

O CEO da Ravello, Hiro Hayasi, reforça a importância do incentivo estadual para a instalação da indústria. “O PSDI é fundamental para que haja o interesse e a viabilidade econômica na implantação de uma indústria. Sem o programa, acredito que a instalação se tornaria inviável. Produzimos 500 mil metros quadrados de pisos mensais e priorizamos a mão de obra local. Os trabalhadores são basicamente do próprio município de Socorro e, também, de Aracaju”, finaliza.