Nesta segunda-feira (30), o governador Belivaldo Chagas visitou as obras do novo moinho do Grupo Maratá, para moagem de trigo e derivados, no município de São Cristóvão. O projeto, que conta com investimento de R$ 200 milhões, é contemplado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), recebendo incentivos fiscais pelo Governo do Estado através de redução no ICMS. A previsão é de que as novas instalações entrem em operação em maio de 2022.

“Mais um empreendimento que vai gerar renda e emprego, mais um empreendimento que se instala em Sergipe. Convém ressaltar que esse empreendimento é genuinamente sergipano, um grupo de Sergipe que investe em torno de R$200 milhões para atuar em uma área que é extremamente importante não só para Sergipe, mas para o Nordeste e para o Brasil. É Sergipe dando exemplo ao mundo. Portanto, eu fico muito feliz de vir aqui visitar essa obra que conta sim com o apoio do Governo do Estado, porque o PSDI existe para isso. Posso dizer que essa é uma obra que vai se tornar mais um cartão de visita para o Estado de Sergipe”, pontuou o governador Belivaldo Chagas.

O diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Reis, informou que as obras tiveram início em março de 2021, com a terraplanagem. “Estamos bem adiantados com as fundações, começamos a erguer o prédio na semana passada. A previsão é a gente estar com essa obra pronta em maio de 2022, com entrada em operação no final de maio”, disse.

Ainda segundo Frank Reis, os produtos gerados no local atenderão outras indústrias do Nordeste. “Nós vamos produzir aqui farinha de trigo e também parte de ração animal. Vamos produzir todo tipo de farinha para atender indústrias de massas de pães e bolos, todo segmento que usa farinha de trigo. Aqui vai atender, também, nossa indústria de macarrão instantâneo, além das indústrias da região do Nordeste”.

O Grupo Maratá, genuinamente sergipano, existe há mais de 50 anos no mercado e atua nos segmentos de alimentos; agronegócios (pecuária e citricultura); descartáveis; embalagens plásticas; construção civil e exportação, dentre outros. A empresa é detentora de oito unidades industriais nos municípios de Itaporanga D’Ajuda, Estância e Lagarto, exportando seus produtos para países como Colômbia, Holanda, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Espanha, Áustria, Ucrânia, Turquia e Israel.

Empregos

A estimativa da empresa é de que o novo empreendimento gere novos empregos diretos, além de outras vagas indiretas, com priorização de mão de obra local. As instalações devem contar com a tecnologia mais atual disponível no mercado, potencializando a capacidade de expansão da empresa e o favorecimento de atividades derivadas da moagem de trigo na região.

“Hoje já estamos empregando quase 100 pessoas e com uma previsão de chegar a mais 50 pessoas em outro estágio da obra. Então, estamos falando de umas 150 pessoas diretamente aqui e, depois da obra concluída, a previsão é trabalhar com mais de 100 pessoas, em uma fábrica muito moderna, que deverá gerar também muitos empregos indiretos, por meio da cadeia que gira em torno dos produtos e serviços que serão gerados”, enalteceu.

O moinho será erguido em uma área de 100 mil m² concedida pela Prefeitura de São Cristóvão. A concessão do terreno se deu no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico de São Cristóvão (Prodesc), iniciativa constituída sob os moldes do PSDI, após entendimentos com o Governo do Estado. Por meio do PSDI, a administração estadual oferece apoio locacional e/ou fiscal a empresas que busquem instalação ou modernização nos limites do território sergipano.

“Olhamos a grandeza do empreendimento que chama atenção aos olhos de qualquer um que passa nas imediações. O Grupo Maratá é extremamente empreendedor e ele não tira os olhos do nosso Estado, nos deixa muito felizes com isso. É a geração de novos empregos e muito mais que isso. Será enorme a geração de renda para o Estado também”, exaltou o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho.

Incentivos 

As tratativas junto ao Governo do Estado para implantação do moinho foram iniciadas há mais de um ano, com suporte técnico da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). O início das atividades, anteriormente estimado para 2020, foi adiado em função da pandemia.

O superintendente da Sedetec, Marcelo Menezes, explica que o PSDI, desenvolvido pelo Governo de Sergipe, estimula os investimentos e colabora com a competividade nos mercados. “Na medida em que você tem uma redução da carga tributária, o projeto passa a ter uma condição de competitividade dentro do Estado e também para escoamento da produção para outros estados do Nordeste. Esse programa já existe há algum tempo e tem sido decisivo na escolha das empresas virem se implantar em Sergipe”, reforçou.

Na oportunidade, o diretor-geral do Grupo destacou o papel do Governo do Estado como fator determinante para instalação do novo projeto. “Sergipe deu todo o suporte para a gente instalar a unidade em qualquer município que a gente quisesse. Todo o suporte da Sedetec foi nos dado e a gente, a princípio, tinha uma outra localização, mas acabamos escolhendo essa aqui pelo fato de estar na BR-101, próximo à capital e, também, em um eixo muito fácil de transporte, logística. Sem isso, não era viável implantar essa operação aqui. Até porque, hoje, nossos concorrentes instalados em outros estados da federação dispõem de apoio dos seus estados locais e o Estado de Sergipe não mediu esforços para que esse moinho ficasse aqui. Então, o empenho do Governo foi que esse empreendimento fosse realizado no Estado de Sergipe”.

Polo industrial

Para o prefeito de São Cristóvão Marcos Santana, o empreendimento vai contribuir para que o município se torne um novo polo industrial. Marcos Santana destacou, ainda, que os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura rodoviária na região possibilitam que novas empresas se interessem pelo município. “O município adquiriu 230 mil m². Desses, a Maratá está usando 100mil m² e nós estamos de portas abertas, já tem outros empresários que já deram entrada também, buscando ocupar esse espaço. A ideia aqui é gerar emprego e renda. Além disso, junto com esse empreendimento, que a gente chama de distrito industrial, está vindo todo uma infraestrutura rodoviária, como a ligação da BR-101 com a João Bebe Água. Então, é um momento histórico para São Cristóvão. Eu diria que a história econômica da cidade pode ser dividida em antes e depois deste empreendimento”, destacou.

Em junho deste ano, Belivaldo Chagas entregou oficialmente a conclusão da obra de recuperação da Rodovia Estadual João Bebe-Água (SE-065), que liga o conjunto Eduardo Gomes ao Centro Histórico de São Cristóvão, em um investimento de R$ 8.197.570,94. Já em julho, o governador assinou ordem de serviço para reestruturação de parte da Rodovia SE-464, no trecho entre a BR-101, em São Cristóvão, e a sede do município. O Governo de Sergipe também já autorizou a implantação e pavimentação da Rodovia SE-466, que se chamará Rodovia Raimundo Juliano. A rodovia está localizada no acesso 017, no trecho que vai da BR-101 ao Povoado Rita Cacete, em São Cristóvão.

“A partir dessa obra outras chegarão, principalmente, também, por se tratar de ser uma obra instalada no município de São Cristóvão, que era carente de uma indústria e, com mais de 400 anos de existência, nunca teve uma obra tão importante quanto essa. Com certeza, isso fará com que a gente tenha um novo polo industrial para o Estado de Sergipe. Portanto, parabéns ao Grupo Maratá por acreditar em Sergipe, por empreender em Sergipe. Fico muito feliz com isso”, finalizou Belivaldo Chagas.

Presenças 

Além dos representantes da Maratá, presidente do grupo José Augusto Vieira e diretor-geral Frank Reis Vieira, acompanharam a visita o deputado federal Laércio Oliveira; o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, e o vice, Paulo Júnior; Diego Prado, presidente da Câmara Municipal de Vereadores; o superintendente estadual do BNB, Antônio César Santana; os secretários estaduais José Augusto Carvalho (Sedetec) e Marco Antônio Queiroz (Sefaz); os diretores-presidentes Roberto Carlos Currais (Energisa), José Matos (Codise), Valmor Barbosa (Sergas) e Eduardo Prado (SergipeTec); o superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, dentre outras autoridades.