Empresário assinou documento de reserva de área junto à Codise para instalação de indústria de esquadrias
O Governo de Sergipe implantará um Núcleo Industrial no município de Macambira, no agreste sergipano, e as primeiras empresas com interesse na área já começam a procurar a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). É o caso da Indústria de Esquadrias Macambira, que nesta segunda-feira, 7, assinou documento de reserva de área junto à Codise, referente a um terreno de sete mil metros quadrados para a futura construção de uma unidade fabril, com a perspectiva de geração de 50 empregos diretos e 100 indiretos.
O empresário Janison Passos da Silva é diretor de uma empresa de madeiras e conta que agora está investindo na Indústria de Esquadria em Macambira. “Estamos fazendo o projeto de engenharia do galpão para poder iniciar as obras. Agradecemos o apoio tanto da Prefeitura de Macambira quanto do Governo do Estado, através da Codise. Sem essa ajuda, não teríamos como funcionar. O empreendedor sergipano precisa disso”, afirmou o empresário.
“A missão da Codise é o desenvolvimento do estado de Sergipe. Estamos muito otimistas. Hoje é um marco inicial para a realização desse sonho de implantação do Núcleo Industrial de Macambira. A empresa está adquirindo a área com subsídios do Estado, por meio da Codise, e também buscará o incentivo fiscal do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que é o programa mais avançado para atração e desenvolvimento de empresas”, destacou o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.
A Codise já vislumbra também a atração de outras empresas além da futura nova Indústria de Esquadria Macambira, como reforça o diretor de Novos Negócios da companhia, Gibran Boaventura. “A indústria de esquadrias será uma empresa de grande porte, que vai ocupar 7 mil m² do Núcleo Industrial de Macambira. Este, por sua vez, terá 45 mil m², fruto de emenda parlamentar do senador Laércio Oliveira. Temos também a perspectiva de captar mais duas outras empresas para instalação no novo núcleo industrial do estado”.
Representando o Prefeito de Macambira, o ex-prefeito Ricardo Souza também esteve presente na reunião de assinatura da reserva de área. “A criação deste núcleo industrial representa a abertura de portas para o futuro em nossa cidade. Emprego está muito difícil e muitos precisam sair do município para conseguir trabalhar. Com essa nova indústria, estaremos levando emprego e renda para Macambira. Agradecemos a todos por tornar realidade esse sonho da nossa cidade”, finalizou.
Foto: Allana Molina/Sedetec
Empresas fazem parte de distrito industrial que integra o Cinturão de Confecções de Sergipe
Visando à ampliação de duas empresas de confecções do ramo da moda em Itabaianinha, município do Centro-Sul Sergipano, gestores estaduais da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) visitaram as empresas Oxintty e Cativante, na última quarta-feira, 3. O objetivo foi apresentar os incentivos do Estado para a ampliação das indústrias, a exemplo dos incentivos fiscal e locacional, ofertados através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), executado pela Codise.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, destacou os efeitos que os incentivos buscam gerar na cadeia produtiva. “Apresentamos os benefícios do estado para que os empresários possam aderir e, assim, potencializar a comercialização de suas mercadorias, gerando mais competitividade no mercado, emprego e renda”, elencou Ronaldo. Já o diretor de Operações da Codise, Abner Melo, evidenciou a organização das empresas. “Constatamos as excelentes estruturas e a qualidade de vida oferecida aos funcionários”, completou.
Empresas de moda
Com a previsão de instalação de mais uma fábrica, a empresa Oxintty já possui duas plantas no distrito industrial de Itabaianinha, gerando cerca de 400 empregos diretos, como conta o proprietário, Ednaldo Alves dos Santos. “A visita da Codise teve uma importância gigante, por conhecer nossa estrutura e também as nossas demandas, para ajudar a crescer ainda mais o ‘Cinturão da Moda’ e gerar mais emprego e renda na região”, afirmou Ednaldo.
Já o proprietário da empresa Cativante, Lucas Silva, valorizou a iniciativa dos gestores irem pessoalmente nas empresas. “Para nós, empresários de Itabaianinha, é uma satisfação ter o Estado aqui, junto com a gente e nos apoiando em tudo o que for possível, nos orientando sobre os incentivos locacionais e fiscal do PSDI. Tudo isso é muito importante para os empresários. Parabenizo a iniciativa do estado”, destacou Lucas.
Imagem: Divulgação
“O ‘Sergipe é aqui’ é uma importante iniciativa que estimula a participação popular e aproxima os serviços públicos das comunidades em que passa sua comitiva”, destaca o secretário do Desenvolvimento Econômico da Ciência e Tecnologia de Sergipe, Valmor Barbosa.
Nesta edição, os agricultores familiares do município receberão, de forma gratuita, 30 análises de solos ofertadas pelo Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS). O instituto também realizará verificações de medidores de pressão arterial na população, com aparelhos digitais e aneroides (com braçadeira).
O ITPS ainda fará medições de espessura, altura, comprimento e largura nos blocos cerâmicos e telhas, de caráter demonstrativo e orientativo, prestando informações aos cidadãos sobre os requisitos necessários para a fabricação de blocos cerâmicos e telhas para o atendimento das exigências do Inmetro. Além disso, assim como na última edição, o instituto oferecerá orientações sobre a importância das análises de solos, água, alimentos e o modo correto de realizar as coletas.
Já o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) fará uma exposição de projetos nos cursos de programação e inteligência artificial com alunos de escolas públicas, como também apresentará o projeto de Estamparia digital produzido no Laboratório de Design Têxtil.
Atendimento a empresas
Outra vinculada que marcará presença no evento é a Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese). Dessa vez, o órgão estadual realizará a emissão de 50 certidões on-line para empresas do município, além de prestar informações sobre o andamento de processos. Já a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) atenderá as demandas dos industriais locais com foco na prospecção de possíveis expansões fabris, como também fornecerá informações sobre suas ações aos itabaianinhenses.
Empresa do ramo alimentício pretende investir na produção de arroz na região do baixo São Francisco
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), assinou documento que destina uma reserva de área ao Grupo Coringa, empresa do ramo alimentício que pretende instalar uma unidade fabril no estado. O documento foi assinado pelo vice-governador, Zezinho Sobral, representando o governador Fábio Mitidieri, e pelo diretor industrial do Grupo, José Luiz Pereira.
Essa iniciativa foi precedida de tratativas ocorridas em fevereiro, quando o governador Fábio Mitidieri visitou a fábrica da Coringa Alimentos em Arapiraca, em Alagoas, a fim de discutir investimentos em Sergipe. Durante a visita, Fábio teve a oportunidade de conhecer as instalações da empresa e seu portfólio de produtos.
Para Zezinho Sobral, a atração de indústrias é de extrema importância para o desenvolvimento regional sergipano. “Quando se trata de uma empresa como a Coringa, a satisfação é ainda maior, pois conhecemos a solidez e o compromisso desse grupo em impulsionar negócios e também em contribuir socialmente com as áreas em que estão presentes. A região do baixo São Francisco tem grande potencial de crescimento e necessita de investimentos concretos. A chegada da Coringa é o melhor investimento econômico que essa região poderia receber. O governador Fábio tem recebido e incentivado essa iniciativa, proporcionando todas as condições para uma recepção acolhedora, coordenando as secretarias e órgãos do estado para viabilizar a chegada e a instalação da empresa”, frisou.
Ele ressaltou que a instalação da nova unidade certamente transformará a realidade da região. “Podem contar com nosso governo, sejam muito bem-vindos. Estamos ansiosos e entusiasmados para recebê-los em nosso estado, pois esta é uma oportunidade única para Sergipe receber uma empresa como a Coringa, com uma trajetória significativa, que impulsionará a produção e o desenvolvimento local”, concluiu Zezinho.
A área reservada, localizada no Povoado Betume, em Neópolis, abrange uma extensão inicial de 20.251 metros quadrados, com possibilidade de expansão. Além disso, o investimento total da empresa na área de produção é estimado em R$ 25.121.940,00, contemplando 833 produtores beneficiados. Também já foram aportados R$ 14.756.056,79 em máquinas e equipamentos para impulsionar a produção.
Por meio da parceria firmada, o objetivo também é obter apoio e incentivos proporcionados pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressaltou a importância deste dia para o governo do estado de Sergipe, pois representa mais um passo significativo na parceria com o Grupo Coringa.
“A assinatura da reserva de área possibilitará que a empresa estabeleça sua unidade no município de Neópolis e em breve inicie suas operações. Ronaldo destacou que, por meio do PSDI, a Codise poderá oferecer benefícios locacionais e fiscais para a instalação da indústria, proporcionando competitividade para uma empresa séria com um histórico de serviços prestados no Brasil e com um promissor mercado consumidor”, enfatizou Ronaldo.
Com a expectativa de operação plena, o Grupo Coringa prevê a criação de 45 a 50 empregos diretos inicialmente, podendo alcançar 150 empregos diretos. Adicionalmente, os empregos indiretos devem ultrapassar a média de 3.300, principalmente quando envolverem os produtores locais.
De acordo com o diretor industrial da empresa, José Luiz Pereira, por meio da parceria estabelecida com o governo, o Grupo Coringa demonstra seu compromisso em impulsionar o desenvolvimento econômico do estado de Sergipe, contribuindo para a geração de empregos e para o crescimento do setor industrial na região. De acordo com ele, inicialmente, os investimentos serão feitos na produção de arroz, porém, com planos de ampliação para investir na produção de leite de coco.
“Esse documento é de extrema importância tanto para o estado de Sergipe quanto para o Grupo Coringa. A região de Neópolis é promissora, e estamos profundamente agradecidos pelo apoio recebido do governador Fábio. Temos a certeza de que tanto os habitantes da região como nós ficaremos muito satisfeitos com o trabalho sério que o Grupo Coringa realizará, com foco nos produtores e no desenvolvimento sustentável. Acreditamos que essa parceria trará benefícios significativos para a população de Sergipe. Estamos empenhados em apoiar e já estamos apoiando os produtores de arroz local, com o compromisso de agir com responsabilidade e em conformidade com as leis, pois isso é essencial para nós”, considerou.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, ressaltou que este investimento também contribuirá para o desenvolvimento dos produtores locais e da agricultura familiar da região. “É um marco importante para o estado, porque essa política do governador Fábio de apoiar a implantação de indústrias visando trazer emprego, renda e desenvolvimento para nosso estado sempre foi o objetivo principal desde sua sua campanha, e é o que nós estamos fazendo aqui hoje.”
Presenças
Participaram da assinatura representantes do Grupo Coringa, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e da Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, o secretário Especial de Gabinete, Tiago Araújo, o deputado estadual Luciano Pimentel e o interlocutor Eriberto Vieira.


Fábrica de tratores Maquigeral e indústria calçadista Di Valentini pretendem implantar unidades em Sergipe com geração de emprego e renda
Duas empresas do sul e sudeste brasileiro seguem com interesse em instalar indústrias em Sergipe. Para alinhar as tratativas de instalação das fábricas – uma calçadista e outra de tratores – o Governo de Sergipe realizou uma agenda de articulações nos estados-sede das empresas, através do secretário da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, e também do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães.
Maquigeral e Di Valentini
Os encontros aconteceram na última quinta-feira, 20. Na primeira agenda, em São Paulo, os gestores estaduais reuniram-se com o empresário da fábrica de tratores Maquigeral, Paulo Braga. O secretário de Estado da Sedetec, Valmor Barbosa, destacou o andamento do processo para a instalação da fábrica. “O Protocolo de Intenções com a Maquigeral foi assinado com a Sedetec em janeiro deste ano. Convidei o empresário para uma visita a Aracaju para mais uma rodada de conversas em agosto”.
No mesmo dia, já em Florianópolis, em Santa Catarina, o encontro foi com os empresários da indústria calçadista catarinense Di Valentini, que estuda a implantação de uma unidade no município de Carira. “A empresa calçadista catarinense se instalará no município de Carira, após a reforma do galpão localizado na área. A ordem de serviço para as obras de reforma será dada em meados do mês de agosto”, completa o secretário estadual Valmor Barbosa.
PSDI
Sergipe oferece incentivos para a atração de indústrias para o estado, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), executado através da Codise, conforme reforça o presidente da Companhia, Ronaldo Guimarães. “As indústrias receberão incentivos para a implantação de fábricas em Sergipe, a exemplo do benefício locacional para a utilização de áreas para desenvolvimento do trabalho. Com o PSDI, o Governo atrai indústrias e gera desenvolvimento econômico e renda para Sergipe”, concluiu Ronaldo.
A perspectiva é que lixo urbano, restos de esgoto e de matadouros sejam processados em pólos na capital e em municípios do interior sergipano
Para dialogar sobre a possibilidade de instalação da BioWatt Energia Verde em Sergipe, gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam representantes da empresa, nesta quarta-feira, 19. A perspectiva é implantar pólos de processamento de resíduos sólidos em quatro municípios: Aracaju, Cristinápolis, Propriá e Nossa Senhora da Glória; com geração de cerca de 1.800 empregos diretos e indiretos.
O foco da BioWatt é a transformação de resíduos sólidos – lixo urbano, restos de esgoto e de matadouros – em fertilizantes e biogás. O biogás, por sua vez, é transformado em energia para ser injetada na rede elétrica e produção de hidrogênio verde. A empresa prospecta processar 1.200 toneladas de resíduos por dia em polos ligados a Aracaju; 500 toneladas de resíduos por dia em Cristinápolis; 200 toneladas de resíduos por dia em Nossa Senhora da Glória; e 95 toneladas de resíduos por dia e ainda 100 toneladas de biofertilizante por dia em Propriá.
“Sergipe tem um grande potencial na área energética e apresentamos alguns dos nossos diferenciais neste primeiro contato com o executivo da BioWatt. Sem dúvida ele nos trouxe um projeto muito inovador, com ótimas perspectivas para o estado e que temos total interesse. Vamos trabalhar para concretizá-lo”, afirmou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.
De acordo com o executivo da BioWatt, Luciano Santos Júnior, o investimento nos quatro pólos deve ser de R$ 701.625.770,00. “Sergipe desponta como um atrativo muito grande para os nossos investimentos, que já são desenvolvidos na Bahia e Pernambuco. O Porto de Sergipe é muito atrativo, do ponto de vista técnico, e Sergipe também tem uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) que nos interessa muito, pois vai proporcionar uma gama de reduções tributárias e torna o nosso produto um diferencial fantástico”, destacou.
Para atração de novas indústrias, Sergipe oferece incentivos por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), como informou o diretor da Codise, Ronaldo Guimarães, durante o encontro. “Nós sempre nos colocamos à disposição das empresas que desejam investir e contribuir para o crescimento do estado. A BioWatt traz uma perspectiva muito positiva para o desenvolvimento tecnológico e econômico, além da geração de empregos e renda para Sergipe”.
Hidrogênio Verde
Durante a reunião, o secretário Valmor Barbosa informou aos executivos da empresa sobre as atividades do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e, em especial, as ações voltadas para a área do Hidrogênio Verde. Assim, dando continuidade à agenda, o grupo de empresários seguiu para o SergipeTec e pôde conhecer a estrutura de laboratórios do Parque, como o Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Neeres) e o Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico Regional (NuTec) – com o centro de prototipagem e modelagem 3D.
“Fizemos esta visita através de uma indicação do secretário Valmor Barbosa e vimos que o SergipeTec possui laboratórios muito bem equipados e um corpo técnico muito habilitado para as pesquisas. Esperamos fazer acordos comerciais importantes porque o que encontramos aqui já adianta muito os passos”, destacou o executivo da BioWatt, Luciano Santos Júnior.
Foto: Maira Andrade/Ascom
Com benefícios do PSDI, Ferrocorte emprega diretamente cerca de 70 funcionários
Os recursos minerais desempenham um papel importante para a indústria e o desenvolvimento econômico. Dentre eles está o ferro, um recurso versátil, de baixo custo, alta disponibilidade e boa resistência mecânica. Em Sergipe, uma das empresas responsáveis pela fabricação de materiais de construção à base aço, liga composta por ferro e carbono, é a Ferrocorte, localizada no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro há dez anos, e implantada com benefícios do Governo do Estado provenientes do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).
A empresa é integrante de um conglomerado da Ferrocorte do Piauí, e é especializada na confecção de treliças, vergalhões, estribo, corte e dobra, coluna soldável, telhas e barras de ferro para a construção civil, entre outros. Com o auxílio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), através de benefícios fiscal e locacional, a indústria pôde se estruturar em Sergipe e expandir o negócio.
“A gente tem o incentivo locacional da área e também o incentivo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). É uma condição diferenciada de sobrevivência extremamente importante nesse mercado agressivo. O nosso produto é commodity, que tem vários fabricantes e outros players aqui no mercado, e fora também. Mas, com esse incentivo de ICMS mais o incentivo locacional, deixa a gente bem competitivo para estar trabalhando”, relata o sócio da Ferrocorte no estado, Sandro Roberto Ramos, sobre as garantias proporcionadas pelo programa conduzido pela Codise.
Empregos gerados
Atualmente, a empresa atende construtoras do interior e da capital de Sergipe, além de Bahia e Pernambuco, e emprega cerca de 70 funcionários diretos. São empregados, ainda, prestadores de serviço na área de segurança alimentar, do trabalho e patrimonial. Petrúcio José de Lima trabalha neste segmento há 17 anos, e está na Ferrocorte desde a sua fundação. Ele não se imagina atuando em outra área e, de acordo com o próprio, “quando falo da indústria, meu coração brilha”. Como muitos na empresa, ele iniciou como auxiliar de produção, depois operador de máquina e agora é encarregado pela produção.
“Barulho de máquina e transformação é algo que me faz ficar encantado. Para mim, é vida. Ainda mais nessa empresa. Ela tem uma visão e uma cultura de dar oportunidade. Vejo muitas pessoas que entram em empresas sem saber de nada, mas vão se desenvolvendo e se tornam operadores de máquinas ou supervisores, como eu. É encantador ver a evolução da empresa e das pessoas que estão colaborando”, informa o supervisor de produção da Ferrocorte.
Benefícios ofertados
Um dos diferenciais de Sergipe para a atração de indústrias é o PSDI, um dos mais atraentes programas de incentivos do país. Para a instalação da Ferrocorte, foi concedido apoio fiscal e locacional. O fiscal abrange o diferimento do ICMS nas importações do exterior de bens de capital, bem como do diferencial de alíquota nas aquisições feitas por empreendimentos industriais novos. Já o locacional é realizado através da cessão ou venda de terrenos ou galpões para implantação de empreendimentos industriais.
De acordo com o informativo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIB), o setor prevê um crescimento de 2.5% para o ano de 2023. “Trata-se do setor que criou mais empregos com carteira assinada no Brasil nos primeiros meses de 2023. E a Ferrocorte é um recorte desse cenário em Sergipe”, pontua o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.
O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, avalia como positiva a presença de empreendimentos do segmento da construção civil no estado. “É uma área que está voltando a crescer, e nós temos o total interesse de que a Ferrocorte possa expandir ainda mais o seu negócio, e que novas empresas possam enxergar Sergipe como um destino para ampliar seus investimentos”, afirma.
Produção e inovação
A empresa é responsável pela fabricação e transformação de produtos que são variações do ferro voltados para a construção civil. Além deles, a Ferrocorte está implantando, ainda este ano, uma formadora de tubos, visando a expansão do negócio. “Vamos fabricar aqui tubos industriais que são os famosos metalons redondos, quadrados e retangulares. Queremos aumentar esse mix a partir do segundo semestre”, detalha Sandro Roberto.
O processo de produção é composto por várias etapas. Por este motivo, a empresa é conhecida pela fabricação e transformação. Além disso, a produção da indústria acontece conforme demanda das construtoras, através da leitura e interpretação do projeto de acordo com o pedido do cliente, sem gerar desperdícios. “Não há desperdício porque o corte-dobra é um sistema que tem 100% de aproveitamento do projeto. Antigamente, tínhamos que comprar barra e existia uma sobra de material. Hoje, não. A gente pega um rolo, passa pelas máquinas, que são estribadeiras automáticas, e já saem de acordo com projeto”, explica o supervisor de produção da Ferrocorte, Petrúcio José de Lima Ramos.
Além disso, a fábrica também utiliza inovações tecnológicas para o aprimoramento do processo de produção da indústria, gerando impactos positivos. A empresa investiu nos estudos de alguns colaboradores para buscar a modernização do pátio fabril. Segundo o sócio do empreendimento, o uso da tecnologia é um divisor de águas para qualquer negócio. “Vejo com bons olhos esse investimento que estamos fazendo. Hoje, não existe empresa sem tecnologia, é preciso se adequar às realidades que tem no mercado. Se não buscar essas ferramentas, você fica ultrapassado e perde competitividade”, informa Sandro Roberto.
Valmor Barbosa frisa ainda que a Ferrocorte se destaca no estado pelo investimento em inovações tecnológicas. “É importante que as empresas tenham essa visão e que invistam nos seus funcionários, pois, consequentemente, estarão investindo no seu negócio”, observa.
Foto: Erick O’Hara/Secom
Estudos visam definir as áreas que poderão receber investimentos, infraestrutura e serem mais adequadas à implantação de núcleos ou distritos industriais; nove municípios compõem o complexo
O Governo de Sergipe tem dado continuidade às tratativas para estruturação do Complexo Industrial Portuário. Gestores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, (Sedetec), da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e representantes de empresas e consultoria técnica que participam do trabalho se reuniram nesta quinta-feira, 29, para tratar dos estudos para a materialização e definição das poligonais referentes aos nove municípios que compõem o complexo.
Fazem parte do Complexo Industrial Portuário os municípios de Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas, Laranjeiras, Maruim, Rosário do Catete, Japaratuba, Pirambu, General Maynard, Carmópolis e Capela. Tais estudos visam definir as áreas que poderão receber investimentos, infraestrutura e serem mais adequadas à implantação de núcleos ou distritos industriais.
De acordo com o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, os estudos têm considerado diversos critérios, como as condições de acesso, topografia, tipo de solo, proximidade com os gasodutos de transporte, disponibilidade de água e energia, e, também, as questões sociais e ambientais. “Com os estudos em mãos, iremos apresentar ao governador Fábio Mitidieri para suas sugestões e contribuições. Pretendemos também incluir os municípios envolvidos no processo, que deverão ser convidados a participar da discussão, para validação das áreas indicadas pelos estudos técnicos”, pontuou.
Complexo
A região onde o Complexo Industrial está localizado dispõe do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), no município da Barra dos Coqueiros, a apenas 20 quilômetros ao norte de Aracaju. Também dispõe de acesso livre à BR-101, na altura da cidade de Maruim, em um percurso de 22km, pela rodovia estadual SE-240.
Outro atrativo da região é a Termoelétrica Porto de Sergipe, a maior usina do gênero no Brasil, com capacidade de geração de 1.551 MW, abastecida com gás proveniente de uma Unidade Flutuante de Armazenamento (FRSU) Nanook, ancorada próximo à costa, com capacidade de regaseificação de 21 milhões de m³/dia
O Governo do Estado apresentou à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) uma proposta de alteração do art. 1º da Lei nº 8.569/2019, de 2 de setembro de 2019, para inclusão de novos municípios na microrregião do Complexo. A proposta foi aprovada por unanimidade. A região do complexo, que anteriormente abrangia os municípios de Barra dos Coqueiros, Santo Amaro das Brotas, Laranjeiras e Maruim, passou a ter, com a alteração legislativa, as cidades de Rosário do Catete, Japaratuba, Pirambu, General Maynard e Carmópolis. Por emenda parlamentar, o município de Capela também passou a integrar o complexo.
Com o objetivo de captar novos negócios e expandir aqueles já existentes, gestores da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), visitaram empresas localizadas em São Paulo nesta semana.
A primeira agenda aconteceu na cidade de Descalvado, na mineradora Jundu, onde o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa; o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães; o diretor de Novos Negócios da Codise, Gibran Boaventura e o chefe de departamento da Companhia, Johélino do Nascimento, foram recebidos pelo diretor presidente da mineradora, Alexandre Santos, e pelos diretores Edmilson Marcatti, Ivanildo Bezerra e Marcos Sintoni.
Na oportunidade, eles puderam conhecer as instalações da empresa e dialogar sobre novos investimentos do grupo em Sergipe. Atualmente, a unidade produz 350 toneladas/dia de areia para a Indústria Vidreira do Nordeste LTDA (IVN), e adquiriram uma nova área em Estância/SE para expandir o negócio, após protocolar o requerimento junto à Codise.
“As indústrias Jundu possuem uma unidade bem estruturada em Estância e viemos conhecer a sede, em São Paulo, e estreitar o diálogo com seus empresários. Conhecemos mais de perto o trabalho deles e, principalmente, a preocupação da empresa com o meio ambiente, uma vez que atua diretamente com a mineração”, explicou o secretário Valmor Barbosa.
Vidroporto
Além da visita à Jundu, os gestores estiveram ainda na sede da indústria Vidroporto, na cidade de Porto Ferreira. A empresa, que é produtora de artigos e garrafas de vidro, também possui uma grande unidade em Sergipe, com três linhas de produção, e é responsável por 6% da produção nacional de garrafas de cerveja. Sua capacidade é de 350 toneladas de vidro/dia, ou seja, 1,4 milhões de garrafas/dia.
“A Vidroporto tem uma possibilidade de expansão interessante devido a alta demanda e ao crescimento da produção de bebidas em Sergipe, na Bahia e em Alagoas. A logística, insumos, gás e apoio governamental é o nosso maior diferencial de atração para o segmento, por isso fizemos questão de visitar a empresa e dialogar pessoalmente com o diretor geral Edson Rossi”, informou o presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.
Números mostram evolução frente ao mesmo período do ano passado, comprovando eficácia das ações governamentais
Chegando aos seis meses de gestão, o Governo de Sergipe tem dado importantes passos rumo ao desenvolvimento econômico do estado. O clima favorável à atração e ampliação de negócios tem sido propiciado por diversas ações do Executivo estadual, a fim de impulsionar as cadeias produtivas e gerar condições de crescimento. Nesse prazo, os números já registram evolução frente ao mesmo período do ano passado, o que comprova a eficácia das medidas aplicadas pelo governo.
Os dados mais recentes analisados pelo Observatório de Sergipe, publicados em 15 de junho, apontam um aumento no volume de serviços de 6,4% no estado. Este acumulado diz respeito ao período de janeiro a abril, último mês com dados finalizados, e representa um crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o aumento no volume de serviços foi de 5,9%.
“Na prática, isso quer dizer um aumento da demanda e do consumo de serviços. São atividades como educação, clínicas, consultorias e outros ramos que estão retornando. Esse é um dado relacionado também à pandemia, já que o setor de serviços foi um dos mais atingidos. Muita gente deixou de ir ao médico, atrasou a escola, ficou sem viajar e sem ir para festas… Agora, todas essas atividades estão se recuperando”, afirma o coordenador do Observatório, Ciro Brasil.
Já no comércio, outro setor de destaque, o crescimento acumulado do ano foi de 5,4%. O aumento em relação ao mesmo período de 2022 foi de 0,9%. Já no acúmulo dos 12 meses, a evolução no volume de vendas foi de 4,3%. “Assim como o setor de serviços, o comércio também vem dando sinais de recuperação”, completa Ciro.
Outro indicador que demonstra a tendência de crescimento na economia sergipana é a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nos cinco primeiros meses de 2023, o volume coletado foi de R$ 1.963.445.474,38. No mesmo período do ano passado, entretanto, esse mesmo quantitativo foi de R$ 1.953.890.803,99. A variação nominal de um ano para outro, portanto, foi de 0,49%.
Empregos
No acumulado dos últimos 12 meses, 12.917 postos de emprego foram gerados no estado. Somente de janeiro a abril, este saldo foi de 1.715 vagas. No mesmo período de 2022, por sua vez, o saldo foi de apenas 609. Os números, deste modo, refletem uma tendência de aumento já registrada pelo Observatório. Atualmente, Sergipe tem 298.516 pessoas com carteira assinada. Já em abril de 2022, o número era de 285.599.
Os dois principais segmentos a registrarem números positivos em relação à quantidade de vagas foram o de Serviços (3.287) e de Construção (856), considerando os primeiros quatro meses de 2023.
Na Agropecuária, em outro sentido, o acumulado foi de -1.352 vagas. “Isso acontece pela sazonalidade do setor. Atualmente, muitos trabalhadores estão sendo demitidos por conta da entressafra da cana. É um comportamento já esperado, todos os anos. O período de contratação deve ocorrer a partir de setembro”, explica Ciro Brasil. Entretanto, esse setor tem sido atendido pelas políticas públicas do Governo do Estado por meio do Programa Mão Amiga, cultura da cana de açúcar, para trabalhadores do corte da cana de 24 municípios, totalizando, nesta edição, 2.916 trabalhadores beneficiados, num investimento de R$ 2.916.000,00 realizado pelo Governo do Estado.
A taxa de desemprego também vem demonstrando reação. De janeiro a março de 2023, esse percentual foi de 11,9%, considerando também trabalhadores na informalidade.
“Historicamente, Sergipe figura entre as maiores taxas do Brasil. No entanto, vem havendo evolução. Esta é a menor taxa no estado desde o primeiro trimestre de 2016. E, atualmente, o número está estagnado”, pontua.
As análises do Observatório de Sergipe relacionadas ao número de empregos no estado partem de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também são consideradas as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), ambas do IBGE, também fazem parte do conjunto estudado pelo Observatório.
Oportunidades
Embora os números mais recentes ainda não tenham sido finalizados, há boas perspectivas para os resultados dos próximos meses. A realização do projeto ‘Sergipe País do Forró’, que tem incentivado e recuperado a cultura junina no estado, é uma das principais razões dessa estimativa. Com uma programação de mais de 30 dias de forró, o Governo de Sergipe vem aquecendo a economia e estimulando os mais diversos setores.
“Apesar de ainda não termos os números, já começamos a coletar informações para construir um estudo a respeito do impacto econômico dos festejos juninos no estado. Pelo que estamos vendo no dia a dia, sabemos que é uma programação que deverá trazer bons números para os setores de serviços e do comércio, principalmente com a chegada de turistas. Estamos coordenando o trabalho, com o apoio do Departamento de Economia da Universidade Federal de Sergipe. Logo após o São João, teremos as primeiras informações, referentes a entrevistas qualitativas com atores econômicos. Já estamos falando com hotéis, bares, restaurantes, ambulantes e lojistas”, relata o coordenador do Observatório.
Para além das iniciativas ligadas ao período junino, algumas ações continuadas vêm impulsionando a economia sergipana. O Programa de Desenvolvimento Social e Econômico (Desenvolve Sergipe), voltado à promoção do avanço integrado no estado, faz parte desse escopo. A proposta, que levou um pacote de projetos à Assembleia Legislativa, se organiza em eixos como a atualização da legislação do Estado, o planejamento e execução de projetos de infraestrutura e o alinhamento de programas e ações estratégicas.
O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) é mais uma das ações que têm ofertado incentivos fiscais, locacionais e estruturais a indústrias que desejam se instalar e/ou ampliar no estado.
“Também no segmento industrial a previsão é de que haja uma recuperação no médio prazo. Temos novas fábricas implantadas no estado, e boas perspectivas ligadas ao segmento de petróleo e gás”, conclui Ciro Brasil.
Foto: Erick O’Hara/Secom