Diálogo com grandes indústria tem sido constantes também no período de pandemia
Mesmo em meio à pandemia do novo Coronavírus, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia (Sedetec), bem como a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), continuam desenvolvendo o trabalho de apoio à atração de novas empresas e na retomada de atividades paralisadas. As reuniões de Conselhos Deliberativos, os quais a pasta coordena, também seguem ocorrendo normalmente por meio de videoconferências.
O diálogo tem sido constante com empresários da Proquigel, responsável pela Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/SE), bem como com o grupo responsável pela Indústria Vidreira do Nordeste (IVN) e com os empresários da Cerâmica Serra Azul, uma vez que os dois últimos anunciaram recentemente expansão dos negócios em Sergipe.
O secretário de estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, frisa que há também projetos em andamento para implantação de uma nova fábrica de cimento em Maruim e uma pequena refinaria na área próxima ao Porto, além de um novo moinho de trigo e uma misturadora de fertilizantes na Barra dos Coqueiros. “Nenhum destes projetos foi interrompido. Continuamos dialogando com os grupos empresariais e abrindo as portas de Sergipe da maneira que está ao nosso alcance, para que possamos, quando tudo isso passar, gerar empregos para os sergipanos”, observa.
Ele explica ainda que as medidas econômicas de combate à crise financeira ocasionada pela pandemia têm sido tratadas em âmbito de Governo, sendo capitaneadas pelas Secretarias da Fazenda e Saúde e pelo próprio Governador Belivaldo Chagas. “Por isso, temos focado em ações para o pós crise, como forma de preparar Sergipe para o futuro”, diz.
Petróleo e gás
A área de Petróleo e Gás segue na pauta da gestão, com um trabalho ininterrupto para a viabilização de um gasoduto que interligue o Terminal de GNL das Centrais Elétricas de Sergipe (Celse) ao gasoduto de transporte da TAG. “Este é um pleito no qual temos trabalhado há bastante tempo e que não pode ser cessado, afinal, caso se concretize, representará uma nova fonte de suprimento de gás natural no Estado, e com isso, poderemos obter preços mais competitivos para o insumo”, completa.
José Augusto Carvalho pontua ainda que a área do Petróleo e Gás será um divisor para o desenvolvimento do estado. “Estamos acompanhando de perto as ações da Petrobras e da ExxonMobil na exploração de petróleo em águas ultraprofundas no nosso litoral. Vale lembrar que, neste sentido, o Estado desenvolveu uma estratégia para abertura do mercado e adequação da regulamentação do gás natural, que é considerada como referência nacional”, finaliza.
Unidade conta com apoio locacional do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial
Com o apoio do Governo de Sergipe, o Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro ganhou mais uma empresa de peso. Trata-se do centro de distribuição de uma rede do segmento atacadista, que já conta com filiais nos municípios de Aracaju, Tobias Barreto, Lagarto e Estância e é reconhecida como uma das maiores distribuidoras em âmbito estadual. O novo empreendimento iniciou suas atividades nesta semana e já está em pleno funcionamento, respeitando as devidas precauções para garantir a segurança de trabalhadores e clientes em meio à pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).
Construídas ao longo de dois anos, as instalações do Lojão e Centro de Distribuição Fasouto contam com o apoio locacional do Governo do Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Foram concedidos, ainda, por parte do Estado, incentivos fiscais como forma de suporte ao novo empreendimento.
Expectativas
O novo Centro de Distribuição em Socorro possui uma área de 18 mil metros quadrados e vai possibilitar que a empresa dobre de tamanho com as ampliações que estão previstas até 2025, com uma perspectiva de geração de 450 empregos diretos, além do aumento na arrecadação de impostos.
“Ressaltamos a importância do PSDI como instrumento de desenvolvimento econômico em Sergipe, que, através do incentivo locacional, permite a ampliação e o fomento de diversas empresas, como indústrias e também centros de distribuição. Estas são atividades muito propícias ao Estado, pela localização geográfica e facilidade de acesso, especialmente na região de Socorro, que tem uma ligação fácil com as BRs 101 e 235 e também está próxima dos maiores centros populacionais de Sergipe”, destaca Juliano Cesar Faria Souto, sócio-administrador da Fasouto.
Para o diretor-presidente da Codise, José Matos Lima Filho, o início de operação da unidade simboliza o fortalecimento da cadeia comercial sergipana. “O novo centro de distribuição da Fasouto chega em Sergipe como um importante agente na geração de emprego e renda para Socorro e região. Neste momento de atenção imposto pelo Coronavírus ao setor econômico, a inauguração de uma empresa desse porte mostra visão e otimismo por parte do empresariado sergipano, a quem oferecemos todo o nosso apoio”, pontua.
A população da região já comemora a abertura da nova filial da Fasouto. É o caso da promotora de vendas Eraldina Alves Santos de Oliveira, moradora do Conjunto Seixas Dória, no Marcos Freire II. “Ter um supermercado deste porte perto de casa é muito bom. Com essa pandemia e com todos confinados em casa é uma facilidade enorme. Já diminuiu os custos, como gasolina. Eu gasto menos de 10 minutos até a Fasouto, posso dizer que moro quase vizinho”, afirma.
O corpo diretivo da Fasouto também demonstra boas expectativas sobre o novo empreendimento. “Nosso agradecimento ao Governo de Sergipe através da Codise pelo apoio locacional do PSDI e aos nossos heróis anônimos, nossos colaboradores. Que novos desafios possam vir e que a gente consiga cumprir essa missão de gerar emprego, renda e desenvolvimento para o Estado de Sergipe”, conclui Juliano Cesar Faria Souto.
O Governo do Estado emitiu recomendações para as indústrias e para o setor da construção civil em Sergipe durante o período de contenção à pandemia do coronavírus (Covid-19). As recomendações estão no artigo terceiro do Decreto Estadual Nº 40.567/2020, publicado na última terça-feira (24). O documento atualiza e amplia as normas estabelecidas no Decreto Nº 40.563/2020, expedido no dia 20 de março.
No novo decreto, indica o controle epidemiológico, com adoção de redução dos postos de trabalho, sistema de escalas e revezamento de turnos, bem como alterações de jornadas. Essas medidas visam a redução de fluxos, contatos e aglomerações de trabalhadores. “O novo decreto estadual vem a público em um contexto no qual é necessário chamar a atenção das indústrias para as medidas de prevenção. É fundamental que todos os agentes de nossa cadeia produtiva cumpram as determinações com o intuito de garantir a segurança e evitar a proliferação do coronavírus”, afirma o Diretor Presidente da Companhia do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos Lima Filho.
Também é apontada a obrigatoriedade da preservação de uma distância mínima de dois metros entre os funcionários, atrelado ao uso indispensável de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) conforme a atividade desempenhada. É exigida ainda a limpeza das superfícies de trabalho e equipamentos, ficando a empresa encarregada de disponibilizar os materiais de higiene necessários. Outra atribuição das empresas é a de orientar suas equipes de modo a reforçar a importância e a necessidade das práticas de higienização.
O artigo terceiro do decreto reforça ainda a priorização do afastamento dos funcionários que integram o grupo de risco, sem prejuízo aos seus salários. Este grupo abrange pessoas com idade acima dos 60 anos, hipertensos, diabéticos e gestantes. Para aqueles que desempenham funções ligadas aos setores administrativos, deve ser adotado o regime de trabalho remoto.
Construção civil
Sobre os estabelecimentos especializados em materiais de construção, o artigo determina que poderão funcionar apenas para fornecimento de insumos necessários às atividades essenciais. Nesse sentido, tais estabelecimentos deverão operar através de entregas em domicílio para a população em geral, desde que seja garantida previamente a disponibilização presencial para os serviços essenciais.
Os serviços considerados essenciais nos termos do Decreto Nº 40.567 estão enumerados em seu artigo segundo. A lista compreende, entre outras atividades, o fornecimento de água, energia elétrica e combustíveis, serviços médicos, fornecimento alimentício, captação de esgoto e lixo, serviços bancários, telecomunicações e imprensa. O documento completo está disponível no link: https://bit.ly/3an9gqY.
COMUNICADO
Sobre o Coronavírus (Covid-19) a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia de Sergipe (Sedetec) e a Companhia do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) informam que o atendimento nas repartições seguem os decretos 40.560 de 16 de março de 2020 e 40.563 de 20 de março de 2020, do Governo do Estado.
Informamos que, temporariamente, as segundas-feiras serão consideradas ponto facultativo para funcionamento das repartições públicas, ressalvados os órgãos e atividades essenciais. Sendo assim, o expediente na Sedetec e Codise será fixado de terça-feira à sexta-feira, em regime de turno corrido das 07h às 13h.
Os servidores acima de 60 anos estão, temporariamente, dispensados das suas atividades laborais realizando o trabalho em home office, salvo os casos em que a dinâmica de serviço ocorre apenas de forma presencial.
Na Sedetec, o atendimento externo foi suspenso por sete dias e as atividades que necessariamente devam ser realizadas de forma presencial, ficarão limitadas a situações urgentes e excepcionais, permanecendo suspensas. Já na Codise, o atendimento externo foi temporariamente suspenso, sem data para sua retomada. As reuniões internas também seguem caráter de urgência.
Vale frisar que o atendimento externo se mantém no setor de Protocolo. Os colaboradores deste setor, bem como da guarita, estão trabalhando com uso de máscaras e luvas e realizando higienização constante das mãos.
A Sedetec e a Codise estão adotando as medidas de prevenção necessárias para evitar a proliferação do Coronavírus com uso de álcool 70% e reforço da limpeza do ambiente.
A costureira é um dos 45 funcionários que atuam na Mabflex. Focada em aumentar sua capacidade produtiva, a fábrica de colchões ganhou status no mercado e tem alavancado seus produtos durante nove anos de existência. A empresa tem como o carro-chefe as camas box com molas ensacadas, oferecendo mais comodidade e resistência que os demais colchões convencionais.
A Mabflex teve início em um espaço localizado no Distrito Industrial de Aracaju, mas o desejo em ascender o seu negócio fez com que os empresários procurassem um galpão que pudesse armazenar mais materiais e dobrasse o fluxo de produção. Por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a fábrica adquiriu incentivos locacionais do Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento de Sergipe (Codise), que subsidiou uma área onde se encontra o seu prédio próprio.
“Com o intuito de incentivar e estimular o desenvolvimento socioeconômico estadual, a Codise tem procurado atender aos empreendedores que tenham interesse em implantar ou expandir suas atividades no nosso Estado, visando atrair novos negócios através dos incentivos concedidos pelo PSDI, auxiliando assim, o aumento do nível de emprego e renda em Sergipe”, lembra o presidente da Codise, José Matos.
Expansão
Segundo a auxiliar administrativa da Mabflex, Camila Gardênia, a fábrica conta hoje com três lojas próprias e trabalha com crediaristas e lojistas. “Além de atender aqui na nossa terra natal, também atendemos em outros estados como Pernambuco, Piauí, Bahia, Alagoas e até no Pará. A produção nos últimos anos cresceu e as nossas vendas decolaram junto”, observa.
A fábrica conta com um showroom bastante diversificado. Além dos colchões, são comercializados baús e painéis de cabeceira para as camas. “Além das nossas vendas para lojas, também recebemos os nossos clientes que queiram conhecer o nosso material desde a sua construção. Inclusive, atualmente, também estamos com uma nova loja em um shopping em Socorro, oferecendo mais comodidade para todos”, ressalta Camila.
Aumentar a capacidade produtiva e se reinventar a cada ano. Esta é a proposta da Indústria Mila, que encontrou no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, um espaço para investir na fabricação de móveis tubulares. Com um total de 95 funcionários, a empresa ampliou o seu parque industrial com o intuito de modernizar e alcançar um alto padrão de qualidade ao longo dos anos.
Para dar início aos trabalhos, a Mila Móveis contou com o apoio do Governo do Estado, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e, através dele, obteve o primeiro galpão subsidiado pela gestão estadual. Proprietário da empresa e engenheiro mecânico de formação, o empresário Aloísio Abreu, afirma que não tem o que reclamar dos incentivos recebidos ao longo dos anos. “Além do incentivo locacional no início, ainda recebemos incentivos fiscais há poucos anos, quando comecei a fabricar estruturas metálicas para residências”, lembra.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise), José Matos, frisa que este é o papel do PSDI: incentivar as empresas e promover o crescimento de Sergipe. “Quando vemos exemplos como este ficamos bastante satisfeitos, pois observamos as empresas crescerem e contar com o apoio do Governo para tal”, observa.
Qualidade e sustentabilidade
As estruturas de aço da Mila têm sido comercializadas em quase todo país, em especial nos estados do Norte e Sudeste. “Ecologicamente falando, o aço é o produto mais reciclável que existe. Utilizando ele em cada casa popular, você evita de cortar quatro árvores. Ou seja, é um projeto que tem uma durabilidade maior e está em expansão no mercado”, ressalta o empresário Aloísio Abreu.
João Ribeiro é gerente de produção da indústria há 26 anos e reitera que o crescimento da empresa se deve a persistência em manter um alto padrão de qualidade em tanto tempo. “Comecei na função de estofador, onde trabalhávamos com cadeiras, que era um dos nossos principais produtos da época. É o meu primeiro e único emprego. Faço tudo isso com muito orgulho”, afirma.
Para evitar o pagamento nos últimos dias e contratempos que ocasionem a perda do prazo, a Secretaria de Estado da Fazenda chama a atenção de proprietários de veículos que o próximo dia 13 de março é a data final para quitação do IPVA, exercício 2020, antecipado, com desconto de 10%.
Gerente administrativo da Brasflex fala da mudança de vida e do apoio recebido pela empresa
Os incentivos oferecidos pelo Governo de Sergipe, por meio Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) para estimular a implantação e manutenção de negócios ultrapassam as questões econômicas. Afinal, para o desenvolvimento do Estado, as empresas precisam investir mais do que no negócio em si. Assim tem sido na Fábrica de Colchões Brasflex, localizada no Distrito Industrial, em Nossa Senhora do Socorro, que tem buscado a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, além de apoiá-los no crescimento profissional.
O empresário Rodrigo Rocha, proprietário da Indústria, comenta sobre a importância da valorização dos trabalhadores e como tem feito isso ao longo dos anos na sua empresa. “Estamos em uma empresa familiar que começou com meu pai e hoje eu gerencio. Preciso que meus colaboradores abracem a nossa empresa como parte da família, pois, assim todos nós estaremos trabalhando em sintonia. Somos claros na contratação e optamos por colaboradores que queiram crescer e seguir uma carreira produtiva e próspera junto conosco”, lembra Rodrigo Rocha.
Um exemplo do trabalho que a empresa realiza entre os colaboradores está no gerente administrativo, Manoel Neto, que trabalha no local há 10 anos. Para ele, a mudança de vida veio através do apoio recebido pela empresa. “Se hoje sou administrador e tenho especializações é porque eu tive a oportunidade de crescimento e apoio dentro da Brasflex. Outro ponto importante é que trabalho em uma área que me identifico, pois acredito que a nossa qualidade de vida está ligada diretamente à felicidade e a satisfação, principalmente no ambiente de trabalho, então sou feliz por trabalhar na aqui”, revela o colaborador.
Ele ainda relembra que quando entrou na empresa foi contratado como assistente financeiro e cresceu progressivamente. “Com a ausência do proprietário por motivo de saúde, tive que me ‘virar nos 30’ efetivamente, para poder desenrolar todas as atividades, e a empresa não ficar parada. Aprendi dentro do contexto e conseguimos assimilar toda a parte estrutural, organizacional e de produção. Enfim, a gente foi amadurecendo com o conhecimento cada dia mais”, comenta o gerente da Brasflex.
Incentivos do PSDI
A Brasflex é uma das indústrias beneficiadas pelo Governo do Estado, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Por desta política de incentivo a empresa conseguiu adquirir seu espaço próprio a preço subsidiado. “O objetivo do Governo é fazer o Sergipe crescer e desenvolver o estado como um todo. E isso se torna claro quando vemos as empresas apoiadas pelo Governo investindo nos sergipanos. Isso muito nos orgulha”, frisa o secretário de estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho.
Sobre o incentivo do Governo para a manutenção da empresa, Rodrigo Rocha pontua que o país passa por uma crise, e o colchão não é um item adquirido diariamente, porém, tem conseguido manter um quadro de empregos diretos e indiretos e a fábrica em pleno funcionamento. “A fábrica foi idealizada pelo meu pai, e em 2007 compramos este terreno através do incentivo locacional do PSDI e, se estamos ativos hoje no Distrito Industrial de Socorro deve-se a estes incentivos”, finaliza o proprietário da empresa, Rodrigo Rocha.
A partir de agora a empresa já está autorizada a iniciar a construção do empreendimento.
O Governo do Estado, por meio da Administração Estadual do Meio Ambiente (ADEMA), emitiu a licença de instalação para que uma indústria de cimento da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) seja construída no município de Maruim, em uma área do Complexo Industrial Portuário. A partir de agora a empresa já está autorizada a iniciar a construção do empreendimento, que deve resultar em um investimento de mais de um bilhão de reais.
O complexo cimenteiro será composto por Lavra de Calcário e Argila e beneficiamento em fábrica de cimento, em uma área total de 560 hectares, localizado na zona rural do município de Maruim. A atração da indústria é uma conquista do Governo do Estado, que ofereceu um ambiente favorável para que os empresários escolhessem Sergipe para fixar a primeira planta do Nordeste e a quinta do país.
O secretário de estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, afirma que este é um momento importante para Sergipe, pois, segundo ele, com a chegada da CSN o estado começa a receber os resultados do trabalho que tem sido galgado ao longo dos últimos dois anos. Além disso, José Augusto frisa a importância da eficiência do órgão ambiental do estado e sua celeridade na resolução de questões que envolvem o desenvolvimento econômico de Sergipe.
“O Governador Belivaldo Chagas é um gestor que acredita que o desenvolvimento econômico e a atração de indústrias para Sergipe, principalmente aquelas consumidoras a gás, serão os propulsores da economia sergipana nos próximos anos. Por isso, tem cobrando eficiência e celeridade dos órgãos do Governo envolvidos neste processo, como a Sedetec, a Codise, a Adema e também a Sefaz, que tem desempenhado um papel importante, principalmente com a redução do ICMS para indústrias consumidoras de gás contempladas pelo PSDI, e nas demais questões tributárias do estado”, completa.
A expectativa é que haja a geração de 2.500 empregos diretos e 10.000 indiretos na fase de construção da fábrica. Esse número poderá ser de 500 empregos diretos e 2.000 indiretos com a conclusão da obra e início de operação. Quando estiver em operação, serão produzidas por ano cerca de 2,8 milhões de toneladas de cimento. Entre os fatores que foram decisivos para escolha de Maruim como local de instalação da fábrica estão a grande disponibilidade de energia e de gás natural existente no estado, além da riqueza mineral do solo da região de Maruim, onde predomina argila e calcário, matérias-primas para o cimento.
Mais uma vez, Sergipe foi destaque no Jornal Valor Econômico. Nesta terça-feira(11), o jornal traz a informação de que acompanhia brasileira Noxis Energy obteve, no último mês, a licença ambiental prévia para a implantação de uma refinaria de pequeno em Sergipe. Segundo a matéria, será a primeira refinaria privada do país depois de mais de 50 anos.
Os investimentos estimados são de US$ 700 milhões, e a unidade terá capacidade prevista para processar 35 mil barris/dia de petróleo.A refinaria ocupará uma área de 500 mil metros quadrados, situada em uma região portuária, com localização estratégica tanto para receber o petróleo quanto para fornecer o combustível. A expectativa é de que o empreendimento movimente 2,8 milhões de toneladas de petróleo e combustível por ano.
Abaixo, segue a matéria na íntegra:
Noxis planeja construir refinaria em Sergipe
A construção da primeira refinaria privada do país depois de mais de 50 anos pode sair do papel ainda neste ano. A recém-criada companhia brasileira Noxis Energy, por investidores e técnicos experientes do mercado de reno, obteve no último mês a licença ambiental prévia para a implantação de uma refinaria de pequeno porte em Sergipe. Com investimentos estimados em US$ 700 milhões, a unidade terá capacidade prevista para processar 35 mil barris/dia de petróleo.
O plano estratégico da Noxis é produzir e fornecer principalmente óleo combustível utilizado por navios, conhecido como bunker, com baixo teor de enxofre. A exigência para o uso do bunker menos poluente pelas embarcações, estipulada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), entrou em vigor este ano. Além do bunker, a refinaria também produzirá diesel marítimo e nafta.
A Noxis busca agora fundos de investimentos interessados em aportar recursos no projeto em troca de uma participação na sociedade. Além disso, a companhia mantém conversas com três grupos de engenharia brasileiros para fechar o contrato de EPC (sigla em inglês para o modelo que inclui a construção, montagem e compra dos equipamentos) da refinaria.
Em paralelo, segundo o presidente executivo da Noxis, Gabriel Debellian, a empresa está em negociação com a multinacional de origem americana Fluor para o desenvolvimento do projeto e a construção dos módulos. Também são mantidas negociações com a Siemens para o fornecimento dos equipamentos. A ideia, de acordo com o executivo, é que a refinaria seja integralmente informatizada.
O executivo conta que a companhia já possui uma carta de intenções assinada com a Petrochina para adquirir o petróleo necessário para a refinaria, por um período de dez anos. Na outra ponta, a Noxis possui outra carta de intenções com a trading multinacional de origem dinamarquesa Bunker One para fornecer o combustível marítimo, pelo mesmo período. A demanda da Bunker One responderia por cerca de 50% da capacidade de processamento da refinaria. Debellian explica que as cartas assinadas com a Petrochina e a Bunker One são “bankable”, ou seja, podem ser consideradas para a contratação de uma linha de financiamento para a construção da refinaria.
Na etapa atual do empreendimento, a companhia deve investir entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões no detalhamento do projeto, enquanto busca a licença ambiental de instalação. Segundo Debellian, a licença pode ser emitida em cerca de oito meses. Até o momento, já foram investidos aproximadamente US$ 3,5 milhões no projeto.
A refinaria ocupará uma área de 500 mil metros quadrados (sendo 350 mil metros quadrados de área útil) contratada junto à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), em Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju (SE). Situada em uma região portuária, a refinaria tem localização estratégica tanto para receber o petróleo quanto para fornecer o combustível. Dessa forma, explica o executivo, a companhia não fica dependente da utilização de infraestrutura logística de outras empresas.
A expectativa é que o empreendimento movimente 2,8 milhões de toneladas de petróleo e combustível por ano. Em mais longo prazo, a companhia tem planos de adquirir e refinar petróleo de pequenos produtores terrestres do país, que, por falta de opção, hoje são obrigados a vender a produção para a Petrobras, que aplica um desconto sobre o preço do produto. Nessa linha, a Noxis tem em carteira projetos para construir outras duas refinarias, no Espírito Santo e no Maranhão.
*Por Rodrigo Polito