Dando continuidade à série de publicações relacionadas às pesquisas e projetos desenvolvidos com o suporte da entidade, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) lança mais um artigo técnico. Desta vez, o texto é assinado pela pesquisadora do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe, Samia Maciel. Intitulado “Hidrogênio verde: A energia do futuro – Cenário e Oportunidades”, o artigo aborda o uso do hidrogênio como matriz energética no Brasil e em Sergipe.
O artigo completo pode ser conferido no site do SergipeTec, por meio do link https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O texto é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral. No mesmo link, é possível acessar o artigo de abertura da série, intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, de autoria do gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos.
Confira a prévia do artigo:
A produção de hidrogênio verde (H2V), também conhecido como hidrogênio renovável, tem sido apontada como uma das alternativas possíveis em busca da descarbonização das fontes de energia nos próximos anos [1; 2]. O hidrogênio apresenta três vezes mais energia que a gasolina comum e, ainda, é uma fonte de energia limpa uma vez que só libera água na forma de vapor e não produz dióxido de carbono (CO2) [3]. Conheça mais aqui sobre Hidrogênio Verde e seu uso nesse material da gigante espanhola Iberdrola [4].
Existem estudos que permitem utilizar o hidrogênio como combustível, contudo é importante considerar que o mesmo é altamente inflamável [2], tornando as operações de transporte e armazenamento, um grande desafio e, além disso, o processo produtivo requer grandes quantidades de energia, aumentando os custos do processo [5].
Tradicionalmente, 99 % do hidrogênio utilizado como combustível, é gerado a partir de fontes não-renováveis, como consequência, o processo polui o meio ambiente com altas emissões de CO2 [3]. O mercado mundial de hidrogênio é bastante relevante atualmente, sendo estimado ter respondido entre US$ 110 a US$ 136 bilhões em 2019, majoritariamente para uso não energético, em aplicações que incluem a produção de intermediários para fertilizantes, indústria alimentícia e produção de derivados de petróleo, entre outros [6].
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Com o apoio do Governo de Sergipe, mais uma indústria amplia suas atividades e passa a gerar ainda mais emprego e renda para o estado. A fábrica Altenburg, especializada na produção de artigos de cama e banho, inaugurou nesta segunda-feira (18), sua unidade própria no estado. Presente em Sergipe há mais 10 anos, a empresa catarinense ocupava um imóvel alugado no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. Com subsídios do Governo, a indústria adquiriu um terreno no Distrito, erguendo uma planta com 18 mil m² de área construída e investimento de R$ 30 milhões. Representando o governador Belivaldo Chagas, a vice-governadora Eliane Aquino esteve presente ao evento e visitou as instalações da unidade.
Com planejamento de expansão em um período de dois anos, a Altenburg, que hoje emprega quase 230 funcionários, deve chegar a um total de 400 trabalhadores. Atualmente, a indústria produz a média de 400 mil peças por mês, estimando chegar a 600 mil peças mensais ao fim da expansão. Quanto ao faturamento, a expectativa é de que os valores passem de R$ 100 mil para R$ 200 mil por ano com a conclusão do projeto. Até lá, a direção da fábrica planeja novos investimentos, com estimativa de R$ 15 milhões para a compra de equipamentos e outras adequações. Na nova sede, destaca-se o viés sustentável, com área verde e melhor aproveitamento dos espaços.
Além do suporte na aquisição do espaço, o Governo do Estado oferece incentivos fiscais à Altenburg por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), proporcionando desconto no ICMS. A empresa é beneficiária do PSDI há 10 anos, com possibilidade de gozar do incentivo por mais 15.
De acordo com a vice-governadora Eliane Aquino, o suporte concedido pelo Governo às indústrias é fundamental para que Sergipe se afirme como um estado competitivo. “Uma fábrica como essa é de uma importância gigantesca para o nosso estado. Sergipe deseja cada vez mais competir com os outros estados, e nós temos a capacidade técnica e gente preparada para isso. Tenho certeza de que, se depender de cada profissional que aqui trabalha, daqui sairão grandes diretores para o mundo, pois tenho convicção da inteligência e da capacidade do nosso povo. Que venham cada vez mais projetos como esse e que essa fábrica inspire outros empresários a investirem no estado de Sergipe”, afirmou.
O gerente responsável pela unidade, Roberto Zamprogna, salientou a atuação da administração estadual como fator decisivo para a escolha de Sergipe como sede da Altenburg no Nordeste. “A escolha por Sergipe deve-se à logística, boa mão de obra e incentivos fiscais. O apoio do governo é fundamental para o sucesso da implantação da unidade. A gente tomou a decisão de se instalar em Sergipe e um marco para isso foi a participação do governo, que faz um trabalho muito bom de trazer novas empresas e dar a elas todo o suporte necessário”, frisou.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, ressaltou a importância da colaboração mútua entre o estado e a iniciativa privada. “A Altenburg é uma empresa quase centenária, muito caprichosa nos seus produtos, que não tem nenhum problema fiscal e nem trabalhista, e a felicidade dos seus funcionários é algo marcante para a gente. O estado tem obrigação de apoiar as empresas e a legislação do PSDI nos dá apoio legal para a redução do ICMS, que é o principal tributo que as empresas pagam, e essa redução é o que viabiliza as empresas serem instaladas no nosso estado”, pontuou.
Evolução
Hoje, a Altenburg fabrica produtos como travesseiros, colchas, forros de cama, protetores de colchão e travesseiro, fronhas e outros artigos da categoria. Com a expansão, há a expectativa de implantação de uma linha de não-tecidos para a fabricação de enchimentos. O estoque é distribuído para toda a região Nordeste e Norte, além de parte do Centro-Oeste. Para quem participa do dia a dia da produção, a ampliação das atividades da fábrica representa um grande passo tanto para a empresa como para a comunidade ao seu redor.
“Foi bom para todo mundo. O local é mais confortável e agora temos mais espaço para desenvolver o nosso trabalho. Fiquei muito feliz também com a geração de novos empregos. Aqui na região temos muitos jovens precisando de oportunidades, e quanto mais gente trabalhando, melhor. É bom para a cidade de Socorro e para o estado”, destacou o operador Cristiano Menezes, referindo-se à mudança em relação ao espaço antigo, de 7,5 mil m².
“Eu gostei muito da nova fábrica. Aqui a gente fica mais à vontade, o espaço é bem maior e mais arejado. Também é muito importante gerar mais empregos, porque depois da pandemia existem muitas pessoas passando dificuldades. Com essas novas vagas aqui, algumas pessoas podem melhorar um pouco de situação”, comentou a revisora e embaladora Raiane Santos Silva.
Altenburg
Com quase 100 anos de história, a Altenburg conta atualmente com duas unidades fabris em Blumenau (SC), uma em São Roque (SP) e outra no Paraguai, além da unidade sergipana. A empresa é, hoje, a maior produtora de travesseiros do Brasil, comercializando mais de 1,6 milhão de produtos mensalmente.
A Altenburg gera quase 2 mil empregos diretos e está presente em mais de 10 mil pontos de venda em todos os estados brasileiros, além de países da América Latina. A fábrica conta ainda com 12 lojas próprias, com atuação também via e-commerce.
Presenças
Representando o Grupo Altenburg, estiveram presentes ao evento o CEO Rui Altenburg e o diretor comercial Tiago Altenburg. Também compareceram à inauguração o prefeito de Socorro, Padre Inaldo; o superintendente do Banco do Nordeste em Sergipe, Antônio César de Santana; o presidente da Federação das Indústrias de Sergipe, Eduardo Prado; o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Mario Cezar de Aguiar; o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, e o diretor-presidente da Sergas, Valmor Barbosa, entre outras autoridades.
Com o propósito de contribuir para o debate e a construção de conhecimento em ciência, tecnologia e inovação no estado, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) inicia a publicação de artigos técnicos relacionados às pesquisas e projetos desenvolvidos com o apoio da entidade. O texto que abre a iniciativa é intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, assinado pelo gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos. O documento aborda as potencialidades da matriz energética sergipana, com destaque para a energia eólica.
Trazendo o cenário brasileiro relacionado ao consumo de energias e mudanças climáticas, além de normas e órgãos reguladores do setor, o artigo contextualiza o desenvolvimento do Atlas Eólico de Sergipe. Atualmente em andamento, o projeto é proposto pelo Governo de Sergipe através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e executado pelo SergipeTec, tendo como co-executores o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS); o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP); a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Tabuleiros Costeiros e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).
O acesso aos artigos completos da série está disponível no site do SergipeTec, em https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O conteúdo é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral.
Confira a prévia do primeiro artigo:
1. Introdução
As Mudanças Climáticas já estão afetando a vida de todos, as manchetes recentes relacionadas ao clima extremo estão acontecendo no mundo todo. No Brasil, ainda em 2021, já é um ano marcado por eventos extremos do clima, recordes de temperatura (42ºC em Cuiabá e – 5ºC na serra catarinense) e a grave seca no Centro-Oeste e Sudeste [1].
Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o sexto relatório do Grupo de Trabalho I, mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores [2]. Como consequência das mudanças climáticas, o Brasil está enfrentando a pior crise hídrica em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas do país [3].
Para limitar o aquecimento global a 1,5°C na próxima década, ações para reduzir ou limitar emissões de alto carbono na atmosfera devem ser implementadas de forma agressiva, uma vez que mudanças de pequena escala não serão suficientes. É preciso de ações rápidas e grandes transformações [2]. Os principais responsáveis por esse aquecimento recente, são a queima de combustíveis fósseis e o corte de árvores [2]. Para reduzir a demanda por combustíveis fósseis e minimizar a pressão sobre crise hídrica que afeta diretamente as hidroelétricas, prejudicando assim, a geração de energia para o país, a diversificação da matriz elétrica, incluindo fontes limpas e renováveis como as fontes solares e eólicas, são consideradas fontes alternativas.
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Equipes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) receberam a visita de integrantes da Associação Brasileira de Química (ABQ/SE). O encontro, que ocorreu na quarta-feira (22), teve como objetivo o estudo de potencial de implantação de indústrias químicas em Sergipe.
Representando a ABQ, estiveram presentes os professores Haroldo Silveira Dórea e Maria de Lara Arguelha, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os especialistas falaram sobre as atividades desenvolvidas pela universidade na área da química e se colocaram à disposição para prestar colaboração acadêmica na organização de eventos sobre o tema.
“Sergipe reúne diversos pontos fortes em se tratando de seu potencial econômico, a exemplo das reservas de petróleo e gás em águas profundas e de materiais minerais em subsolo. São elementos que favorecem a instalação e ampliação de indústrias químicas no estado. Com a cooperação técnica da ABQ com o Governo de Sergipe, esse potencial torna-se ainda mais promissor”, salientou o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.
Também foram discutidos estudos feitos pelo Governo do Estado e pela Codise nos anos 80, abordando os investimentos realizados com consultorias diversas. “A reunião foi uma oportunidade para evidenciar a potencialidade sergipana e resgatar seu histórico econômico, tendo como objetivo olhar para o cenário de hoje e atrair novos empreendimentos no setor da química”, afirmou o diretor-presidente da Codise, José Matos.
Como encaminhamento, a Codise comprometeu-se a trabalhar na busca de seu acervo técnico, a fim de que os contatos com a ABQ sejam retomados posteriormente. Uma nova reunião deve ser agendada até o final do ano para que seja tratado o andamento dos trabalhos.
Esteve presente ao encontro, além dos representantes da ABQ e dos gestores e corpo técnico da Sedetec e da Codise, o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro (Assedis), Hiro Hayashi.
O Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), localizado no município de Barra dos Coqueiros, deverá exportar 100 mil toneladas em concentrado de cobre até abril de 2023. As operações são decorrentes da renovação da parceria entre a VLI, empresa de logística administradora do terminal, e a companhia Mineração Caraíba. Com o novo contrato, o porto sergipano estabelece sua posição como exportador de insumos minerais, contando, além do cobre, produtos como minério de ferro e manganês em sua cartela de movimentações.
De acordo com o gerente comercial da VLI para o TMIB, Ítalo Santos Leão, o acordo firmado com a mineradora traz expectativas positivas para o comércio exterior sergipano. “A parceria comercial é muito importante para a VLI como um player logístico focado em suportar o setor de mineração”, afirma.
Além de insumos minerais, o Terminal Marítimo Inácio Barbosa vem servindo de porta de saída também para o agronegócio, com o escoamento de grãos e derivados. Entre junho e agosto de 2021, foram embarcadas via TMIB 90 mil toneladas de farelo de soja e 60 mil toneladas de milho para o mercado externo. Este movimento atende a uma demanda crescente dos produtores do setor, sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, as movimentações previstas até 2023 sinalizam boas expectativas para Sergipe. “É uma notícia que indica o potencial de projeção da economia sergipana para os próximos anos. Nesse sentido, o diálogo do Governo de Sergipe com a VLI é constante, no intuito de fazer de nosso estado um grande exportador por meio do TMIB”, pontua.
O porto de Sergipe também vem sendo uma relevante porta de entrada para importações. Entre os produtos atualmente recebidos do mercado externo, destacam-se os fertilizantes, trigo e coque. Tais insumos abastecem importantes atividades no estado, como a cadeia produtora do agronegócio e as indústrias alimentícia e cimenteira.
Ao longo do mês de agosto, Sergipe registrou um volume de exportações superior a US$ 5,6 milhões. O número representa um crescimento de 30% em relação ao mês de julho, quando as exportações sergipanas chegaram a US$ 4,3 milhões. Os dados, apresentados pelo Ministério da Economia, demonstram a gradual recuperação econômica do estado e refletem as ações do Governo de Sergipe no suporte aos setores produtivos.
Os índices estão disponíveis por meio do Comex Stat, base de dados destinada à consulta de informações sobre o comércio exterior brasileiro. Ainda segundo o relatório, no mesmo período do ano passado, Sergipe registrou um volume de US$ 4 milhões em exportações. Em relação a agosto de 2020, portanto, os dados de agosto de 2021 demonstram um aumento superior a 40%.
Além do aumento nas exportações, o relatório aponta uma significativa redução no índice de importações, que caiu de US$ 28,1 milhões para US$ 11,7 milhões. De acordo com o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho, os números indicam, entre outros aspectos, um movimento de busca pela autonomia na economia sergipana.
“O Governo de Sergipe tem feito um trabalho constante e dinâmico de apoio ao segmento industrial, criando condições de produção a preços competitivos, com projeção no mercado internacional. Além disso, tem tomado a frente no processo de fortalecimento da produção interna de insumos estratégicos, como é o caso dos fertilizantes, que estão entre os principais produtos importados. Essas iniciativas vem mostrando resultados eficazes, como demonstra a evolução na balança comercial do estado no mês de agosto”, afirma o secretário.
Destaques
Entre os 44 produtos de exportação sergipanos, o suco de laranja registrou destaque como insumo de maior penetração no mercado internacional, sendo responsável por 62% do valor das exportações no mês, ou US$ 3,5 milhões. Junto ao suco de abacaxi (US$ 826,9 mil) e outras preparações alimentícias (US$ 275,4 mil), o suco de laranja correspondeu a 81,4% das exportações de agosto.
Considerando o período de janeiro a agosto, as exportações em Sergipe alcançaram US$ 32,7 milhões. Os sucos de frutas seguem como principal produto de exportação, com destaque para o suco de laranja. No total, foram exportados US$ 8,5 milhões em sucos durante o período. Os calçados ocupam a segunda posição, com o montante de US$ 423, 9 mil, seguidos de produtos para a indústria automotiva, com US$ 344,7 mil.
Os produtos exportados em agosto tiveram como principais destinos Holanda (US$ 2,3 milhões), Bélgica (US$ 1,2 milhão) e Espanha (US$ 322,5 mil). No acumulado janeiro-agosto, a Europa e a União Européia foram os principais parceiros comerciais do estado: para os dois blocos, foram registrados US$ 3,9 e US$ 3,8 milhões em exportações, respectivamente. Os países da América do Sul ficaram na terceira posição, com montante de US$ 877,5 mil em exportações.
“Nosso propósito é, cada vez mais, estreitar os diálogos com outros países, a fim de estabelecer parcerias comerciais frutíferas para Sergipe. Desde o início do ano, temos mantido contato com parceiros em países como China, Marrocos e Estados Unidos, apresentando as potencialidades do estado e nos colocando à disposição para novas oportunidades de investimentos”, finaliza José Augusto Carvalho.
Com o intuito de apresentar um projeto eficiente e sustentável, a empresa paulista Impacto Energia se reuniu com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, na manhã desta terça-feira (31).
Na ocasião, foi apresentado o projeto Hidrogênio Verde, cujo objetivo maior é descarbonizar o planeta através de energias limpas. “Viemos mostrar ao secretário José Augusto e ao diretor José Matos a viabilidade do nosso projeto. É uma tecnologia baseada na geração de hidrogênio por meio de um processo químico conhecido como eletrólise. É uma forma de produzir energia sem emitir dióxido de carbono na atmosfera”, disse o diretor-presidente da Impacto Energia, Emílio Rietmann.
Sergipe tem se tornado referência no setor de energias e vem chamando atenção de empresas nacionais e internacionais com o interesse em investir em seu território. “A visita da Impacto é de grande valia, visto que o nosso estado tem ganhado destaque no que se refere ao assunto energias. Debatemos sobre o Hidrogênio Verde e sobre alternativas sustentáveis e viáveis, com menor impacto ambiental”, afirmou o Secretário José Augusto Carvalho.
Para o diretor-presidente da Codise, a visita demonstra a receptividade do Estado em relação a projetos inovadores. “As atividades no ramo de desenvolvimento econômico não podem estar desconectadas de uma visão sustentável, e os aspectos mencionados pela Impacto nesta reunião vem ao encontro dessa preocupação”, pontuou José Matos.
Nesta segunda-feira (30), o governador Belivaldo Chagas visitou as obras do novo moinho do Grupo Maratá, para moagem de trigo e derivados, no município de São Cristóvão. O projeto, que conta com investimento de R$ 200 milhões, é contemplado pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), recebendo incentivos fiscais pelo Governo do Estado através de redução no ICMS. A previsão é de que as novas instalações entrem em operação em maio de 2022.
“Mais um empreendimento que vai gerar renda e emprego, mais um empreendimento que se instala em Sergipe. Convém ressaltar que esse empreendimento é genuinamente sergipano, um grupo de Sergipe que investe em torno de R$200 milhões para atuar em uma área que é extremamente importante não só para Sergipe, mas para o Nordeste e para o Brasil. É Sergipe dando exemplo ao mundo. Portanto, eu fico muito feliz de vir aqui visitar essa obra que conta sim com o apoio do Governo do Estado, porque o PSDI existe para isso. Posso dizer que essa é uma obra que vai se tornar mais um cartão de visita para o Estado de Sergipe”, pontuou o governador Belivaldo Chagas.
O diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Reis, informou que as obras tiveram início em março de 2021, com a terraplanagem. “Estamos bem adiantados com as fundações, começamos a erguer o prédio na semana passada. A previsão é a gente estar com essa obra pronta em maio de 2022, com entrada em operação no final de maio”, disse.
Ainda segundo Frank Reis, os produtos gerados no local atenderão outras indústrias do Nordeste. “Nós vamos produzir aqui farinha de trigo e também parte de ração animal. Vamos produzir todo tipo de farinha para atender indústrias de massas de pães e bolos, todo segmento que usa farinha de trigo. Aqui vai atender, também, nossa indústria de macarrão instantâneo, além das indústrias da região do Nordeste”.
O Grupo Maratá, genuinamente sergipano, existe há mais de 50 anos no mercado e atua nos segmentos de alimentos; agronegócios (pecuária e citricultura); descartáveis; embalagens plásticas; construção civil e exportação, dentre outros. A empresa é detentora de oito unidades industriais nos municípios de Itaporanga D’Ajuda, Estância e Lagarto, exportando seus produtos para países como Colômbia, Holanda, França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Espanha, Áustria, Ucrânia, Turquia e Israel.
Empregos
A estimativa da empresa é de que o novo empreendimento gere novos empregos diretos, além de outras vagas indiretas, com priorização de mão de obra local. As instalações devem contar com a tecnologia mais atual disponível no mercado, potencializando a capacidade de expansão da empresa e o favorecimento de atividades derivadas da moagem de trigo na região.
“Hoje já estamos empregando quase 100 pessoas e com uma previsão de chegar a mais 50 pessoas em outro estágio da obra. Então, estamos falando de umas 150 pessoas diretamente aqui e, depois da obra concluída, a previsão é trabalhar com mais de 100 pessoas, em uma fábrica muito moderna, que deverá gerar também muitos empregos indiretos, por meio da cadeia que gira em torno dos produtos e serviços que serão gerados”, enalteceu.
O moinho será erguido em uma área de 100 mil m² concedida pela Prefeitura de São Cristóvão. A concessão do terreno se deu no âmbito do Programa de Desenvolvimento Econômico de São Cristóvão (Prodesc), iniciativa constituída sob os moldes do PSDI, após entendimentos com o Governo do Estado. Por meio do PSDI, a administração estadual oferece apoio locacional e/ou fiscal a empresas que busquem instalação ou modernização nos limites do território sergipano.
“Olhamos a grandeza do empreendimento que chama atenção aos olhos de qualquer um que passa nas imediações. O Grupo Maratá é extremamente empreendedor e ele não tira os olhos do nosso Estado, nos deixa muito felizes com isso. É a geração de novos empregos e muito mais que isso. Será enorme a geração de renda para o Estado também”, exaltou o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Carvalho.
Incentivos
As tratativas junto ao Governo do Estado para implantação do moinho foram iniciadas há mais de um ano, com suporte técnico da Sedetec e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise). O início das atividades, anteriormente estimado para 2020, foi adiado em função da pandemia.
O superintendente da Sedetec, Marcelo Menezes, explica que o PSDI, desenvolvido pelo Governo de Sergipe, estimula os investimentos e colabora com a competividade nos mercados. “Na medida em que você tem uma redução da carga tributária, o projeto passa a ter uma condição de competitividade dentro do Estado e também para escoamento da produção para outros estados do Nordeste. Esse programa já existe há algum tempo e tem sido decisivo na escolha das empresas virem se implantar em Sergipe”, reforçou.
Na oportunidade, o diretor-geral do Grupo destacou o papel do Governo do Estado como fator determinante para instalação do novo projeto. “Sergipe deu todo o suporte para a gente instalar a unidade em qualquer município que a gente quisesse. Todo o suporte da Sedetec foi nos dado e a gente, a princípio, tinha uma outra localização, mas acabamos escolhendo essa aqui pelo fato de estar na BR-101, próximo à capital e, também, em um eixo muito fácil de transporte, logística. Sem isso, não era viável implantar essa operação aqui. Até porque, hoje, nossos concorrentes instalados em outros estados da federação dispõem de apoio dos seus estados locais e o Estado de Sergipe não mediu esforços para que esse moinho ficasse aqui. Então, o empenho do Governo foi que esse empreendimento fosse realizado no Estado de Sergipe”.
Polo industrial
Para o prefeito de São Cristóvão Marcos Santana, o empreendimento vai contribuir para que o município se torne um novo polo industrial. Marcos Santana destacou, ainda, que os investimentos do Governo do Estado em infraestrutura rodoviária na região possibilitam que novas empresas se interessem pelo município. “O município adquiriu 230 mil m². Desses, a Maratá está usando 100mil m² e nós estamos de portas abertas, já tem outros empresários que já deram entrada também, buscando ocupar esse espaço. A ideia aqui é gerar emprego e renda. Além disso, junto com esse empreendimento, que a gente chama de distrito industrial, está vindo todo uma infraestrutura rodoviária, como a ligação da BR-101 com a João Bebe Água. Então, é um momento histórico para São Cristóvão. Eu diria que a história econômica da cidade pode ser dividida em antes e depois deste empreendimento”, destacou.
Em junho deste ano, Belivaldo Chagas entregou oficialmente a conclusão da obra de recuperação da Rodovia Estadual João Bebe-Água (SE-065), que liga o conjunto Eduardo Gomes ao Centro Histórico de São Cristóvão, em um investimento de R$ 8.197.570,94. Já em julho, o governador assinou ordem de serviço para reestruturação de parte da Rodovia SE-464, no trecho entre a BR-101, em São Cristóvão, e a sede do município. O Governo de Sergipe também já autorizou a implantação e pavimentação da Rodovia SE-466, que se chamará Rodovia Raimundo Juliano. A rodovia está localizada no acesso 017, no trecho que vai da BR-101 ao Povoado Rita Cacete, em São Cristóvão.
“A partir dessa obra outras chegarão, principalmente, também, por se tratar de ser uma obra instalada no município de São Cristóvão, que era carente de uma indústria e, com mais de 400 anos de existência, nunca teve uma obra tão importante quanto essa. Com certeza, isso fará com que a gente tenha um novo polo industrial para o Estado de Sergipe. Portanto, parabéns ao Grupo Maratá por acreditar em Sergipe, por empreender em Sergipe. Fico muito feliz com isso”, finalizou Belivaldo Chagas.
Presenças
Além dos representantes da Maratá, presidente do grupo José Augusto Vieira e diretor-geral Frank Reis Vieira, acompanharam a visita o deputado federal Laércio Oliveira; o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, e o vice, Paulo Júnior; Diego Prado, presidente da Câmara Municipal de Vereadores; o superintendente estadual do BNB, Antônio César Santana; os secretários estaduais José Augusto Carvalho (Sedetec) e Marco Antônio Queiroz (Sefaz); os diretores-presidentes Roberto Carlos Currais (Energisa), José Matos (Codise), Valmor Barbosa (Sergas) e Eduardo Prado (SergipeTec); o superintendente executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, dentre outras autoridades.
A Cerâmica Capri LTDA, que assina a marca Ravello Pisos e Revestimentos, passa a reforçar o mercado de cerâmica esmaltada em Sergipe. O grupo assume, com duas linhas de produção, o parque fabril anteriormente ocupado pela Cerâmica Sergipe (Escurial) no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro. A planta estava paralisada desde maio de 2018. Estima-se um investimento imediato de R$ 5 milhões em aquisição e modernização de equipamentos e recursos para a retomada, com expectativa de início até o fim de setembro e produção de 500 mil m² por mês em revestimentos esmaltados.
As novas operações deverão empregar em torno de 90 colaboradores diretos, além de 150 indiretos. Após o momento inicial, a empresa visa concluir em um prazo de 24 meses os trâmites para a finalização de nova linha de produção, aumentando em mais 1 milhão de m² mensais a estimativa de produtividade. Os diálogos e o processo de reestruturação vêm sendo acompanhados pelo Governo de Sergipe.
De acordo com o diretor-presidente da nova unidade, Hiro Hayasi, a retomada das operações deve fortalecer a relevância já conquistada pelo Estado no ramo ceramista. “Sergipe tem se constituído como um produtor de revestimentos cerâmicos de destaque. É um estado que vem cada vez mais conseguindo conciliar a disponibilidade de matéria prima para a indústria cerâmica, o gás natural como fonte energética disponível e a proximidade a grandes centros consumidores”, salienta.
Hiro Hayasi enfatiza, ainda, o apoio do Governo de Sergipe ao projeto, que passou recentemente pela aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI). “O Governo tem se mostrado um incentivador, concedendo a habilitação no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e também intermediando a obtenção do suprimento de gás. Tem sido um grande suporte”, afirma.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, a retomada representa um movimento significativo para o setor sergipano. “A reativação da Cerâmica Sergipe por meio da Capri significa mais um player atuante em nosso Estado, trazendo dinamismo ao mercado e garantindo a geração de emprego e renda. É um processo que o Governo tem acompanhado com empenho, e que se lança com expectativas positivas”, pontua.
Com o objetivo de estreitar os laços entre as instituições, representantes do Grupo H. Dantas se reuniram com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, na tarde da última quarta-feira (18).
“Estamos visitando Sergipe nesta semana com o intuito de mostrar nossas atividades e fazer contatos comerciais. Na reunião, conversamos especificamente sobre o estaleiro que temos no município da Barra dos Coqueiros. Nosso plano é retomar nossas operações por lá, buscando investir cada vez mais na localidade”, disse o diretor executivo da H. Dantas, Luiz Felipe Gouvêa.
A Secretaria também se colocou à disposição da empresa para firmar parcerias nesta retomada das atividades. “Ficamos satisfeitos com a visita da H. Dantas e interessados em colaborar no que for preciso para alavancar as instalações dela. O estaleiro é referência no reparo e construção de embarcações e irá fomentar o desenvolvimento da região e do setor no estado”, ressaltou o secretário José Augusto Carvalho.
O presidente da Codise destacou a relevância dos diálogos em torno das operações do estaleiro. “A região de Barra dos Coqueiros é estratégica para a indústria sergipana. Por isso, discutir novas movimentações do estaleiro significa discutir também os rumos das atividades industriais do Estado”, concluiu José Matos.