Empresas do setor vêm sendo beneficiadas pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI)

Focado na geração de empregos e oportunidades, o Governo de Sergipe vem estimulando diversas empresas do ramo de fertilizantes, concedendo apoio fiscal e locacional por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O incentivo, que tem como objetivo a atração de empresas para Sergipe, assim como a ampliação de empreendimentos já existentes, é viabilizado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI).

Ao todo, sete misturadoras de fertilizantes estão situadas em Sergipe, todas contando com o apoio do PSDI. Entre as sete, quatro já estão em produção, enquanto três estão em processo de implantação. Entre as que estão em atividade, encontram-se as fábricas Heringer e Sudoeste, localizadas no município de Rosário do Catete; a Usifértil, em Maruim, e a New Crops, em Carmópolis. No momento, outras duas empresas do ramo já estão em negociação para virem se instalar em Sergipe. Em fase de implantação estão a Adubos Central, em Barra dos Coqueiros, a Agropecuária Maratá, em Maruim, e a Adubos Pantaleão, em Laranjeiras.

Contando com incentivos fiscais e locacionais por meio do PSDI, a New Crops atua no ramo de fertilizantes foliares e fertirrigação, sendo a única em Sergipe com essa tecnologia. A empresa tem capacidade de produção de 1,5 mil toneladas por ano e 500 toneladas em estocagem. Os produtos tem distribuição em Sergipe, sendo usados nas culturas de milho, laranja e cana. As regiões de Petrolina e do oeste baiano também recebem a produção, voltada à cultura de grãos.

Segundo o sócio-administrador da empresa, Eudas Feitosa, a área de distribuição da New Crops está em vias de expansão para a região de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além do Pará. Eudas explica que a localização da fábrica, situada no Distrito Industrial de Carmópolis, foi fundamental para a implantação. “O Nordeste é um mercado em amadurecimento. Escolhemos uma área estratégica, na margem da BR 101. A logística, além da oferta de ureia e potássio dentro de Sergipe, também favorecem”, pontuou.

Implantação

A Pantaleão é uma das empresas em fase de implantação em Sergipe, que recentemente adquiriu uma área para expansão com suporte locacional do PSDI. A misturadora é fruto de um investimento da ordem de R$ 5 milhões. A empresa tem capacidade de produção diária de 400 toneladas. “Os nossos produtos têm o estado de Minas Gerais e a Bahia como principais destinos, mas enviamos para todo o país”, resume o gerente administrativo da empresa, Júnior Bispo.

Já a Agropecuária Maratá deverá superar 230 mil toneladas anuais em seu quinto ano de atividade, com capacidade máxima. Em seu primeiro ano, a produção deverá ser de 96 mil toneladas. Uma média de 60% de todos os produtos será destinada para Sergipe na fase inicial, em especial a plantios de cana de açúcar e de milho. Os demais 40% devem ser destinados a estados vizinhos.

“O investimento total foi de $52 milhões. Este valor deverá crescer com a compra de mais equipamentos e insumos, que serão totalmente importados através do porto de Sergipe”, afirma o diretor de investimentos do Grupo Maratá, Antônio Carlos Borges.

Cenário

Segundo o diretor de Novos Negócios da Codise, Luiz Mário Silva, o apoio do Governo de Sergipe ao setor de fertilizantes visa consolidar a posição do Estado no cenário nacional. Tal suporte vem sendo ofertado por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), à qual a Codise é vinculada, entre outros órgãos que compõem a administração estadual. O diretor lembra que, atualmente, o Brasil é muito dependente do mercado estrangeiro para abastecer sua demanda de fertilizantes, para atendimento ao agronegócio.

“Sergipe produz ureia e potássio, insumos essenciais às misturas de fertilizantes, sobretudo com a atuação da Unigel Agro SE e Mosaic. Essas condições colocam o Estado em uma posição de destaque frente ao cenário brasileiro. E os incentivos do Governo às misturadoras de fertilizantes, por meio do PSDI, tem o objetivo de fortalecer essa posição, incentivando a cadeia produtiva e garantindo a geração de diversos postos de trabalho diretos e indiretos”, explica Luiz Mário.

Além do suporte às empresas, o Governo vem participando das discussões relacionadas ao desenvolvimento do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) e à instituição do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), através do projeto de lei 3507/2021, de autoria do deputado federal Laércio Oliveira. Também vem sendo trabalhado o projeto do Polo de Fertilizantes de Sergipe, atualmente em elaboração pela consultoria Mastersenso. Nesse cenário, o gás natural é um fator fundamental, já que é um importante insumo para a produção de fertilizantes nitrogenados.

“A partir do novo cenário do gás, com maior competitividade no setor, e com a reserva abundante de que dispomos em nosso litoral, Sergipe terá maior visibilidade e atratividade. Temos o intuito de ter no estado um grande polo de fertilizantes do Brasil, capaz de atender à demanda dos estados mais próximos, chegando a alcançar a fronteira agrícola da região de Matopiba e contribuindo para reduzir a dependência brasileira do produto estrangeiro”, destacou Marcelo Menezes, superintendente-executivo da Sedetec.

Levantamento de informações e estratégias pautou encontro com direção da indústria do ramo calçadista

Seguindo determinação do governador Belivaldo Chagas, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) recebeu a direção da calçadista West Coast para uma reunião nesta terça-feira (1º). O encontro teve como principal objetivo estreitar o diálogo e discutir ações para a manutenção dos empregos gerados pela fábrica, com filiais localizadas em Salgado e Nossa Senhora Aparecida.

A equipe do Governo de Sergipe reafirmou o compromisso de continuar oferecendo suporte à fábrica, como vem sendo feito desde sua instalação, em 2006. A West Coast conta com incentivos do Governo por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), através da resolução 199/06 de 14 de dezembro de 2006, pelo período de 25 anos, a findarem em 14 de dezembro de 2031. Por meio da Codise, o Governo também apoiou a reestruturação da empresa, investindo R$ 1,1 milhão na ampliação da planta de Aparecida em 1° de outubro de 2019.

O diretor da West Coast, Rafael Schefer, apresentou as ações que vem sendo articuladas para o novo momento. “Estamos alinhando as rescisões, com o intuito de cumprir com todas as nossas obrigações junto aos trabalhadores e ao Governo. Temos a expectativa de retorno das atividades. Se neste período houver a possibilidade de incorporação por outras empresas, e isso for interessante para nossos funcionários, vamos considerar a alternativa. Estamos aguardando por um momento de reorganização de nosso caixa e do ambiente global de negócios”, informou.

“Estamos empenhando todos os esforços visando a manutenção das atividades da West Coast. Nossa meta é de que esse diálogo possa assegurar o direcionamento dos postos de trabalho e das operações na fábrica”, afirmou o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho. O diretor-presidente da Codise, José Matos, e o assessor jurídico da Sedetec, Daniel Fabrício Araújo, também participaram da reunião.

“O Governo, a Sedetec e a Codise, desde o primeiro momento, buscaram informações para que toda a comunicação com a West Coast fosse feita da forma mais direta e célere possível. Nosso interesse é manter o ciclo de geração de emprego e renda em Salgado, Aparecida e em todo o Estado”, salientou José Matos.

Histórico

A West Coast anunciou a interrupção de suas operações em Sergipe no dia 13 de janeiro. Juntas, as duas unidades sergipanas mantinham 450 funcionários. Segundo a direção da companhia, a suspensão das atividades foi motivada pelo impacto financeiro causado pela pandemia de Covid-19 ao caixa da empresa.

Em reunião com representantes do Governo de Sergipe realizada em abril de 2021, a empresa anunciou queda na produção, reduzindo o fluxo de 6 mil para 1,5 mil pares por dia. Na oportunidade, a administração estadual se colocou à disposição da companhia e de seus colaboradores. Desde 2019, a West Coast vem em processo de recuperação judicial, que tramita no Juízo da Vara Regional Empresarial da Comarca de Novo Hamburgo (RS), onde está situada sua sede.

Suporte garantido pelo Governo em 2021 traz boas perspectivas para o setor no novo ano

Focado em gerar novos empregos e no fortalecimento da cadeia produtiva, o Governo de Sergipe colaborou de forma decisiva para a instalação e ampliação de diversos empreendimentos no estado ao longo de 2021. Além dos incentivos fiscais e locacionais concedidos diretamente via Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), o Governo ofereceu suporte técnico às empresas, buscando insumos a preços competitivos, articulando diferenciações tributárias e empenhando-se na construção de um ambiente viável. Com essas ações, o cenário do setor para 2022 já se mostra promissor.

Entre as empresas que alcançaram incremento em suas atividades ao longo do último ano com apoio do Governo, diversos segmentos merecem destaque. No ramo de construção civil, a usina de asfalto da Construtora Celi está entre os novos empreendimentos, em atividade desde dezembro. No total, mais de R$ 8,8 milhões foram investidos na obra, com capacidade de produção atual de 120 toneladas por hora.

Instalada no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, a usina tem área total de 26,5 mil m², com previsão de ampliação. O espaço foi adquirido com suporte locacional do Governo, através do PSDI. “Queríamos uma área em que pudesse ser implantado todo o empreendimento, e que se adequasse aos órgãos de meio ambiente”, resume o superintendente de Obras da Celi, Themístocles Ferreira. A usina conta com o fornecimento de gás natural da Sergas, podendo consumir cerca de 2,2 mil m³/dia.

PSDI

Conduzido pelo Governo através da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), o PSDI foi uma importante ferramenta para promover a ampliação e a implantação de empresas no Estado em 2021. Ao longo do ano, 31 empresas foram contempladas pelo programa com incentivos fiscais e locacionais, entre aprovadas e implantadas.

Dez empresas beneficiadas pelo programa tiveram sua implantação em Sergipe em 2021, somando um investimento geral superior a R$ 11 milhões. Sediados em Aracaju, Socorro e Itabaiana, os novos empreendimentos atuam em segmentos como equipamentos eletrônicos, fertilizantes, alimentação, cosméticos, entre outros. Ao todo, quase 100 empregos diretos foram gerados pelas novas empresas.

Além disso, 21 empresas que atuam nos ramos de alimentos, fertilizantes, móveis, metais e vidros, entre outros, tiveram seus incentivos fiscais e locacionais aprovados pelo PSDI. Os novos empreendimentos terão os municípios de Estância, Aracaju, Tobias Barreto, Canindé de São Francisco, Barra dos Coqueiros, Campo de Brito, Nossa Senhora do Socorro, Rosário do Catete, Itabaiana, Boquim, Laranjeiras e Simão Dias como sedes. Estima-se que mais de 1,2 mil empregos diretos sejam gerados, com um investimento geral superior a R$ 145 milhões.

Investimentos

Mais um ramo de destaque para Sergipe em 2021 foi o ceramista, dentro do qual a Cerâmica Serra Azul anunciou a implantação de sua nova linha de produção. Com investimento de R$ 60 milhões, a ampliação representa mais de 300 novos empregos e produção de 3 milhões de m²/mês em revestimentos. No mesmo caminho, a Cerâmica Capri retomou em outubro as atividades da antiga Escurial, paralisada desde 2018. A fábrica investiu R$ 5 milhões para a produção de 500 mil m²/mês em revestimentos. Com projeto de expansão para dois anos, são atualmente 90 empregos diretos e 250 indiretos. Ambas as empresas estão situadas em Socorro.

No setor de alimentos, a Maratá iniciou a construção de seu novo moinho de trigo e derivados, sediado em São Cristóvão. Com investimento de R$ 200 milhões e contando com incentivos fiscais do PSDI, a expectativa é de que o moinho inicie as operações no primeiro semestre de 2022. No segmento de bebidas, a Ambev investiu R$ 90 milhões para a criação de uma linha de latas em Estância, com produção de 90 mil unidades/hora. A empresa prevê chegar a 12 mil empregos diretos, indiretos e induzidos gerados em todo o estado.

O ramo têxtil também abrange empresas apoiadas pelo Governo de Sergipe. A Altenburg, focada em artigos de cama e banho, investiu R$ 30 milhões para aquisição de uma área no Distrito de Socorro, inaugurada em outubro. Com projeto de expansão de dois anos, a fábrica pretende chegar a 400 empregos diretos e a produzir 600 mil peças/mês, faturando R$ 200 mil por ano. A transação contou com incentivos do Governo via PSDI. Com planos de expansão para 2022, a Colortextil é mais uma empresa têxtil incentivada pelo PSDI. Localizada em Maruim, a unidade  emprega mais de 90 funcionários, produzindo 15 toneladas/dia de tecidos.

No ramo de fertilizantes, a Unigel Agro SE vem operando desde maio em Laranjeiras, com capacidade de produção anual de 650 mil toneladas de ureia e 450 mil de amônia. 1,5 mil empregos diretos e indiretos já foram gerados. Além do suporte via PSDI, o Governo concedeu à empresa isenção do ICMS do gás natural e articulou a assinatura de um contrato entre o grupo e a Sergas, trazendo à Unigel o status de primeiro consumidor livre do estado. No mesmo segmento, a Heringer voltou a funcionar em Rosário do Catete no mês de julho, após três anos parada. A planta, que mantém mais de 40 funcionários diretos e 250 indiretos, conta com incentivos fiscais do PSDI.

“Dois mil e vinte e um foi um ano de trabalho intenso para acelerar a retomada econômica em Sergipe, no contexto de recuperação dos impactos causados pela pandemia. O empenho do Governo garantiu não só que fechássemos o ano com novos investimentos concretizados, mas também com boas notícias para 2022. Nossa expectativa é de que possamos manter o ritmo e conquistar ainda mais neste ano”, salientou o diretor-presidente da Codise, José Matos.

Texto aborda capacidade de produção da maior usina solar do estado e apresenta mapeamento das unidades em Sergipe

A análise de dados da produção de Energia Solar em Sergipe é o tema do mais novo artigo técnico publicado pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). O texto, escrito pelo gestor de Pesquisa & Desenvolvimento e Energia do SergipeTec, Marcos Felipe Sobral, aborda descreve o que é a Energia Solar e traz o panorama do assunto no Brasil e em Sergipe, a partir de dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“O artigo surgiu através de uma ideia que a Absolar já executa, que é uma análise dos dados no Brasil inteiro. Decidimos fazer isso mostrando a situação em Sergipe. Quisemos mostrar esse panorama local, apontando, por exemplo, quem são os clientes, onde eles estão localizados e a quantidade de usinas em cada município sergipano”, afirma Marcos Sobral.

Intitulado “Energia Solar em Sergipe: Uma análise dos dados do Estado”, o artigo encontra-se disponível para acesso no site do SergipeTec. No mesmo link, é possível encontrar os demais textos que integram a série, voltados a agentes públicos e interessados em temas relacionados à matriz energética brasileira e sergipana. Até o momento, cinco publicações já foram realizadas.

Confira a prévia do artigo:

  1. Energia Solar

De forma simplificada podemos definir que a Energia solar é a energia em forma de luz que é produzida pelo sol. A luz solar é uma porção da radiação eletromagnética emitida pelo Sol, em particular a luz infravermelha, visível e ultravioleta [1]. Além dos raios ultravioleta, infravermelho e do espectro de radiação visível, a luz solar é composta de um grande número de outros raios ou formas de radiação, como os raios cósmicos, os raios gama, os raios-x, e as radiações de rádio frequência [2].

Para continuar lendo, acesse o link.

Belivaldo participou de inauguração do novo equipamento de produção. Projeto contou com apoio do governo do Estado

O governador Belivaldo Chagas participou, na tarde desta segunda-feira (20), da inauguração de novo equipamento de produção da Ambev, na fábrica de Águas Claras, localizada em Estância, a 70 km da capital Aracaju. O ato de inauguração é simbólico e ocorreu sem a presença de público externo, com a presença de executivos da Ambev e representantes do governo.

Belivaldo externou a alegria em comparecer à solenidade e motivação pelo compromisso da companhia. “Esse é um sinal claro de que a empresa acredita em Sergipe e no nosso desenvolvimento. Sinto-me muito feliz e satisfeito em participar da inauguração da nova linha de produção da Ambev em Sergipe. Fui informado de que são mais de 80 caminhões por dia que saem da fábrica para abastecer todo o Nordeste. Isso é desenvolvimento, isso é emprego, e isso é muito bom para Sergipe”, comemorou o chefe do executivo estadual.

A companhia investiu R$ 90 milhões para criar uma linha de latas com capacidade de produzir 90 mil unidades por hora. Com a implantação dos investimentos, a Ambev prevê chegar a 12 mil empregos diretos, indiretos e induzidos gerados em todo o estado.

Ceo da Ambev, Jean Jereissati relembrou do anúncio de investimentos feito em dezembro de 2020. “Há exatamente um ano, anunciávamos diretamente ao governador a expansão desta fábrica. Fizemos o investimento mesmo durante a pandemia e escolhemos Sergipe porque acreditamos no potencial de crescimento da região. Temos outras fábricas no Nordeste, mas escolhemos Sergipe”, afirmou.

A iniciativa da empresa conta com o apoio do Governo de Sergipe, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), que foi fundamental para a decisão do grupo de investir no projeto. O PSDI é conduzido pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O diretor-presidente da Codise, José Matos, e o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, acompanharam o governador durante a visita.

Jereissati informou, ainda, que a unidade começará a produzir uma cerveja com base de laranja em abril do próximo ano. “O investimento não será só na fábrica, em tecnologia, mas em toda a produção, já que vamos comprar a laranja diretamente do produtor, sem intermediários ou atravessadores”, disse.

Em 22 de setembro de 2021, por meio da Lei Nº 8.895, o Governo do Estado reduziu a alíquota de ICMS para cervejas que contenham no mínimo 0,35% de suco de laranja concentrado ou integral na sua composição. A iniciativa visa o fomento à cadeia produtiva de laranja em Sergipe. A alíquota de ICMS foi reduzida de 25% para 13% sobre as operações e prestações de serviço internas envolvendo cervejas que utilizem em sua composição a laranja e sejam comercializadas em embalagem de vidro ou lata.

A Ambev

A empresa brasileira tem sede em São Paulo e está presente em 18 países. A cultura da empresa dá liberdade para o teste de novas ideias e, cada vez mais, exercita a inovação. A companhia aposta também em processos de cocriação, convidando outras empresas a se juntarem a ela em busca de um objetivo comum.

A Ambev nasceu, em 1999, da união entre as centenárias Cervejaria Brahma e Companhia Antarctica. A empresa brasileira tem sede em São Paulo e está presente em 18 países. A história da Ambev começou na década de 1880, com duas cervejarias, através da Companhia Antarctica Paulista e a Manufactura de Cerveja Brahma & Villeger & Companhia.

Hoje, são mais de 100 rótulos. Atualmente, a unidade Águas Claras produz alguns dos rótulos mais desejados pelos brasileiros, como Bohemia, Brahma Duplo Malte, Original, Skol e outras bebidas não alcoólicas, como Guaraná Antarctica, Tônica e Sukita, e tem capacidade de produção de 260 mil hectolitros apenas em latas.

Na manhã da última quinta-feira (16), representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) voltaram a se reunir com integrantes da Associação Brasileira de Química (ABQ/SE), com o intuito de discutir o potencial de implantação de indústrias químicas em Sergipe. Um primeiro encontro para debater o assunto já havia acontecido em setembro.

Desta vez, o geólogo e assessor da Codise, Johelino Nascimento, fez uma apresentação a respeito do possível aproveitamento racional dos recursos minerais de Sergipe. Ele resgatou toda a documentação existente no acervo técnico da companhia, abordando desde as primeiras descobertas das jazidas de salgema e de petróleo, que ocorreram ao longo da primeira metade do século XX.

“Sergipe reúne diversos pontos fortes em se tratando de seu potencial econômico, a exemplo das reservas de petróleo e gás em águas profundas e de materiais minerais em subsolo. São elementos que favorecem a instalação e ampliação de indústrias químicas no estado. Com a cooperação técnica da ABQ com o Governo de Sergipe, esse potencial torna-se ainda mais promissor”, salientou o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho.

Durante a reunião, o superintendente-executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, propôs a elaboração de um documento com a eventual colaboração de uma consultoria, na qual pudessem ser consolidados e atualizados todos os dados e informações já existentes. O documento teria o objetivo de disponibilizar materiais para as potenciais empresas interessadas no setor químico no Estado.

Também na oportunidade, o professor da ABQ, Haroldo Dórea, apresentou um primeiro esboço do que será o próximo Simpósio de Química do Nordeste, a ser realizado em julho de 2022 em Aracaju. “Reiteramos o interesse da Sedetec no tema e disponibilizamos nossa estrutura física para realização do evento”, pontuou José Augusto Carvalho.

Texto é o quarto da série iniciada pelo Parque Tecnológico, com autoria da pesquisadora Samia Maciel

A importância da fixação do nitrogênio no solo para a agricultura é tema de mais um dos artigos técnicos publicados pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). A série, que se destina a pesquisadores, agentes públicos e interessados em geral, aborda temas relacionados à matriz energética brasileira e sergipana. A pesquisadora do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees), Samia Maciel, é autora do novo texto, intitulado “O Nitrogênio e sua importância na fixação no solo”.

No link é possível ter acesso ao artigo completo, assim como aos demais textos que compõem a série. Até o momento, três artigos já foram publicados, abordando temas como o Atlas Eólico de Sergipe, o uso do Hidrogênio Verde e as ações do Nerees.

Confira a prévia do artigo:

O nitrogênio (N2) é um macronutriente, essencial para a vida, encontrado em diversos compostos orgânicos, como aminoácidos e ácidos nucleicos, faz parte do DNA, da água que bebemos, do ar que respiramos, bem como, responsável pelo crescimento das plantas [1, 2]. O nitrogênio gasoso está presente no ar atmosférico, apresentando um percentual na composição de 78%, sendo o gás mais abundante se comparado aos outros gases que compõem o ar, como oxigênio (21%), gás carbônico (0,03%) e gases nobres (0,91%) [3].

Apesar de sua grande disponibilidade na atmosfera, não significa dizer que se poderá utilizá-lo em sua totalidade. O nitrogênio não pode ser utilizado pela maioria dos organismos. Animais e plantas não aproveitam o nitrogênio, pois não conseguem converter o N2 em uma forma metabolizável, uma vez que não apresentam enzimas adequadas para capturar ou fixar o nitrogênio atmosférico [4]. Poucas espécies são capazes de empregá-lo dessa forma, sendo essa uma capacidade atribuída a alguns tipos de bactérias e cianobactérias [5].

O Ciclo do Nitrogênio é um ciclo biogeoquímico que garante que esse elemento circule pelos seres vivos e pelo ambiente. A capacidade de capturar o N2 é primordial para garantir que esse elemento consiga completar seu ciclo entre os componentes vivos e físico-químicos do planeta [5]. As plantas necessitam do nitrogênio em maior quantidade e sua indisponibilidade, torna-se um limitante para a produtividade das mesmas em ecossistemas naturais e agrícolas [1]. A baixa fertilidade natural dos solos aliada a deficiência hídrica de determinadas regiões são fatores que impactam negativamente na produção agrícola e em todos os aspectos relacionados ao desenvolvimento vegetal trazendo consequências nefastas para a agricultura.

Para continuar lendo, acesse o link.

Com suporte fiscal e locacional, Estado vem viabilizando chegada e implantação de novos negócios

Focado em viabilizar a implantação e expansão de empresas em Sergipe, o Governo do Estado vem contemplando diversos empreendimentos com incentivos via Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Nos últimos dois anos, 48 empresas foram beneficiadas pelo programa, entre aprovadas e implantadas. Somente entre as aprovadas em 2020 e 2021, o investimento garantido para Sergipe é da ordem de R$ 466 milhões. Os novos empreendimentos se estendem por todo o território sergipano, representando incrementos em emprego e renda para a população.

Em 2021, 18 empresas tiveram seus incentivos fiscais e locacionais aprovados no Estado via PSDI, em segmentos como fertilizantes, alimentos, cerâmica, metais e vidros, entre outros. Além de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Tobias Barreto, Canindé do São Francisco, Nossa Senhora do Socorro, Campo do Brito, Estância, Itabaiana, Boquim, Laranjeiras, Simão Dias e Rosário do Catete sediarão os novos empreendimentos. Ao todo, 1.291 empregos diretos devem ser gerados, com investimento total superior a R$ 145 milhões.

“Além dos empregos gerados de forma direta pelas empresas aprovadas e implantadas, há também os indiretos. São fornecedores, transportadores, mão de obra, serviços e toda uma cadeia que se desenvolve e expande ao redor dessas empresas, gerando um retorno ainda maior para o estado em vagas de trabalho e investimentos”, afirma o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos. A Codise é o órgão através do qual o Governo conduz o PSDI.

No ano de 2020, 12 empresas foram aprovadas no PSDI. Somados, esses empreendimentos são responsáveis por um montante de R$ 321 milhões em investimentos para Sergipe. As indústrias vinculam um total de 845 empregos diretos, que se espalham pelos municípios de Aracaju, Carmópolis, Laranjeiras, Tobias Barreto, Itaporanga D’Ajuda, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Santa Rosa de Lima. Os incentivos fiscais e locacionais compreendem ramos diversos, como o alimentício, o de fertilizantes e o de confecções.

A Lutchi Cafés foi uma das empresas contempladas pelo PSDI em 2020, que iniciou seu processo de implantação já em janeiro de 2021. Com investimento superior a R$ 1,3 milhão, a empresa especializada em moagem e torrefação de cafés especiais ergueu seu parque fabril com extensão de 1.120 m² no Distrito Industrial de Socorro, contando com incentivos fiscais e locacionais do PSDI.

“Utilizamos mão de obra local na construção e, em setembro de 2021, já começamos nossa produção, bem antes do previsto. Inicialmente, estamos distribuindo em âmbito local, em redes de supermercados da capital, e via e-commerce. Desde o início, contamos com o suporte do Governo, que nos apresentou a área de Socorro e deu todas as condições para que nos instalássemos. É um espaço em grande expansão”, afirma o sócio-administrador da Lutchi, Antônio Mendonça.

Implantações

Ao longo de 2021, nove empresas contempladas pelo PSDI foram implantadas em Sergipe. Com projetos aprovados no programa a partir de 2016, os empreendimentos foram instalados nos municípios de Nossa Senhora do Socorro e Itabaiana. As novas empresas, que receberam incentivos fiscais e locacionais, atuam nos ramos de alimentação, móveis, cosméticos e equipamentos eletroeletrônicos, entre outros. No total, 89 empregos diretos foram gerados pelas empresas, com investimento geral de R$ 10.794.480,83.

Em 2020, o número de empresas implantadas no estado com incentivos do PSDI foi de 12, com projetos aprovados a partir de 2012. No total, sete empresas se instalaram em Socorro, quatro em Tobias Barreto e uma em Propriá. Foram gerados 263 empregos diretos a partir das novas implantações, nos setores de comércio atacadista, confecção, estruturas metálicas, embalagens e limpeza, entre outros. O investimento total, em 2020, foi de R$ 29.048.089,00.

A Codise, entidade gestora do PSDI, é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). Para o secretário da Sedetec, José Augusto Carvalho, o programa tem importância estratégica no momento de retomada econômica e no contexto do programa Avança Sergipe.

“Através do PSDI, o Governo vem garantindo subsídios para fortalecer o setor industrial, criando condições reais para a recuperação e o fomento à economia. Os resultados deste trabalho podem ser vistos no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Sergipe, entre outros indicadores que apontam o potencial de projeção do estado nesta fase”, finaliza.

O desenvolvimento de ações em Ciência, Tecnologia e Inovação na área de energias renováveis no estado é o foco do mais novo artigo técnico publicado pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). O texto apresenta a infraestrutura do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (Nerees), com destaque para o suporte em pesquisas sobre biomassa e energias solar e eólica. O artigo dá continuidade à série iniciada pelo Parque, com o propósito de estimular o debate entre pesquisadores e agentes públicos e privados ligados ao setor de energias.

A publicação é assinada pelo gestor de Energia do SergipeTec e coordenador do Nerees, Marcos Sobral, e pela pesquisadora do Núcleo, Samia Maciel. O artigo completo pode ser conferido no site do SergipeTec, por meio do link https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. No mesmo local, é possível visualizar também os dois textos lançados anteriormente, que abordam o projeto do Atlas Eólico de Sergipe e os estudos sobre o uso do hidrogênio verde.

Confira a prévia do artigo:

  1. INTRODUÇÃO – Projeto Estruturante II

A Agência Internacional de Energia observa que o desenvolvimento e implantação de tecnologias de eletricidade renovável devem continuar a ser considerados em níveis recordes, mas políticas governamentais e apoio financeiro são necessários para incentivar implantações ainda maiores de eletricidade limpa (e infraestrutura de apoio) para fornecer ao mundo uma chance de atingir seus objetivos climáticos líquidos zero [1].

Com esse objetivo, em 2007 a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) que é uma Agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado, lançou o CONVITE AOS ESTADOS – MCT/FINEP/Ação Transversal – PROJETOS ESTRUTURANTES DE C,T&I – 12/2007, com o objetivo de selecionar propostas para apoio financeiro à execução de projetos de pesquisa básica e aplicada e de desenvolvimento tecnológico, de natureza multidisciplinar, que tinham caráter estruturante para o Sistema de C,T&I (Ciência, Tecnologia & Inovação) no Estado de Sergipe e que estivessem em consonância com o planejamento estratégico de C,T&I de cada Estado do país.

A partir deste convite, o Estado de Sergipe apresentou proposta para implementação de projetos estruturantes nos sistemas estaduais de C,T&I [2]. O Estado foi aprovado na seleção e formalizou o Convênio nº 01.08.0498.00, nomeando de Projeto Estruturante de C,T&I do Estado de Sergipe – CTISE 2008, com aporte de recursos da FINEP e do Governo do Estado.

Para continuar lendo, acesse o link.

Plano de expansão da Swat inclui diversificação da cartela de produtos, com entrada de painéis solares

O Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro passa a contar com uma nova indústria focada em produção e consumo sustentável. Trata-se da Swat, empresa estrangeira produtora de canudos biodegradáveis. Recém-inaugurada, a unidade prevê a fabricação de 2 milhões de canudos mensais, com perspectivas de diversificação da cartela de produtos em um plano de expansão. A fábrica conta com o suporte do Governo de Sergipe, com a concessão de incentivos fiscais.

A fábrica é fruto de um investimento de R$ 2 milhões, com 2,5 mil m² e 1,5 mil m² de área construída. Atualmente em fase de produção de estoque, a empresa deve iniciar suas vendas em novembro. Além de abastecer o mercado sergipano, os produtos devem ser distribuídos também para o mercado internacional. Até o final de 2022, a empresa deve ampliar sua atuação com o fornecimento de painéis solares. Para tanto, o projeto de expansão inclui a compra de novo maquinário e a contratação de mão de obra.

“Somos uma empresa estrangeira e queremos ajudar na educação da população. Estamos contando com o suporte do Governo, que está nos acompanhando e apoiando, principalmente em relação a impostos. Nossa pretensão é crescer e colaborar com a cidade de Socorro e com o estado”, afirma o empresário Cristian Guerrero.

“É uma empresa que chega a Sergipe com uma visão muito interessante e nova, e que se instala em uma área estratégica, que é o Distrito Industrial de Socorro. É um local que oferece grande possibilidade de escoamento, por se posicionar perto de rodovias, e que torna possível a projeção dessa empresa. O Governo de Sergipe não poderia deixar de apoiar e oferecer todas as condições possíveis para que essa nova indústria se estabeleça e fortaleça, trazendo emprego e renda para o estado”, salienta José Matos, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), entidade vinculada à Secretaria de Estado Do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).