Empresa láctea prevê expandir produção, gerar empregos e consolidar Glória como polo de distribuição da Piracanjuba no Nordeste

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), recebeu diretores do Grupo Piracanjuba para tratar dos investimentos que serão realizados na unidade fabril do município de Nossa Senhora da Glória. A empresa adquiriu a fábrica da Natulact, visando implantar a primeira unidade da Piracanjuba no Nordeste, com perspectiva de ser um polo de distribuição regional.

Com a operação assumida em julho, a expectativa é que até o final de 2025 toda a produção já seja comercializada com a marca Piracanjuba. O grupo projeta um investimento de mais de R$ 120 milhões em reestruturação e ampliação da infraestrutura entre 2026 e 2028, com a meta de dobrar a produção atual de aproximadamente 200 mil litros por dia de leite. A perspectiva é também aumentar o quadro de funcionários, passando de cerca de 240 atuais para até 330 colaboradores nos próximos anos.

Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a chegada da Piracanjuba reforça a estratégia de descentralização do desenvolvimento: “Nossa Senhora da Glória está localizada no coração da Bacia Leiteira sergipana, uma região com forte vocação para o setor. A chegada de uma indústria nacional desse porte confirma o potencial do nosso Alto Sertão e mostra que estamos conseguindo levar investimentos para os mais diversos municípios sergipanos”.

“Sergipe é um estado estratégico para o Grupo Piracanjuba. A recepção que o Governo do Estado tem nos dado é ímpar, estamos impressionados com a forma como fomos recebidos. Nós estudamos muito a Região Nordeste e as possibilidades de competitividade antes de vir para cá, e temos a certeza que a escolha foi correta”, afirmou o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Piracanjuba, Marcelo Costa Martins.

Desenvolvimento

O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, ressaltou a importância do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) para atrair o grupo. “O PSDI é hoje um dos programas mais atrativos do Brasil para a instalação de novas indústrias. A Piracanjuba reconheceu esse diferencial e agora Sergipe passa a contar com uma das maiores empresas do setor lácteo no país, o que fortalece ainda mais o ambiente de negócios do estado”, destacou.

Marcelo Martins reforçou a relevância dos incentivos do Estado para a competitividade da unidade. “Os incentivos que o Estado vem fazendo, como o PSDI, o Crédito Presumido [benefício fiscal das secretarias de Estado da Fazenda e da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, especialmente para setores, como o do leite] e alguns outros incentivos, fazem a diferença e muitas vezes é o fiel da balança para a instalação de uma indústria no estado”, frisou.

Piracanjuba

A Piracanjuba tem sede administrativa em Goiânia e sete unidades fabris em Bela Vista de Goiás (GO), Governador Valadares (MG), Maravilha (SC), Sulina (PR), Araraquara (SP), Três Rios (RJ) e Carazinho (RS). A empresa também mantém 16 postos de resfriamento de leite em diversos estados, fazendas de eucalipto e programas de educação continuada.

Em 2025, a empresa completa 70 anos e se consolida como a segunda maior produtora de leite do Brasil, com capacidade de produção de mais de 6 milhões de litros/dia. A Piracanjuba reúne mais de 7 mil fornecedores de leite, conta com mais de 200 representantes comerciais e ocupa posições de liderança em diversos segmentos.

Arrecadação de janeiro a agosto já se aproxima do total de 2024 e evidencia o impacto dos incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial na economia sergipana

O Governo de Sergipe arrecadou mais de R$ 190 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) provenientes de empreendimentos industriais que recebem incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). A iniciativa é gerida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e pela sua vinculada, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise).

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), o valor corresponde ao período de janeiro a agosto de 2025 e já se aproxima do total arrecadado em todo o ano de 2024, quando as empresas incentivadas recolheram cerca de R$ 206 milhões em ICMS. Já em 2023, o valor arrecadado foi de R$ 201 milhões.

“A previsão é superar o ano passado. A atração de indústrias para Sergipe através do PSDI tem foco na descentralização do desenvolvimento, gerando emprego e renda em diversos municípios do estado. Os impostos arrecadados retornam à sociedade em serviços e infraestruturas que fortalecem e movimentam o setor industrial”, disse o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.

A arrecadação já leva em conta o diferimento aplicado pelo PSDI, que concede incentivo fiscal com desconto de 92% a 93,8% do ICMS devido para empreendimentos industriais. No entanto, ela não inclui outros tributos. Considerando a tributação sobre consumo, que incide sobre os produtos produzidos e sobre a renda gerada pelos empregos, o valor total de recolhimento fiscal seria ainda maior.

A postura acessível do governador Fábio Mitidieri é apontada como um dos atrativos para a instalação de empresas em Sergipe, junto aos incentivos e à infraestrutura. “Quando você é estimulado por governantes que querem fazer a diferença, a gente acredita que está fazendo tudo certo. A receptividade calorosa e profissional do governador, da Codise e da Sedetec foi decisiva para escolher Sergipe”, afirmou o diretor comercial da Di Valentini, José Osterno Filho, durante a inauguração da calçadista catarinense em Nossa Senhora Aparecida, em julho deste ano.

PSDI

Atualmente, 328 empresas são beneficiadas pelo PSDI – entre duas modalidades de incentivo – gerando aproximadamente 32 mil empregos em todo o estado. Além do incentivo fiscal com desconto no ICMS, o PSDI também disponibiliza o incentivo locacional, por meio de permissão remunerada de uso ou venda subsidiada de áreas e galpões, estimulando a implantação de novas fábricas.

“A Codise gerencia áreas em Núcleos e Distritos Industriais em diversos municípios sergipanos. A infraestrutura disponibilizada pela Codise não apenas facilita o processo de instalação das indústrias, mas também promove desenvolvimento econômico regional, ampliando oportunidades de trabalho e qualidade de vida para a população”, explicou o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.

A concessão dos incentivos do PSDI é condicionada à aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), vinculado à Sedetec. Após aprovação, as empresas têm até 12 meses para iniciar as operações, com possibilidade de prorrogação ou revogação.

De janeiro de 2023 a agosto de 2025, o CDI aprovou incentivos para 92 empreendimentos industriais de diferentes segmentos, como vestuário, mobiliário, calçados, alimentos, agroindústria, metalurgia, têxtil, bebidas, entre outros. Juntas, essas empresas preveem investimentos superiores a R$ 1,3 bilhão, com perspectiva de geração de 3.659 novos empregos.

Di Valentini chega a Sergipe com investimento de mais de R$ 4,2 milhões, gerando 154 empregos diretos, e também abrirá fábrica em Carira

O Governo de Sergipe inaugurou, nesta terça-feira, 19, mais um importante empreendimento para o desenvolvimento do comércio no estado: trata-se da unidade da calçadista Di Valentini, no município de Nossa Senhora Aparecida. A marca, especializada na produção de calçados femininos, chega a Sergipe com um investimento de mais de R$ 4,2 milhões, gerando 154 empregos diretos de forma inicial, e com previsão de gerar mais 40, reforçando o cenário positivo para a atração de empresas a Sergipe.

A solenidade de inauguração contou com a presença do governador Fábio Mitidieri, que exaltou a importância da chegada da empresa. O chefe do Executivo estadual esteve pessoalmente em Santa Catarina, sede da Di Valentini, no início dos trabalhos de prospecção, e participou de todo o processo.

Durante o evento, o governador destacou a importância do momento. “Hoje é um dia muito feliz aqui no agreste, recebendo a Di Valentini, em Aparecida. Eles tiveram convites de vários estados, mas encontraram aqui um ambiente de negócios muito favorável. Sabemos da importância de uma indústria quando chega a uma cidade. Sempre digo que quem quiser investir em Sergipe tem que ser recebido pelo governador e, no caso da Di Valentini, fomos mais longe: eu fui até Santa Catarina e pedi que viessem conhecer as oportunidades que Sergipe traz. Espero que, inspiradas por esse exemplo, outras venham para ficar”, pontuou.

Fábio também ressaltou que a chegada da empresa a Aparecida faz parte do excelente cenário econômico vivido por Sergipe. “Os números falam por si só. Quando você pega os dados que acabaram de sair do Caged, eles mostram. Saímos de um estado que viveu 12% de taxa de desemprego ao final de 2022, para, hoje, chegarmos a 8%, a menor taxa da nossa história. E eu quero continuar avançando nisso”, frisou.

A calçadista Di Valentini é sediada em Santa Catarina, e atua há quase 15 anos no mercado de calçados femininos. A unidade em Nossa Senhora Aparecida ocupará uma área de mais de 10 mil metros quadrados (m²), em um galpão da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) com permissão remunerada de uso, e capacidade para produzir 6 mil pares de calçados por dia. Inicialmente, ela gera 154 empregos diretos, podendo gerar mais 40 no futuro.

A captação da empresa se deu através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Codise, via Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Tal processo teve início em 2023, com a assinatura de um protocolo de intenções. No ano seguinte, ela foi contemplada com incentivos do PSDI.

O diretor comercial da Di Valentini, José Osterno Filho, comentou sobre as propostas recebidas e o momento econômico que atrai empresários a Sergipe. “Onde existe o trabalho, existe o progresso, e quando você é estimulado por governantes que querem fazer a diferença, incentivando a trazer indústrias de maneira correta, a gente acredita que está fazendo tudo certo. Recebemos três propostas para instalar a fábrica em outros estados, além de Santa Catarina, e eu, por respeito, visitei todos, mas, depois disso, tive uma recepção calorosa e muito profissional do governador Fábio, da Codise e da Sedetec. Temos que fazer a nossa parte e abraçar essa oportunidade”, salientou.

Desenvolvimento industrial

O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial é uma das políticas que viabiliza a implantação e expansão de fábricas em Sergipe. Iniciativa conduzida pela Codise, o PSDI oferta incentivos nas modalidades fiscal, locacional e de infraestrutura, e as empresas incentivadas passam pela aprovação do Conselho de Desenvolvimento Industrial, vinculado à Sedetec.

O secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, detalhou o trabalho do PSDI na construção deste processo. “O PSDI é um instrumento de atração e mostra ao empresário as condições para que ele, quando vier implantar sua fábrica, possa desfrutar. Você dá apoio locacional e uma redução no ICMS, pagando 6,8% do imposto. Quando o empresário vê um estado saneado, um governo trabalhando em prol do emprego e da renda, um programa de incentivo fiscal e locacional muito grande, e mão de obra farta, ele não hesita e vem”, considerou.

A política de atração de empresas e geração de empregos foi classificada como ‘arrojada’ pelo presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “Depois de muitas reuniões desde 2023, essa política arrojada do governador em receber os empresários, buscar saber o que o empresário precisa para se instalar, está tendo frutos com a inauguração da Di Valentini. Já estamos com 154 postos de trabalho e perspectivas futuras muito boas. O estado tem mão de obra qualificada, um governador que recebe a todos, uma política pública voltada à geração de emprego e renda”, apontou.

Com tudo isso, Sergipe se mostra como terreno fértil para o desenvolvimento de diversas vocações industriais, como a indústria calçadista, que vem se destacando. As implantações no interior do estado descentralizam o desenvolvimento econômico, e geram emprego, renda e oportunidades em diversas regiões.

A prefeita de Nossa Senhora Aparecida, Jeane da Farmácia, destacou positivamente a chegada da fábrica, trazendo investimentos, empregos e mão de obra à cidade. “Isso é muito importante. Já tivemos outra fábrica, que chegou a ter mais de 500 funcionários, e quando ela fechou, nosso município passou por muitas dificuldades, mas, agora, temos uma empresa de volta. A importância de ter uma fábrica desse tamanho é enorme para o município”, mensurou.

Momento econômico positivo

A chegada da Di Valentini a Sergipe reforça o excelente momento econômico vivido pelo estado, que se reflete em números positivos de geração de emprego e renda. Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados em agosto, confirmam que a taxa de desemprego em Sergipe caiu para 8,1%, a menor de sua história. Atualmente, são cerca de 948 mil sergipanos ocupados, com o maior estoque de empregos formais da história: mais de 348 mil trabalhadores de carteira assinada. A informalidade também segue em queda, de 51% para 49,1% no período.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelou que junho de 2025 registrou o maior estoque de empregos da série histórica, com o equivalente a 348.849 postos de trabalho. Um crescimento de 30,2% em relação ao mesmo período do ano passado, representando o melhor mês de Junho do Novo CAGED (2020 a 2025).

Com saldo de 6.199 novos empregos com carteira assinada alcançado no primeiro semestre de 2025, Sergipe registrou um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo o sexto estado no ranking nacional de crescimento do saldo semestral, e entre os 11 estados que tiveram alta.

A cooptação de mão de obra local e qualificada muda diretamente a realidade de centenas de famílias. É o caso da funcionária Rafaela Sena que estava desempregada e voltou ao trabalho por meio deste empreendimento. “Eu precisava muito, estava desempregada e tenho quatro filhos. Foi muito gratificante ter essa oportunidade, não só para mim, mas para várias outras pessoas. E estar trabalhando na cidade onde moro é melhor ainda. Passei muito sofrimento antes, mas agora estou muito feliz”, exaltou.

Quem também iniciou os trabalhos na unidade da Di Valentini em Aparecida foi a costureira Jamile Santos. “Havia vagas no cargo de costureira, mandei meu currículo online e, imediatamente, o RH me contatou. É muito gratificante estar aqui, chegar em uma loja da cidade e saber que aquele produto ali é fruto do meu trabalho”, relatou.

Expansão e visitas em Carira

Além da unidade em Nossa Senhora Aparecida, o governador visitou o galpão em Carira para anúncio de expansão com uma nova unidade, em fase de implantação. O investimento público na reforma é de R$ 890 mil, com recursos do tesouro estadual, em uma área de 3,8 mil m².

As instalações que, anteriormente, abrigavam o antigo galpão da indústria calçadista Azaleia foram reformadas pela Codise, em uma parceria com a Prefeitura de Carira. A expectativa é gerar 90 empregos diretos na primeira etapa, podendo criar até 400 postos de trabalho na região.

“Em Carira, a Di Valentini vai ampliar o seu investimento no estado, também montando uma unidade. Havia uma cobrança muito grande para reindustrializar o estado, principalmente parar gerar emprego no interior. Temos conseguido, com isso, trazer essas indústrias. As cidades se beneficiam, e vamos criando um excelente ambiente de negócio”, pontuou Fábio Mitidieri.

O prefeito de Carira, Diogo Machado, esteve presente na visita e destacou o trabalho que o Governo do Estado tem feito em prol do município. “Fábio está tendo um olhar diferenciado para Carira, com muitas obras de infraestrutura. Essa fábrica fecha com chave de ouro tudo isso. Tínhamos uma fábrica que fechou, há alguns anos,  e, de lá pra cá, era o sonho do povo carirense voltar a ter uma indústria para gerar mais emprego e renda. A fábrica vem como presente, e o povo de Carira só tem a agradecer”, afirmou.

 

 

Projeto está sendo conduzido via Sedetec e Codise e prevê a geração de até 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos no pico de operações

Nesta sexta-feira, 15, uma comitiva do Governo de Sergipe realizou visita técnica ao Estaleiro São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A agenda, que dá continuidade à missão sergipana no estado, teve o intuito de conhecer as instalações da SG Indústria e Comércio Naval. A empresa vem conduzindo a reativação do Estaleiro Sergipe, em Santo Amaro das Brotas, município do leste sergipano, com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise).

A SG vem atuando na recuperação do antigo estaleiro Porto das Redes, em projeto cujo investimento chega a R$ 150 milhões. A iniciativa prevê a criação inicial de 1.000 empregos diretos, podendo chegar a até 20 mil postos diretos e indiretos. A revitalização do espaço servirá à produção de embarcações, peças e reparos, com potencial para atender o descomissionamento de plataformas e o projeto Sergipe Águas Profundas.

Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a missão é de suma importância para o desenvolvimento econômico sergipano. “Estamos em um momento crucial para o setor naval e industrial em Sergipe. Conhecer de perto as operações e a estrutura do Estaleiro São Gonçalo é fundamental para que possamos absorver conhecimentos e fortalecer a revitalização do nosso estaleiro, que tem um enorme potencial de gerar empregos e atrair investimentos para nossa região”, afirmou.

Presidente da Codise, Ronaldo Guimarães ressaltou o papel do órgão nesse processo. “A Companhia atua como um catalisador para o desenvolvimento industrial em Sergipe. A visita ao Estaleiro São Gonçalo nos permite ver de perto o que a SG já está fazendo e o que de bom poderá ser levado a Sergipe. Queremos estabelecer parcerias técnicas e comerciais, além de identificar oportunidades para impulsionar o setor naval no estado”, ressaltou.

O senador por Sergipe Laércio Oliveira, que também integrou a comitiva, enfatizou o potencial do estado para receber novos investimentos. “O que nós estamos projetando para Sergipe é uma realidade. E essa realidade existe já aqui, em São Gonçalo, e vai chegar a Sergipe. Estamos muito satisfeitos com o trabalho que está sendo feito aqui”, frisou.

Para a representante da SG, Cláudia Santana, a parceria do Governo do Estado é um diferencial no projeto. “Queremos agradecer por terem aceitado nosso convite para conhecer nossa base em São Gonçalo. O sonho vai se tornar realidade. Vamos colocar nosso projeto em prática”, enfatizou.

O prefeito de Santo Amaro das Brotas, Paulo César, sublinhou os impactos positivos da iniciativa. “Esse projeto vai gerar emprego e renda não só para os filhos de Santo Amaro, mas para todos os sergipanos. E vamos ter parceria com grandes grupos, em nível nacional e internacional”, avaliou.

Missão

Para viabilizar o projeto de revitalização do estaleiro, a comitiva sergipana esteve no Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) na última quinta-feira, 14. Na ocasião, o governador Fábio Mitidieri e equipe técnica se reuniram com o coordenador-geral do INPH, Domenico Accetta, para debater ações em benefício da infraestrutura industrial e do transporte aquaviário do estado, a exemplo da dragagem da foz do Rio Sergipe. A obra é considerada fundamental para a reativação do espaço.

Em seguida, a comitiva esteve na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em encontro com o presidente Carlos Ivan Simonsen Leal. A reunião reforçou a parceria do Governo de Sergipe com a instituição em projetos estratégicos já em andamento, como a Agenda de Transição Energética, a ampliação do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) e o aproveitamento da mão de obra local no descomissionamento de plataformas.

 

Unidade da Di Valentini foi prospectada pela Sedetec e Codise, gerando 154 empregos e com previsão para expansão em Carira

Na próxima terça-feira, 19, o Governo de Sergipe realizará a inauguração da indústria calçadista Di Valentini, no município de Nossa Senhora Aparecida, no agreste central. Após o evento, a comitiva seguirá para o município de Carira, onde visitará o galpão que deverá receber a segunda unidade da empresa no estado.

Ao lado do governador Fábio Mitidieri, estarão presentes o titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Sedetec), Valmor Barbosa, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães. As pastas foram responsáveis pela articulação e vinda da empresa catarinense para o estado.

Atraída por incentivos do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a unidade da Di Valentini em Nossa Senhora Aparecida já está em funcionamento, gerando 154 empregos diretos e com expectativa de contratar mais 40 profissionais nos próximos meses. A fábrica tem capacidade de produção de seis mil pares de calçados por dia.

“Essa conquista é fruto de um trabalho iniciado em 2023, com diálogo constante e ações concretas para viabilizar a chegada da Di Valentini. Trata-se de uma marca consolidada no mercado calçadista nacional e internacional, que agora contribui para a geração de empregos e renda, fortalecendo a economia sergipana e valorizando a mão de obra local”, destacou Valmor Barbosa.

Ronaldo Guimarães ressaltou o papel estratégico do PSDI na política industrial do estado. “O programa tem sido fundamental para atrair e ampliar indústrias em Sergipe. Nossa política de desenvolvimento industrial é pautada pela descentralização, levando oportunidades para diversos municípios e garantindo que o emprego e a renda cheguem a diferentes regiões do estado”, afirmou.

Histórico

As tratativas para instalação da Di Valentini em Sergipe tiveram início em 2023, com a assinatura do Protocolo de Intenções entre a indústria e o Governo do Estado. Em março do mesmo ano, em Santa Catarina, durante reunião com o governador Fábio Mitidieri e gestores estaduais, o proprietário da Di Valentini Calçados, José Osterno Filho, revelou o que motivou a escolha por Sergipe.

“Escolhemos Sergipe pela hospitalidade, por sermos muito bem recebidos no estado e, também, por percebermos a qualidade da mão de obra e o conhecimento das pessoas no segmento calçadista. Acredito que seremos muito bem-sucedidos”, afirmou.

Em outubro de 2024, a empresa foi contemplada com incentivos fiscal e locacional do PSDI, na modalidade de permissão remunerada para uso de um galpão da Codise em Nossa Senhora Aparecida, com mais de 10 mil metros quadrados. A Di Valentini investiu mais de R$ 4,2 milhões na implantação da fábrica.

O empresário também anunciou uma iniciativa para reforçar o quadro de colaboradores: a contratação de um ônibus para transportar diariamente 40 costureiras de Frei Paulo até a fábrica em Nossa Senhora Aparecida. Essas profissionais atuavam anteriormente na unidade calçadista do Grupo Dok, que está em processo de recuperação judicial.

Expansão para Carira

A empresa já prevê expandir suas operações com uma nova unidade em Carira, também no agreste central. As instalações foram reformadas pelo Governo do Estado, por meio da Sedetec e da Codise, com investimento de R$ 890 mil do tesouro estadual. Na primeira etapa de funcionamento, a unidade deverá empregar 90 trabalhadores na região.

Com área de aproximadamente 3,8 mil metros quadrados, o galpão passou por reformas estruturais, incluindo recepção, guaritas, sanitários, setor médico, estacionamento coberto, esquadrias, estruturas metálicas e pintura. A obra foi executada pela Sollo Empreendimentos, vencedora da licitação.

O espaço já abrigou a indústria calçadista Azaleia no passado e, após a reforma, está pronto para voltar a receber atividades industriais. Esta ação reforça a tradição da comunidade local no setor calçadista.

Di Valentini

Com sede no polo calçadista de São João Batista, em Santa Catarina, a Di Valentini é reconhecida por sua inovação e investimento em criação e desenvolvimento. Há quase 15 anos no mercado, a empresa é focada na produção de calçados femininos.

São Cristóvão Temper prevê investir R$ 30 milhões e gerar 300 empregos, atraída pela oferta de incentivos do PSDI

O Governo de Sergipe, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), está em tratativas para atrair a indústria mineira de vidros São Cristóvão Temper para o estado. A negociação, iniciada em julho, em Aracaju, avançou com a visita de gestores da Codise à sede da empresa, em Betim, município de Minas Gerais. A expectativa é que a unidade seja instalada em Aracaju, com investimento estimado em R$ 30 milhões e geração de cerca de 300 empregos diretos.

A proposta de atração da empresa tem como um dos pilares a oferta de incentivos estaduais para a implantação de fábricas, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). A iniciativa é gerida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e operacionalizada pela Codise.

PSDI

“O Governo de Sergipe tem trabalhado para criar um ambiente cada vez mais favorável à instalação de novas indústrias. Com infraestrutura, incentivos competitivos e apoio direto aos empreendedores, estamos fortalecendo a economia e gerando oportunidades para a população em diversas regiões do estado”, reforçou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.

O PSDI é um dos programas de incentivo industriais mais atrativos do Brasil, ressaltou o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “O PSDI oferece condições diferenciadas que reduzem custos e facilitam a instalação de novas indústrias, como a São Cristóvão Temper, que pode contribuir de forma significativa para a geração de empregos e para o fortalecimento da nossa cadeia produtiva”, afirmou.

Em Minas Gerais, o diretor de Novos Negócios da Codise, Gibran Ramos, destacou que a empresa dará entrada no pedido de incentivo fiscal do PSDI. “A atuação da Codise vai além das fronteiras de Sergipe. Estamos presentes em diferentes estados, prospectando oportunidades e apresentando as vantagens competitivas do nosso estado. A visita à São Cristóvão Temper é parte desse trabalho constante, encabeçado pelo governador Fábio Mitidieri”, explicou.

Diferenciais de Sergipe

O empresário e diretor-presidente da São Cristóvão Temper, Fernando Silva, afirmou que Sergipe apresenta um diferencial de localização frente ao mercado regional. “O interesse do grupo São Cristóvão em vir para Aracaju é estratégico, não só pelo desenvolvimento que a capital sergipana está tendo, mas também pela possibilidade de fazer um trabalho junto aos estados vizinhos”.

A articulação direta com gestores públicos também foi destacada como um atrativo. “Na maioria dos estados, as negociações acontecem com terceiros. Aqui, temos contato direto com diretores, presidentes, secretários e prefeitos, e isso é muito importante para a eficiência das negociações”, completou Fernando.

Como a perspectiva é se instalar na capital, a articulação também contou com a parceria da Prefeitura Municipal de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde). “Buscamos atrair cada vez mais empresas e, em parceria com a Codise, Aracaju vai evoluir muito”, enfatizou o secretário da Semde, Dilermando Júnior.

São Cristóvão Temper

A São Cristóvão Temper atua na transformação, comercialização e distribuição de vidros. A empresa atende vidraçarias, construtoras, arquitetos, engenheiros, marceneiros e decoradores.

Projeto prevê investimentos superiores a R$ 80 milhões e potencial de gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos

Com investimentos superiores a R$80 milhões e potencial de gerar até 20 mil empregos diretos e indiretos, a reativação do estaleiro Porto das Redes, no município de Santo Amaro das Brotas, promete transformar a dinâmica econômica da região e resgatar o protagonismo histórico da estrutura portuária. O projeto é fruto de articulação entre o Governo de Sergipe, a empresa SG Reparos Navais e a Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise). Nesta segunda-feira, 4, o governador Fábio Mitidieri reuniu-se com representantes da SG Reparos Navais e autoridades locais para discutir os próximos passos da implantação.

Para Mitidieri, esse projeto mostra a confiança no estado de Sergipe. “Isso vai gerar emprego, oportunidade para os sergipanos, e marca a retomada da indústria para cá, que é um ponto fundamental da nossa gestão. Estamos mostrando que Sergipe está no caminho certo”, afirmou o governador.

Reativação

A reativação do estaleiro atende às crescentes demandas do setor naval e se alinha ao programa de descomissionamento da Petrobras. A estrutura contará com um terminal alfandegado e um cais de mais de 200 metros, capaz de operar até dez embarcações simultaneamente. Além disso, será construído um dique seco, áreas para fabricação de embarcações e um terminal de abastecimento — o primeiro em Sergipe.

Para a diretora-geral da SG Reparos Navais, Vânia Lemos, a concretização do projeto representa uma conquista aguardada há mais de uma década. “Tentamos adquirir essa área por três vezes. Há dois anos, quando retomamos o contato com Luis [Herman Mancilla Gall], conseguimos avançar. Hoje, temos o contrato assinado e obras em andamento. A previsão é de até 20 mil empregos diretos e indiretos. Vai ser uma revolução para Sergipe, não só na área naval, mas, também, para os fornecedores que precisam se instalar ao nosso redor para manter o estaleiro funcionando”, ressaltou.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, destacou o simbolismo do projeto. “É um sonho que está virando realidade. O estaleiro Araújo fez história em Sergipe e o antigo Porto das Redes volta a ter protagonismo. O município de Santo Amaro nasceu ali, naquela área portuária. E, com a chegada da SG, passamos a ter uma estrutura própria para manutenção e descomissionamento de plataformas, o que antes só era feito no Sudeste. Isso vai dinamizar nossa economia de forma inédita”, declarou.

O prefeito de Santo Amaro das Brotas, Paulo César, celebrou a conquista e o apoio do Governo do Estado. “Hoje, Santo Amaro vive um sonho que se tornou realidade. O estaleiro vai gerar emprego e renda não só para a nossa cidade, mas para toda a região. Temos filhos de Santo Amaro espalhados pelo país, trabalhando em Macaé, por exemplo, e, agora, podemos trazê-los de volta. O município também já iniciou um processo de desapropriação de áreas para receber galpões e empresas fornecedoras que irão compor esse polo industrial”, pontuou.

A articulação começou ainda em 2007, com o ex-prefeito de Santo Amaro, Luis Herman Mancilla Gall, o ‘Chileno’, que buscava atrair investidores para o espaço. “A luta foi grande. Sergipe tem tudo para se tornar uma referência como Singapura, que tem mais de 300 estaleiros. A indústria naval é essencial para o desenvolvimento, e agora estamos dando o primeiro passo para uma nova era”, afirmou Luis.

O comandante da Capitania dos Portos de Sergipe, capitão de Fragata Luiz Felipe Lima Santos, também participou da reunião e destacou os impactos positivos do projeto para a segurança da navegação e a logística naval do estado. “Se eu puder resumir o estaleiro em uma palavra, eu diria que é um sonho. Um ativo estratégico com impactos diretos na economia, geração de empregos, fortalecimento da indústria naval e da logística. Para nós, da Marinha, é um avanço significativo: quanto mais próximo o local de vistoria e manutenção das embarcações, mais condições teremos de garantir segurança à navegação. E tudo isso precisa caminhar com sustentabilidade, que é o foco dos nossos tempos”, frisou.

Empregos e desenvolvimento

A previsão é que as primeiras operações do estaleiro comecem em 2026, com a fabricação de balsas destinadas a uma empresa de mineração do Sul do país. O investimento total será realizado ao longo de três anos.

Presente à reunião, o senador Laercio Oliveira elogiou a iniciativa. “É emocionante ver a história renascer. Estive lá pessoalmente e senti a energia do lugar. Esse projeto insere Sergipe em um novo patamar. O que o governador Fábio Mitidieri tem feito por nosso estado é uma verdadeira revolução, principalmente na área de petróleo e gás. E o setor privado está sendo muito bem acolhido aqui. Quando é bom para o investidor e para o povo, é bom para o estado”, considerou.

Além do apoio técnico e institucional, o Governo de Sergipe articula, por meio da Codise, a concessão de incentivos fiscais e locacionais pelo Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), com o objetivo de transformar a região em um polo produtivo de referência no setor naval.

 

 

Especializada em roupas de cama e banho, Altenburg planeja expandir a fábrica e criar um Centro de Distribuição para a Região Nordeste, com previsão de dobrar empregos já gerados pela empresa

Gestores do Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), se reuniram com o representante da empresa têxtil Altenburg, Thiago Altenburg, em São Paulo. O encontro teve o propósito de prospectar um plano de expansão da indústria no estado.

Para o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa, a reunião foi proveitosa e reforçou o compromisso entre o Governo de Sergipe e a iniciativa privada para fortalecer o desenvolvimento econômico do estado. “O projeto será formalizado e, em breve, teremos uma agenda para mostrar o cronograma de execução ao governador Fábio Mitidieri. A atração de novos investimentos vem promover geração de empregos e mais oportunidades para o povo sergipano”, pontuou.

O projeto envolve aumento da área da unidade da Altenburg, localizada no Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro, e a criação de um Centro de Distribuição para a Região Nordeste, visando atender à crescente demanda de mercado. Com a expansão, a empresa prevê dobrar o número de funcionários, que atualmente soma cerca de 200 postos de trabalho.

O Governo de Sergipe apoia a expansão através da reserva de uma área industrial de cerca de 28 mil metros quadrados, localizada ao lado da fábrica já existente. A área é ofertada pelo Estado por meio do incentivo locacional do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), responsável pela atração da empresa desde a sua primeira unidade em Sergipe, implantada em 2010.

Os incentivos do PSDI são atrativos fundamentais para a chegada e expansão de indústrias no estado, segundo ressalta o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “O PSDI é um dos programas de incentivo industrial mais atrativos do Brasil, estimulando empresas locais, nacionais e internacionais a investirem em Sergipe. Um grande exemplo é a catarinense Altenburg, referência do mercado têxtil, sendo a maior fabricante de travesseiros do Brasil e da América Latina, presente há 15 anos no mercado sergipano e com mais de 100 anos de história”, ressaltou.

O empresário Thiago Altenburg destacou que o Governo tem papel fundamental. “Sempre houve uma atenção muito grande com a Altenburg, estamos muito satisfeitos com a planta que temos hoje em Nossa Senhora do Socorro. Somos muito gratos por tudo o que fizeram para que nossa indústria pudesse entrar em funcionamento”, resumiu.

Altenburg

Atualmente, a fábrica da Altenburg em Sergipe produz, mensalmente, uma média de 500 mil peças, entre artigos como edredons, colchas, roupas de cama, protetores, travesseiros e toalhas. A distribuição é voltada a diversos estados, com foco no Norte e Nordeste.

A unidade já passou por ampliação em 2021, quando expandiu de 7,5 mil metros quadrados para 18 mil metros quadrados de área construída, em um investimento de R$ 30 milhões. Além do incentivo fiscal estadual por meio do PSDI, a fábrica conta também com incentivos de âmbito federal por intermédio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Último dia de programação foi encerrado com destaque à retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados e contratação de plataformas do projeto Sergipe Águas Profundas

Foi encerrada, nesta sexta-feira, 25, a quarta edição do Sergipe Oil & Gas (SOG25). O dia foi marcado por discussões sobre logística offshore, qualificação profissional, produção onshore e novas demandas e disponibilidades energéticas. Também esteve em destaque a participação da Petrobras, com informações sobre os investimentos atuais e futuros em Sergipe. O evento conta com o apoio do Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec).

Pelo segundo ano consecutivo, o Sergipe Oil & Gas sediou o Energy Legal Talk, fórum jurídico especializado no setor energético. Neste ano, o evento reuniu advogados e especialistas do setor para discutir o descomissionamento de plataformas fixas em Sergipe.

A abertura da programação contou com a participação do secretário da Sedetec, Valmor Barbosa. “Este momento é uma conversa jurídica sobre energia. Sergipe aguarda com ansiedade a geração de renda e de ativos por meio do descomissionamento. É um tema que traz grande impacto para a economia não só do estado, mas também do Nordeste. É geração de emprego, estímulo à cadeia regional, atração de investimentos, fortalecimento dos fornecedores e tecnologia”, resumiu.

O fórum debateu aspectos como o potencial de serviços para o descomissionamento e questões fiscais, tributárias, aduaneiras e contratuais. Também foi discutida a infraestrutura local, incluindo perspectivas e desafios.

De acordo com sócio-fundador do escritório Monteiro Nascimento, que responde pela coorganização do evento, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, o evento promove a troca de conhecimentos e experiências, configurando um momento central para o setor em Sergipe. “O Energy Legal Talk reúne especialistas da indústria, representantes institucionais, operadores do Direito e pesquisadores. Propomos a discussão sobre infraestrutura e logística, obrigações regulatórias, impactos contratuais e fiscais, e os caminhos possíveis para fortalecer a cadeia de fornecedores local e a economia do estado”, pontuou.

Fafen

A programação teve a participação da consultora especial da presidência da Petrobras, Sylvia Anjos. Durante sua palestra, foi destacada a retomada das operações na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e a contratação de plataformas FPSO. “Em relação à Fafen, recebemos diversas propostas para a retomada das operações, foram mais de seis participantes. Prevemos que ainda este ano devemos começar. Da mesma forma, a contratação das FPSOs está em andamento e teve seu adiamento pedido pelo mercado, para que as empresas se adaptem à simplificação. Mas esta é a última vez, não vamos adiar mais. Estamos voltando e queremos fazer a diferença”, destacou.

Programação

Durante a manhã, foram realizadas visitas técnicas, incluindo cinco circuitos que expuseram as operações da cadeia energética no estado. Pela tarde, entre os destaques da programação esteve a Seção Técnica ‘Estudo do mercado do biometano em Sergipe’, conduzida pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) e pela Sergipe Gás (Sergas). No Congresso SOG, os paineis envolveram instituições de ensino e empresas, que debateram temas ligados a infraestrutura e capacitação.

A Arena Temática deu lugar ao painel ‘Talentos do Futuro’, enquanto a  Arena ESG pautou questões relacionadas à saúde mental. Na Arena Inovação, as discussões abordaram o ‘Mercado de Datacenters no Nordeste’, pontuando tópicos como tecnologia e viabilidade energética. O tema se conecta à realidade sergipana, já que o estado aguarda a implantação de um data center e centro de pesquisa pelo grupo Optimus Technology, cujo investimento estimado é de US$ 1 bilhão.

O palestrante Antônio Fernandes, representante do Smart Datacenter, explicou que Sergipe já possui um data center. “Novos polos energéticos demandam infraestrutura digital soberana, segurança e baixa latência regional. E é isso que o data center sergipano promove: a soberania de dados, o que significa que o nosso dado está lotado aqui, e temos poder sobre ele. É assim que podemos abrigar dados para conduzir um projeto de descomissionamento ou uma operação de gás, por exemplo”, destacou.

Por fim, a Rodada de Negócios conectou fornecedores e grandes empresas do setor, que tiveram a oportunidade de firmar parcerias estratégicas. De acordo com a organização do evento, cerca de R$ 200 milhões em negócios foram movimentados ao longo dos três dias de programação.

Sergipe Oil & Gas

O Sergipe Oil & Gas 2025 é uma realização das empresas Brainmarket e Austral, com o apoio institucional do Governo de Sergipe. Desde sua primeira edição, ainda em formato de congresso, a programação conta com parceria estratégica da Sedetec. Em 2025, segundo ano em formato multi, o público estimado foi superior a 3 mil pessoas, ultrapassando os 2,6 mil visitantes do ano anterior. A próxima edição do evento acontecerá de 22 a 24 de julho de 2026.

A retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), localizada em Laranjeiras, também foi pauta da reunião

O governador Fábio Mitidieri recebeu, nesta sexta-feira, 25, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, para uma reunião estratégica sobre os projetos em andamento no setor de óleo e gás em Sergipe. Durante o encontro, foram debatidos os avanços do Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), que prevê investimentos robustos na exploração de petróleo e gás em águas ultraprofundas.

Fábio destacou que a licitação das duas plataformas FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência), prevista para 30 de setembro, será um marco transformador para a economia sergipana. “Estamos falando de até 18 milhões de metros cúbicos de gás e 240 mil barris de petróleo por dia. Isso muda o patamar de Sergipe e atrai novos investimentos, gerando mais emprego, renda e oportunidades para nossa gente”, afirmou.

A diretora Sylvia dos Anjos reforçou o potencial do projeto, destacando que o adiamento da licitação por 45 dias foi um pedido do mercado, diante da grande concorrência e interesse de empresas globais. “Estamos confiantes de que a contratação será bem sucedida e, com isso, poderemos iniciar a fase de implantação com cronograma definido”, explicou.

Pleitos prioritários e retomada da Fafen

A retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), localizada em Laranjeiras, também foi pauta da reunião. A unidade é considerada estratégica tanto para o desenvolvimento regional quanto para o fortalecimento do setor agroindustrial do país por meio da produção de fertilizantes.

Outro pleito reforçado pelo Governo de Sergipe foi a inclusão do estado nas próximas etapas do programa Autonomia e Renda, da Petrobras, voltado à qualificação profissional e inclusão produtiva. O governador salientou a importância de ampliar as oportunidades para a população sergipana, especialmente nas regiões mais impactadas pelos projetos da estatal.

Descomissionamento e nova fase da indústria naval

A Petrobras detalhou os investimentos em curso no descomissionamento de plataformas na Bacia de Sergipe-Alagoas, que é, hoje, a segunda maior do país em volume de operações desse tipo, atrás, apenas, da Bacia de Campos. Estão previstas ações em 26 plataformas até 2029, com aporte estimado de US$ 1,7 bilhão.

Para apoiar essas atividades, chegaram recentemente ao estado a plataforma Jack Up Arabia 1 e o navio Norwind Gale, que deverão dobrar o número de trabalhadores embarcados até o fim do ano.

Ao final do encontro, o governador Fábio Mitidieri agradeceu a presença da diretora Sylvia dos Anjos e reforçou o papel de Sergipe como protagonista no novo ciclo energético nacional e a importância do estado na história da Petrobras. “Estamos prontos para liderar esse momento histórico para o Brasil e para o Nordeste. Energia é desenvolvimento, e Sergipe está no centro dessa transformação”, concluiu.

Participaram, também, da reunião o senador Alessandro Vieira e secretários estaduais envolvidos nas agendas de desenvolvimento econômico e energético.