Sedetec liderou comitiva durante agenda no Rio de Janeiro, pautando investimentos estratégicos e infraestrutura energética

A estrutura do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB) e a ampliação das movimentações a partir do porto sergipano foram pauta de reunião entre o Governo de Sergipe, a Petrobras e a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 13. Em nome da administração estadual, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) liderou a comitiva, que cumpriu agenda estratégica no Rio de Janeiro. O diálogo teve o intuito de apresentar os resultados parciais do Estudo para Fortalecimento e Expansão da Infraestrutura Portuária e Logística do Estado de Sergipe, desenvolvido pela FGV.

O encontro também teve a finalidade de impulsionar o processo de descomissionamento de plataformas e o comissionamento do projeto Sergipe Águas Profundas (Seap). Além da Sedetec, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Agrese) também representaram o Estado nas discussões.

Entre as pautas da programação, esteve a mobilização de empresas e parceiros com o propósito de atrair investimentos e negócios para Sergipe, conforme detalhou o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa. “Os projetos da Petrobras em nosso estado envolvem uma ampla cadeia de serviços que ultrapassa o setor de petróleo e gás, englobando fornecedores de todos os tipos. Para atender a essa demanda, queremos somar esforços em busca de empresas que queiram se implantar ou expandir no estado, gerando empregos e receita. Tudo isso guiado de forma técnica, com suporte dos estudos desenvolvidos pela FGV”, explicou.

Por meio da Sedetec, o Estado formalizou junto à FGV, em julho de 2025, uma parceria voltada à elaboração de um diagnóstico da infraestrutura portuária local. O documento leva em conta as demandas futuras e o dimensionamento necessário para a ampliação das operações no TMIB, abrangendo também os impactos e benefícios socioeconômicos. O acompanhamento do projeto foi um dos tópicos da agenda no Rio de Janeiro. Em paralelo, a Sedetec vem conversando com a administradora do porto, a empresa VLI, sobre adequações necessárias a novos projetos.

O diretor-executivo da FGV Energia, Carlos Quintella, destacou a relevância da reunião. “O encontro teve como objetivo apresentar o andamento do projeto, compartilhar a perspectiva dos próximos passos e promover o alinhamento de expectativas. Para aprofundar as discussões, convidamos representantes da Petrobras, de modo a viabilizar trocas de informações estratégicas e relevantes ao trabalho em desenvolvimento”, descreveu.

Agenda

Durante a agenda, o Governo de Sergipe e a FGV também debateram o andamento do estudo técnico sobre o aproveitamento de recursos no processo de descomissionamento. O Estado, por meio da Agrese, firmou parceria com a FGV para elaboração do trabalho também em julho de 2025.

Outro estudo contratado pelo Governo do Estado, via Sedetec, à FGV, diz respeito à construção do Plano Estadual de Transição Energética. Em fase de finalização, o projeto deverá ser apresentado ainda no primeiro semestre de 2026, com a realização de workshop. O tema também foi pautado durante a agenda na capital carioca.

O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, caracterizou a agenda como parte de um esforço estratégico. “Os estudos que vêm sendo desenvolvidos pela FGV e o diálogo com a Petrobras integram um trabalho qualificado do Governo de Sergipe em busca de desenvolvimento econômico e social para nosso estado. Estamos, de forma contínua, prospectando oportunidades e negócios”, resumiu.

O presidente da Agrese, Luiz Hamilton Santana, enfatizou os impactos positivos resultantes da atuação. “A FGV apresentou temas relacionados ao descomissionamento das plataformas existentes no litoral de Sergipe, os indicadores do Verificador Independente relacionados à concessão do saneamento, o Plano de Transição Energética, a logística portuária, dentre outros. Esses resultados farão com que o Governo de Sergipe adote ações que modernizem o Estado com a perspectiva de geração de emprego e renda para a população”, considerou.

Formação

Também fez parte da grade de atividades no Rio de Janeiro uma reunião junto ao Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O encontro serviu para discutir capacitações via Universidade do Setor de Petróleo e Gás (Unibp), no âmbito do Programa Offshore do Futuro.

O propósito do Estado é articular um sistema de bolsas de estudos para candidatos que já possuam formação em áreas afins, por meio de processo seletivo. Para tanto, empresas parceiras serão envolvidas, de modo a garantir a absorção de parte da mão de obra formada futuramente.

Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial incentivou 26 novos empreendimentos fabris, com previsão de gerar mais de 1.700 empregos

Ao longo de 2025, Sergipe se consolidou como um ambiente favorável à instalação e expansão de indústrias, impulsionado pela política estadual de incentivos por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Neste ano, foram aprovados 26 incentivos fiscais e locacionais, com previsão de investimentos de mais de R$ 620 milhões e geração estimada de 1.785 empregos em diversas regiões do estado.

 

Os empreendimentos incentivados abrangem uma ampla diversidade de setores industriais, evidenciando a pluralidade e o fortalecimento da base produtiva sergipana. Entre os segmentos contemplados estão as indústrias de móveis, metalurgia, alimentos, petróleo e gás, calçados, além de atividades ligadas à logística industrial, materiais de construção, química, plásticos e serviços industriais especializados, entre outros.

As concessões do PSDI são analisadas pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O colegiado é responsável por deliberar sobre a concessão dos incentivos, garantindo alinhamento com as diretrizes do Governo de Sergipe.

O secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa, destaca que o programa se consolidou como um importante instrumento de atração de investimentos. “Os números mostram que Sergipe está preparado para receber investimentos. O PSDI alia responsabilidade fiscal, segurança jurídica e apoio ao empreendedor, criando condições para que as indústrias se instalem, gerem empregos e contribuam para o crescimento equilibrado do estado”, afirmou.

Gerido também pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), vinculada à Sedetec, o programa faz parte de uma política consistente de desenvolvimento estadual, como afirma o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães. “Os incentivos do PSDI levam indústrias para diferentes municípios, fortalecendo a economia regional e ampliando as oportunidades de emprego e renda em todas as regiões sergipanas”, enfatizou.

Resultados na economia e no interior

Um dos destaques do ano foi a implantação da indústria calçadista catarinense Di Valentini no município de Nossa Senhora Aparecida, no agreste central sergipano. Inaugurada em agosto, a empresa investiu R$ 4,2 milhões e gerou 154 empregos diretos, com previsão de alcançar quase 200. A calçadista também planeja expandir as operações para o município de Carira, onde a expectativa é abrir 90 novas vagas na primeira etapa.

O diretor comercial da Di Valentini, José Osterno Filho, destacou que o ambiente institucional foi decisivo para a instalação da empresa em Sergipe. “Quando há incentivo, diálogo e compromisso com o desenvolvimento, o empresário se sente seguro para investir. Encontramos em Sergipe uma recepção profissional e condições favoráveis para crescer”, afirmou.

Impacto social do emprego

Na prática, os investimentos atraídos pelo PSDI têm transformado a vida da população. A chegada da Di Valentini ao agreste central possibilitou a reinserção no mercado formal de trabalhadores que enfrentavam longos períodos de desemprego.

Moradora de Frei Paulo, Rafaela Sena, 35 anos, encontrou na indústria a oportunidade de garantir o sustento dos filhos após quase dois anos sem trabalho. “A gente sofre muito quando está desempregado. É gratificante saber que muita gente, assim como eu, saiu do sofrimento e conseguiu uma nova colocação no mercado”, afirma.

Já Bruno Góes Andrade, 29, natural de Ribeirópolis, passou meses desempregado e hoje trabalha ao lado da esposa na fábrica da Di Valentini, o que trouxe mais estabilidade financeira e planejamento para a família. “Foi muito difícil, mas quando a Di Valentini chegou, não pensei duas vezes. Hoje, eu e minha esposa trabalhamos aqui, temos duas rendas e conseguimos planejar nossa vida com mais tranquilidade. O emprego transformou as nossas vidas”, conta.

Gestão e incentivos

O CDI também acompanha o cumprimento das contrapartidas assumidas pelas empresas beneficiadas e pode deliberar pela revogação dos incentivos em casos de descumprimento das regras do programa. Em 2025, 15 incentivos foram revogados, medida que assegura o uso responsável dos recursos públicos e abre espaço para novos empreendimentos comprometidos com o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Reconhecimento destaca contribuição de pessoas e instituições para a história da Fundação

No aniversário de 20 anos da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), celebrado nesta sexta-feira, 12, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães, foi um dos homenageados. O gestor foi reconhecido pela contribuição prestada durante sua atuação como presidente da Fundação, entre março de 2021 e janeiro de 2023. A solenidade reuniu gestores, servidores e parceiros no auditório da Codise.

A homenagem destacou pessoas e instituições que colaboraram para a construção da trajetória da Fapitec/SE ao longo de duas décadas dedicadas ao fomento à ciência, à pesquisa tecnológica e ao empreendedorismo inovador em Sergipe. Durante a cerimônia, Ronaldo agradeceu o reconhecimento e ressaltou a alegria em participar da celebração.

“Hoje, 12 de dezembro de 2025, é um dia muito feliz. Aniversário de 20 anos da Fapitec/SE, em uma comemoração aqui no auditório da Codise, com todo o pessoal da Fundação e também das demais vinculadas da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec)”.

Ronaldo destacou sua relação com a Fundação e a importância estratégica da instituição para o estado. “Passei pela Fapitec/SE como presidente e tive a oportunidade de conhecer toda a equipe. Sei do trabalho fundamental que a Fundação presta para o Governo de Sergipe. Então, parabéns a todos”.

O diretor-presidente da Fapitec/SE, Alex Garcez, reconheceu o trabalho realizado pelos ex-gestores e servidores que contribuíram para o fortalecimento da instituição ao longo de 20 anos. “Nos honra muito o trabalho que todos os ex-gestores fizeram, todos os servidores que passaram pela nossa casa. Precisamos continuar para que possamos promover cada vez mais produtividade intelectual de projetos e ideias inovadoras para o nosso estado, que só tende a crescer”.

Empresas projetam mais de R$ 33 milhões em investimentos e a geração de cerca de 250 novos empregos diretos

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise) aprovaram, em novembro, incentivos fiscais e locacionais para sete novas indústrias por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

Juntas, as empresas projetam mais de R$ 33 milhões em investimentos e a geração de cerca de 250 novos empregos diretos no estado. As resoluções foram publicadas nesta sexta-feira, 28 de novembro, no Diário Oficial do Estado de Sergipe.

As novas indústrias abrangem os setores de móveis, metalurgia, alimentos, petróleo e gás, calçados, papel para uso doméstico e reciclagem, distribuídas entre os municípios de Aracaju, Santo Amaro das Brotas, Frei Paulo, Ribeirópolis e Nossa Senhora do Socorro.

Conselho de Desenvolvimento Industrial

Os benefícios foram analisados e aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), órgão vinculado à Sedetec. Composto por 17 membros, o CDI se reúne mensalmente para deliberar sobre projetos industriais e acompanhar a política de desenvolvimento do estado.

Para o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Valmor Barbosa, os novos incentivos reforçam a direção estratégica adotada pelo Governo de Sergipe. “Estamos avançando na atração de investimentos para diversificar a economia e descentralizar o desenvolvimento. Cada novo empreendimento representa mais empregos, renda e oportunidades para os sergipanos”.

Descentralização do desenvolvimento

Além de fortalecer seus polos industriais, Sergipe registra expansão de empresas interessadas em se instalar no interior do estado, ampliando a dinâmica econômica regional. O PSDI, responsável por operacionalizar esses incentivos, é gerido pela Codise, que acompanha e orienta cada projeto.

O diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, destaca o impacto dos novos empreendimentos. “O PSDI segue cumprindo seu papel de atrair indústrias, dar suporte à expansão de quem já está aqui e impulsionar o desenvolvimento regional. Isso significa mais competitividade, geração de empregos e um ambiente de negócios cada vez mais favorável”.

Empreendimentos aprovados

Em Aracaju, foram aprovados três projetos: a Altafer Indústria, do setor de móveis de madeira, que prevê gerar 15 empregos e investir R$ 2,9 milhões; a DSA Metais, de corte e dobra de metais, com prospecção de 13 empregos e R$ 2,1 milhões em investimentos; e a Açaí Tia Augusta, do ramo de conservas de frutas, que prevê gerar 10 empregos e investir R$ 1,2 milhão.

Em Santo Amaro das Brotas, a Petrobahia, ligada ao setor de petróleo e gás, recebeu incentivo fiscal e prevê 7 empregos e investimento de R$ 748 mil.

No município de Frei Paulo, a Formlite Nordeste, fabricante de calçados sintéticos, tem a prospecção de gerar 188 empregos e investir R$ 24,7 milhões.

Em Ribeirópolis, a Cunha Indústria e Distribuidora de Papel tem previsão de gerar 10 empregos e aplicar R$ 823 mil.

Já em Nossa Senhora do Socorro, a Plastmix, do setor de reciclagem e fabricação de embalagens plásticas, foi contemplada com incentivo locacional, com previsão de 10 empregos e investimento de R$ 1,2 milhão.

Há 37 anos, Siloane Lima dedica seus dias à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), onde atualmente exerce a função de secretária de gabinete da Diretoria de Novos Negócios (DNN). A sua história dentro da instituição começa com uma Siloane muito jovem, mas muito comprometida.

A secretária ingressou em 1988, acompanhou cada fase da companhia, exercendo com responsabilidade e zelo, funções que vão desde o repasse de informações, o atendimento a empresários e outras instituições, até a organização administrativa e o suporte direto à diretoria. Ao relembrar o início da carreira, Siloane fala com muito orgulho de todo aprendizado que conquistou dentro da Codise.

“Entrei muito jovem, aprendi a trabalhar aqui. Apesar de ter tido um emprego antes, todo o conhecimento que eu tenho hoje foi adquirido dentro da companhia”, conta.

Nesse ambiente de transformação e crescimento que ela floresceu profissionalmente, amadurecendo junto com o próprio desenvolvimento econômico do Estado. Na sua trajetória profissional, Siloane participou de congressos, palestras e capacitações que ajudaram a complementar sua formação e ampliaram sua visão sobre o papel que desempenha dentro da instituição. Foi na Codise que a profissional aprendeu sobre ética, transparência e comprometimento, além de entender melhor a economia sergipana.

“Na minha função, eu precisava estar sempre informada para poder orientar os empresários que chegavam. E nesses anos aprendi muito”, destaca.

Nesses anos, ela também testemunhou de perto o trabalho da Codise para fortalecer a indústria sergipana e as transformações no setor produtivo. Anteriormente, quando a companhia tinha um foco maior nos recursos minerais do estado, era necessário que ela lidasse com os geólogos, pesquisadores e sua linguagem técnica. É graças a dedicação de servidores públicos como Siloane que o Estado de Sergipe prospera.

Fora do ambiente de trabalho, Siloane gosta de passar seu tempo com a família, relaxar e aproveitar a vida.

“A gente tem que trabalhar para viver, e não viver para trabalhar”, afirma.

No dia seguinte, de volta à rotina no gabinete, ela segue ocupando a mesma função que levou à excelência, guardando consigo memórias de uma vida de crescimento, aprendizado e realização.

Confira o vídeo especial da servidora Liana Fraga em nosso instagram: https://www.instagram.com/p/DRhehueDl8E/

Encontro com representantes da empresa responsável pelo empreendimento abordou continuidade das atividades do complexo mineroquímico e alinhamento sobre incentivos fiscais do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial

O governador Fábio Mitidieri recebeu, nesta quinta-feira, 13, no Palácio dos Despachos, representantes da VL Holding, nova empresa responsável pela operação da mina de potássio em Rosário do Catete. O objetivo foi discutir a continuidade das atividades do Complexo Mineroquímico da Usina Taquari-Vassouras e o alinhamento sobre os incentivos fiscais previstos no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI).

A VL Holding adquiriu recentemente os ativos da antiga Mosaic Fertilizantes, que administrava o complexo até 3 de novembro de 2025. Com a aquisição, a empresa passou a operar sob o nome Stratos Mineração, garantindo a manutenção de todos os empregos e a continuidade integral das operações. O grupo tem como meta ampliar a oferta nacional de fertilizantes, contribuindo para reduzir a dependência de importações.

Durante a reunião, foram debatidos temas relacionados ao diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), previsto nas resoluções do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) de 2021 e 2024, que garantem apoio fiscal em importações, exportações, aquisições de equipamentos e matéria-prima. O Governo de Sergipe acompanhou todo o processo e se colocou à disposição para garantir uma transição segura e eficiente entre as empresas, reforçando o compromisso em manter um ambiente favorável ao crescimento do setor e à valorização dos trabalhadores locais.

O governador Fábio Mitidieri destacou que a chegada da Stratos Mineração marca uma nova etapa para o setor mineral e industrial do estado, reforçando o ambiente favorável a investimentos. “Temos trabalhado para que Sergipe continue sendo referência em desenvolvimento e em geração de oportunidades. A mineração é um setor estratégico para o nosso crescimento, e a presença da Stratos reforça a confiança do empresariado no potencial do nosso estado. O Governo do Estado está de portas abertas para apoiar essa nova fase, garantindo segurança jurídica, estímulo à produção e condições para que novos investimentos se consolidem, gerando emprego e renda para o povo sergipano”, afirmou.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Valmor Barbosa, destacou a importância do Complexo Taquari-Vassouras para a economia sergipana e para o fortalecimento da cadeia de fertilizantes no país. “O Complexo Taquari-Vassouras é um dos mais importantes ativos do Brasil em se tratando de recursos minerais e de insumos para a indústria de fertilizantes. Assim, acompanhamos a transição acionária e nos colocamos à disposição da nova gestão para que suas operações sejam bem-sucedidas, gerando empregos e renda para nosso estado”, ressaltou.

Já o diretor-presidente da Stratos Mineração, Daniel Moreira, enfatizou o potencial de Sergipe e agradeceu o apoio do Governo do Estado durante a chegada da empresa. “Agradeço a oportunidade que o secretário executivo da Sedetec, Marcelo Menezes, proporcionou ao organizar essa agenda tão importante. Nós, da Stratos Mineração, estamos chegando a Sergipe e iniciando nossas atividades com o pé direito. Temos acompanhado de perto o trabalho que o governador Fábio Mitidieri e toda a sua equipe vêm fazendo no estado, que se mostra cada vez mais promissor, em pleno crescimento e com forte capacidade de investimento. Encontramos aqui uma estrutura altamente operacional, com uma equipe qualificada e uma localização estratégica. Estamos preparados para atender o produtor rural e o fazendeiro que dependem dos nossos produtos”, afirmou.

Com a nova administração, a expectativa é de expansão da capacidade produtiva e modernização da estrutura operacional da mina, que é a única em atividade no Brasil e a única mina subterrânea de potássio do Hemisfério Sul. A localização estratégica do complexo, próxima aos polos consumidores do Nordeste, é vista como um diferencial, reduzindo os custos logísticos e fortalecendo o mercado regional de fertilizantes.

Com a reunião, o Governo de Sergipe reafirma seu compromisso de estimular investimentos e garantir a continuidade das políticas industriais, que vêm fortalecendo a economia do estado. O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), iniciativa que beneficia mais de 330 empresas em todo o estado, é responsável por 32 mil empregos diretos e já soma R$ 1,7 bilhão em investimentos previstos entre 2023 e 2025, consolidando-se como um dos principais instrumentos de fomento ao desenvolvimento produtivo de Sergipe.

O encontro realizado no Palácio dos Despachos contou também com a presença do diretor executivo da Sedetec, Marcelo Menezes; do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), Ronaldo Guimarães; do diretor-presidente da Sergipe Gás S/A (Sergas), Alan Lemos; do senador por Sergipe Laércio Oliveira; e do diretor industrial da Stratos Mineração, Mauro Lopes Cordeiro.

Gestão estadual apoia indústrias que transformam o fruto em produtos de alto valor agregado

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), tem atuado de forma estratégica na promoção da cadeia do coco na economia sergipana. Por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a companhia incentiva empreendimentos que transformam a produção agrícola em produtos industrializados, como leite de coco, óleo, coco ralado e água de coco, gerando emprego e renda no estado.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe é o quarto maior produtor de coco do Brasil, com destaque para os municípios de Neópolis, no baixo São Francisco, e Estância, no sul sergipano, o que estimula a implantação de indústrias que abastecem mercados internos e externos. Em Neópolis, por exemplo, são produzidos mais de 51 milhões de cocos por ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

Ainda segundo levantamento do IBGE, a cadeia produtiva do coco em Sergipe registrou crescimento expressivo no último ano, com elevação de cerca de 40% no valor da produção, passando de cerca de R$ 124 milhões em 2023 para aproximadamente R$ 175 milhões em 2024.

Indústrias sergipanas do coco

Empresas como a Coco10, em Malhada dos Bois, no baixo São Francisco, e a Sergisucos, em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, recebem incentivo fiscal por meio do PSDI, fomentando a ampliação da capacidade produtiva do setor. O programa é gerenciado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e executado pela Codise.

“O PSDI tem sido fundamental para fortalecer a industrialização em Sergipe, criando condições favoráveis para que empresas ampliem sua capacidade produtiva e invistam em tecnologia. No caso do coco, o programa permite que o potencial agrícola se converta em desenvolvimento industrial e geração de empregos em todo o estado”, destaca o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, o PSDI é uma importante ferramenta na interiorização do desenvolvimento e no fomento a diferentes cadeias produtivas. “A pluralidade é uma marca do PSDI, já que o programa abrange os mais diversos setores, que se combinam em um ambiente de negócios favorável. E esse ambiente se expande por todo o território sergipano, com potencial de crescer ainda mais”, pontua.

Sustentabilidade

O fruto também tem ganhado destaque no campo da inovação e sustentabilidade. Pesquisas realizadas com apoio do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) exploram novas formas de aproveitamento da casca do coco, com potencial para produção de biocarvão e fertilizantes naturais.

A vida nos leva por diversos caminhos, mas, para Liana Fraga de Andrade, todos a conduziram de volta para casa. Administradora e chefe do setor de Recursos Humanos (RH) da Codise, Liana foi uma das primeiras colaboradoras a ingressar na instituição.

Em janeiro de 1977, três meses após a criação da companhia, a servidora participou da estruturação do órgão que se tornaria referência para a implantação industrial em Sergipe. Em seus 48 anos de serviço público, dedicou mais de 30 à Codise, vivenciando mudanças administrativas, desafios e conquistas para o fortalecimento produtivo do estado.

Natural de Aracaju, onde também criou seus dois filhos, Liana construiu sua trajetória profissional com disciplina e paixão pelo trabalho. Hoje, coordena mais de 20 pessoas, cuidando de folhas de pagamento, treinamentos e rotinas administrativas.

“Levo meu trabalho muito a sério e até hoje atendi a todas as minhas demandas. Os diretores me reconhecem pelo meu rigor, sabem que sou séria e gosto de tudo muito correto”, destaca.

Após alguns anos em outro órgão, Liana retornou à Companhia em 1993 e nunca mais saiu. A servidora recorda com carinho dos seminários promovidos pela Codise, que uniam aprendizado e convivência. Para ela, a empresa guarda mais que documentos: preserva histórias e vínculos.

Já aposentada, a chefe de RH optou por permanecer ativa, dedicando-se à Codise como quem cuida da própria família. Fora do trabalho, valoriza estar em movimento, criar momentos com amigos e acompanhar de perto a vida do neto, que renovou sua alegria. Sua trajetória é marcada por resiliência, responsabilidade e afeto em tudo o que faz.

Confira o vídeo especial da servidora Liana Fraga em nosso instagram: https://www.instagram.com/p/DQC3zgEjspP/

Estudo técnico sobre o tema será desenvolvido em 12 meses para fortalecer projetos de óleo, gás e energia

O Governo de Sergipe pretende apoiar o reforço à infraestrutura portuária estadual, para fortalecer projetos estratégicos nos setores de óleo, gás e energia. O tema foi debatido em reunião nesta terça-feira, 14, com representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela elaboração do estudo técnico contratado pela gestão estadual.

O contrato para o estudo foi assinado entre a Sedetec e a FGV durante o evento Sergipe Oil & Gas 2025, em agosto deste ano, em Aracaju, com a presença do governador Fábio Mitidieri. O plano, que será desenvolvido ao longo de 12 meses, analisará a atual infraestrutura portuária de Sergipe, as demandas futuras e o dimensionamento necessário para a ampliação das operações no Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), abrangendo também os impactos e benefícios socioeconômicos.

“Estamos empenhados em avançar com o estudo técnico junto à FGV para identificar as melhores soluções para a ampliação dos fluxos no TMIB e avaliar uma nova estrutura portuária. Esse trabalho é fundamental para fortalecer os setores de óleo, gás e energia em Sergipe, atraindo novos investimentos e ampliando nossa capacidade logística de forma estratégica para o desenvolvimento econômico do estado,” afirmou o gestor da Sedetec, Valmor Barbosa.

O pesquisador da FGV Energia João Victor Marques avaliou a reunião como positiva. “O foco do estudo em andamento pela FGV Energia é entender qual é a situação da logística portuária atual do estado. A primeira etapa é fazer um diagnóstico do TMIB. Esse diagnóstico contempla tanto o mapeamento dos fluxos de carga quanto as condições de acesso logístico no porto. Em seguida, vamos analisar as potencialidades e demandas para ampliar as atividades atualmente realizadas pelo porto. Futuramente, avaliaremos a possibilidade de ampliação das operações no terminal, seguido por estudos de viabilidade”, disse.

Expansão

Com o intuito de atrair novas operações portuárias, o diagnóstico deverá apontar as operações de embarque, desembarque, importação e exportação em curso no TMIB, além de mapear os fluxos de carga nos portos do Nordeste. A ação visa ao redirecionamento para Sergipe, com a identificação de empresas com potencial interesse em novas vias logísticas.

A metodologia engloba sete etapas, com elaboração de relatórios sobre o potencial de novas oportunidades, a legislação vigente e as políticas de incentivos para as empresas. Também serão analisadas a viabilidade de investimentos na ampliação de operações no TMIB e outras alternativas, culminando em um relatório final consolidado.

Reestruturação

A expansão das atividades portuárias já está em vista no TMIB. Um exemplo disso é a recente ampliação do calado operacional do porto para 9,80 metros, segundo anúncio da administradora VLI. O calado operacional corresponde à profundidade do canal ou do cais onde o navio atraca. A medida é essencial para evitar o risco de toque do navio no fundo do mar e garantir a segurança das operações. Com o aumento, o TMIB poderá receber embarcações de maior porte.

Sergyene produz absorventes e fraldas de alta qualidade; incentivo fiscal do PSDI garante competitividade da empresa no mercado

Os incentivos do Governo de Sergipe, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), fortalecem a economia, geram empregos e transformam vidas. O PSDI é gerido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise).

Um grande exemplo disso é a empresa sergipana, instalada em Aracaju desde 1996, que emprega atualmente 115 trabalhadores diretos e tem capacidade de produção de 3 milhões de absorventes mensais, com atuação em mercados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. “A Sergyene é um exemplo claro de como o PSDI transforma oportunidades em crescimento. Com o apoio do Governo, a indústria gera empregos, movimenta a economia local e fortalece Sergipe como polo de produção no Nordeste e em outras regiões do país”, destacou o secretário da Sedetec, Valmor Barbosa.

O presidente da Codise, Ronaldo Guimarães, completou: “O sucesso da Sergyene mostra que investir na indústria sergipana é investir em desenvolvimento e qualidade de vida. O PSDI é um instrumento que permite que empresas locais cresçam e ofereçam produtos de excelência, gerando empregos e renda para nossa população”.

Além da qualidade dos produtos, a marca ganha relevância pelos preços competitivos. De acordo com o CEO da Sergyene, Manoel Neto Casali, os incentivos do PSDI são fundamentais para gerar essa concorrência no mercado. “Com os nossos incentivos, a gente consegue atuar na região Nordeste e também no eixo Centro-Sul e Sudeste para poder continuar gerando emprego e renda em Aracaju e em Sergipe”, pontuou

Tecnologia, qualidade e variedade

A indústria oferece uma variedade de produtos de higiene íntima, incluindo absorventes das linhas Delicacy e Deligel, fraldas infantis Delibaby e Din Din, além da linha adulto DeliMaster e das fraldas para uso adulto Dellyfral. Por trás da variedade está um processo produtivo moderno, que combina matérias-primas de alto padrão e controle rigoroso de qualidade. O parque fabril da Sergyene conta com linhas automatizadas, assegurando qualidade e segurança em cada etapa.

“Os produtos têm alta qualidade porque as matérias-primas são escolhidas a dedo e, assim que chegam, passam por um rigoroso controle para averiguar se estão dentro das especificações de confiabilidade”, explicou o gerente de logística, Bruno Mendonça.

Apenas após os testes, a matéria-prima segue para produção. “Temos seis linhas de produção, sendo três de absorventes e três de fraldas”, acrescentou Bruno.

Orgulho

Para os trabalhadores, a indústria representa mais que um emprego: é um espaço de aprendizado e realização pessoal. “Comecei embalando, depois fui operando máquinas. Daqui eu tirei tudo que eu tenho hoje, praticamente. Além de aprender a trabalhar com máquina, eu estudei um pouco para fazer a parte eletrônica, elétrica e mecânica”, contou Hugo Faustino, que faz parte da equipe há 28 anos e é atualmente operador de máquina.

Já Andreza Lima, auxiliar de controle de qualidade, ressaltou o impacto de sua função no produto final. “Observamos tudo, desde a entrada da matéria-prima até a embalagem. Além disso, a gente faz os testes para garantir que o produto vai absorver bastante. Já aprendi e amadureci muito aqui. Foi o meu primeiro emprego, a empresa abriu as portas e me deu a oportunidade”, relatou ela, que trabalha há 11 anos na indústria.

Dignidade menstrual em pauta

Além da geração de renda, a Sergyene se tornou peça-chave na política pública de dignidade menstrual, fornecendo entre 45 mil e 60 mil pacotes de absorventes por mês para o programa Cuidar-SE, desenvolvido pelo Governo de Sergipe por meio das Secretarias de Estado da Educação (Seed), de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic).

A iniciativa garante a distribuição de absorventes para estudantes da rede estadual de ensino e mulheres assistidas pela rede socioassistencial nos municípios. “É muito gratificante ser a marca que está associada à dignidade menstrual das estudantes da rede estadual e das mulheres em situação de vulnerabilidade social”, afirmou o CEO da indústria, Manoel Neto Casali.

Além disso, durante o Arraiá do Povo 2025, realizado na Orla da Atalaia, em Aracaju, a empresa também forneceu absorventes e fraldas para a Estação Acolher, destinado a trabalhadores e trabalhadoras informais e seus filhos. “Foi um orgulho poder apoiar essas mães, distribuindo absorventes para elas e fraldas para os filhos delas, para que elas pudessem ir trabalhar durante a noite sem preocupação. A gente tem muito orgulho de ter feito parte disso”, salientou Manoel.

Com área de 17 mil m², a Sergyene já planeja dobrar seu galpão nos próximos anos e investir em novas máquinas importadas, ampliando a produção e conquistando ainda mais mercados.

Fotos: Erick O’Hara