Tema é debatido pelas pesquisadoras Amanda Gonçalves e Fernanda Rodrigues, apresentando referência para Sergipe

O cenário da produção e utilização de Hidrogênio Verde no Brasil é o foco de mais um artigo técnico publicado pelo Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec). O texto tem autoria das pesquisadoras do Núcleo de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Sergipe (NEREES), Amanda Gonçalves e Fernanda Rodrigues, e descreve a realidade do segmento no Estado do Ceará a fim de apresentar uma referência para o panorama sergipano.

Além de traçar um histórico sobre o uso do Hidrogênio Verde no País, o texto menciona pontos fortes dessa matriz energética, questões de ordem regulatória e o início da pesquisa sobre o tema no Ceará. O Hidrogênio Verde como ponte para a descarbonização das fontes de energia no cenário futuro já foi assunto de um dos textos integrantes da série de artigos técnicos do SergipeTec, demonstrando o foco da instituição no desenvolvimento de pesquisas na área.

Intitulado “Por que o Ceará é líder do Hidrogênio Verde no Brasil?”, o artigo encontra-se disponível para acesso no site do SergipeTec. No mesmo link, é possível encontrar os demais textos que integram a série, voltados a pesquisadores, agentes públicos, investidores e demais interessados em temas relacionados à matriz energética brasileira e sergipana.

Confira a prévia do artigo:

  1. INTRODUÇÃO

Sabe-se que, a emissão dos gases do efeito estufa (GEE) é um dos fatores que geram o aquecimento global. Diante disso, a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 21/UNFCCC) realizada em Paris em dezembro de 2015, informou que somente sob os cenários de emissões de GEE muito baixas e baixas será possível evitar um aumento de pelo menos 2°C até 2100 [1]. A Europa está empenhada em uma nova estratégia de crescimento que transformará a União Europeia em uma economia moderna, eficiente em termos de recursos e competitiva, visando a neutralidade carbônica até 2050 [2].

Em 2020, após a adoção da Estratégia Industrial Europeia, a União Europeia (EU) adotou as estratégias de integração do sistema energético [3] e sobre o hidrogênio [4] com o objetivo de consolidar o caminho para um setor energético totalmente descarbonizado, mais eficiente e interligado. Conforme declarado pela [5], este é um momento crítico para o hidrogênio, que hoje desfruta de um impulso sem precedentes. O mundo não deve perder essa chance única de tornar o hidrogênio uma parte importante para um futuro energético limpo e seguro [5] [6].

No Brasil, as estratégias específicas sobre o hidrogênio foram inclusas no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para Renováveis e Biocombustíveis, além de ter sediado e apoiado a 22ª Conferência Mundial de Energia de Hidrogênio em 2018 [7]. Já a norma ISO 14064 que detalha e orienta as organizações para a quantificação e elaboração de relatórios de emissões e remoções de GEE [8]. Outro documento que serve como base para o direcionamento do desenvolvimento de ações para a mudança climática é a Agenda 2030, constituída a partir 1 da documentação resultante da cúpula das Nações Unidas pela Resolução A/RES/70/1, de setembro de 2015 [9].

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