Com o propósito de contribuir para o debate e a construção de conhecimento em ciência, tecnologia e inovação no estado, o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) inicia a publicação de artigos técnicos relacionados às pesquisas e projetos desenvolvidos com o apoio da entidade. O texto que abre a iniciativa é intitulado “A oportunidade do Atlas Eólico de Sergipe”, assinado pelo gestor de Energia do Parque, Marcos Felipe Sobral dos Santos. O documento aborda as potencialidades da matriz energética sergipana, com destaque para a energia eólica.

Trazendo o cenário brasileiro relacionado ao consumo de energias e mudanças climáticas, além de normas e órgãos reguladores do setor, o artigo contextualiza o desenvolvimento do Atlas Eólico de Sergipe. Atualmente em andamento, o projeto é proposto pelo Governo de Sergipe através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) e executado pelo SergipeTec, tendo como co-executores o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS); o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP); a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Tabuleiros Costeiros e a Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O acesso aos artigos completos da série está disponível no site do SergipeTec, em https://sergipetec.org.br/artigos-tecnicos/. O conteúdo é destinado a pesquisadores, técnicos, agentes públicos e interessados em geral.

Confira a prévia do primeiro artigo:

1. Introdução

As Mudanças Climáticas já estão afetando a vida de todos, as manchetes recentes relacionadas ao clima extremo estão acontecendo no mundo todo. No Brasil, ainda em 2021, já é um ano marcado por eventos extremos do clima, recordes de temperatura (42ºC em Cuiabá e – 5ºC na serra catarinense) e a grave seca no Centro-Oeste e Sudeste [1].

Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o sexto relatório do Grupo de Trabalho I, mostra que o mundo provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores [2]. Como consequência das mudanças climáticas, o Brasil está enfrentando a pior crise hídrica em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas do país [3].

Para limitar o aquecimento global a 1,5°C na próxima década, ações para reduzir ou limitar emissões de alto carbono na atmosfera devem ser implementadas de forma agressiva, uma vez que mudanças de pequena escala não serão suficientes. É preciso de ações rápidas e grandes transformações [2]. Os principais responsáveis por esse aquecimento recente, são a queima de combustíveis fósseis e o corte de árvores [2]. Para reduzir a demanda por combustíveis fósseis e minimizar a pressão sobre crise hídrica que afeta diretamente as hidroelétricas, prejudicando assim, a geração de energia para o país, a diversificação da matriz elétrica, incluindo fontes limpas e renováveis como as fontes solares e eólicas, são consideradas fontes alternativas.

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